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A construção da caixa d´água da Fonte do Senhor

vereador Antônio José Pinto - Gruta do Senhor - Fonte de Cima - Ernesto Guilherme Young - E. G. Young - 14 de abril de 1847 - IHGSP - caixa d´água locomotiva - Albert Camus - Manoel José Correa - Ernest William Young - Fonte do Senhor

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sessão da Câmara, dia 14 de abril de 1847
História de Iguape - documento N° 16
por Ernesto Guilherme Young

Até meados do Século XIX, o povo de Iguape buscava água diretamente na Fonte do Senhor, também chamada de Fonte de Cima. Houve um tempo, em fins do Século XVIII, em que chegou um ouvidor, o qual, atendendo aos reclamos das gentes, ordenou a construção de um aqueduto que trouxesse a água para mais perto da vila. Em 14 de abril de 1847, o vereador Antônio José Pinto apresentou um projeto, para que a água da Fonte fosse encanada e construída uma caixa d'água no final do antigo Aqueduto, com quatro bicas de ferro, ficando um registro fechado para encher de água a caixa da Gruta do Senhor quando fosse preciso, passando esse encanamento pela frente da Gruta. O próprio vereador foi até a Fonte, acompanhado do cidadão Manoel José Correa, tendo ambos observado que "a agoa podia vir encanada em tubos ou telhões e coberto desde o lugar do morro onde era tomada até aquelle lugar em que deve servir ao publico"[...]

Dessa forma, parte do Aqueduto, que havia desmoronado, deveria ser reconstruído. Essa despesa foi orçada em 600$000 (seiscentos mil réis) para cal, pedra, tijolo e mão-de-obra. A Câmara aprovou a idéia e deu prioridade à obra, decidindo que nenhuma outra seria iniciada enquanto a canalização da água da Fonte não fosse ultimada, o que deveria acontecer até outubro de 1848, conforme contrato assinado com Manoel José Correa, que ficou como encarregado. O preço total da obra ficou em 650$000 réis. Essa caixa d'água, após concluída, devido à sua forma bojuda, era chamada pelo povo iguapense de "Locomotiva".
Foi construída com a frente para o Mar Pequeno e, durante mais de cem anos, abasteceu a população da cidade, sendo afinal demolida pela prefeitura em 1976, juntamente com o Aqueduto, perdendo-se para sempre dois monumentos de inconstestável valor histórico.


Bibliografia:

FORTES Roberto - Iguape...Nossa história. Vol. I, Iguape, São Paulo: Ed. Roberto Fortes: 2000.

YOUNG, Ernesto Guilherme, História de Iguape, Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, vol. IX, pp. 108-326, 1904.

Fonte(s): Roberto Fortes - Archive.org - Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

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