A pessoa de Cosme Fernandes
Friday, 23. January 2009, 17:20:57

Enquanto que para uns, outro não era senão que o próprio João Ramalho, ou talvez Antonio Rodrigues, para outros não passaria de Duarte Peres ou de Gonçalo da Costa, ou do português Francisco de Chaves, ou ainda de Mestre Cosme, ou Cosme Fernandes, seu verdadeiro nome ainda permanece uma incógnita. O bacharel era um homem letrado, falava bem, pois teria sido formado em Coimbra e gozado de grande prestígio na Corte de Dom Manuel, antes de cair em desgraça e ser degredado para o Brasil. Todos os autores concordam em relatar o fato do seu desterro, deste homem que tornou-se tão importante à historia deste país, e que prestou tão relevantes serviços aos navegantes europeus, fornecendo-lhes os mantimentos precisos e facultando-lhes os meios de entreter relações amigáveis com os habitantes.
Transcrito do original:
Na egreja matriz, havia ha poucos annos um livro de Tombo, aberto e rubricado por Antonio Ribeiro, vigario da villa de Iguape, por ordem do reverendo d. Bernardo Rodrigues Bueno, bispo da diocese, no anno de 1725, em que diz: <<Cosme Fernandes Pessôa de grandes merecimentos deixou em seu testamento declaração de que suas terras ficão oneradas com a pensão annual de uma missa para todo o sempre pelo descanso da sua alma sendo como hé de um grande criminoso ficando o parocho encarregado de arrecadar esta dita pensão dos seus herdeiros>>".
________________________________________________________________________________________________________Fonte: Ernesto Guilherme Young, "Subsídios para a História de Iguape e seus fundadores", Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, vol. VII, pp. 293-294, 1902.

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