De fevereiro a agosto de 1942, dezenove navios brasileiros foram torpedeados por submarinos alemães, o que causou a morte de 742 pessoas. Ao todo, os torpedeamentos de embarcações brasileiras causaram a morte de 1.081 pessoas. Cadáveres (inclusive de crianças) apareciam, trazidos pela correnteza, em vários pontos do litoral. A notícia dos ataques contra navios brasileiros comoveu a população brasileira na época. Então em 22 de agosto de 1942, o governo declarou o estado de beligerância com a Alemanha.
Em resposta aos ataques, vários submarinos alemão foram afundados na costa brasileira, um destes ataques foi em 28 de agosto 1942, o avião Vultee V-11 GB2 "7", de patrulha da FAB, comandado por Manuel Rogério de Souza Coelho, localiza um submarino inimigo e ataca, na região próximo a Iguape/SP, sem reportar qualquer dano. Finalmente em 31 de agosto 1942, o Decreto Federal nº 10.358 declarava Estado de Guerra em todo o território nacional.
Sobre os ataques a navios mercantes brasileiros.O ataque aos navios mercantes brasileiros, também motivou reações violentas de cidadãos que, indignados e desejando vingança, se voltaram contra imigrantes alemães, italianos e japoneses. Em muitas cidades brasileiras ocorreram episódios de depredações de estabelecimentos comerciais pertencentes a imigrantes vindos de países que faziam parte do Eixo - e até tentativas de linchamento desses imigrantes. A postura passiva, contudo, já não era suficiente para acalmar a traumatizada opinião pública e manter a soberania do país. Getúlio Vargas não teve escolha senão reconhecer o conflito entre o Brasil e as potências do Eixo. Em resposta aos apelos da sociedade, finalmente o O presidente da República, Getúlio Dornelles Vargas (RS), expede o Decreto-Lei nº 10.358 que "declara o estado de guerra em todo o território nacional". O Brasil ingressava na mais internacional das batalhas da História.
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