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$Post 111 - Música Clássica e seus nomes [ Segunda Parte ]

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Saudações Amigos,

Conforme havia mencionado no post anterior, este é o novo post relacionado a música clássica e alguns nomes famosos, conhecidos e que merecem destaque. Continuando na mesma linha do anterior, este irá apresentar o nome do compositor, algumas informações – básicas, diria – e alguma música de destaque do mesmo. Então, como as delongas todas foram feitas no post anterior, vamos a lista.


Wolfgang Amadeus Mozart

Batizado Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart (Salzburgo, 27 de janeiro de 1756 – Viena, 5 de dezembro de 1791) foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico.

Wolfgang Amadeus Mozart - Eine Kleine Nachtmusik (K. 525)
Wolfgang Amadeus Mozart - Klarinettenkonzert (K. 622) – Adagio


Georg Friedrich Händel

Georg Friedrich Händel (Halle an der Saale, 23 de Fevereiro de 1685 — Londres, 14 de Abril de 1759) foi um célebre compositor da Alemanha, naturalizado cidadão britânico em 1726. É provável que você não reconheça o começo da sua música de maior destaque - arrisco a dizer - mas, com certeza, já deve ter a escutado em algum momento de sua vida. E arrisco a dizer, em formaturas, ou igrejas.

Georg Friederich Händel - Messiah (HWV 56) - Hallelujah


Ludwig van Beethoven (Primeiro Post)

Ludwig van Beethoven (Bonn, batizado em 17 de dezembro de 1770 — Viena, 26 de março de 1827) é outro nome mais que conhecido dentro da música clássica. Afinal, dizer que nunca ouviu falar ou que nunca escutou uma música de Beethoven é merecer levar chicotadas.

Ludwig van Beethoven - Symphony No. 5 (Op. 67)
Ludwig van Beethoven - Für Elise (WoO 59)


Johann Sebastian Bach

Johann Sebastian Bach (Eisenach, 31 de março de 1685 — Leipzig, 28 de julho de 1750) foi um compositor, cantor, maestro, professor, organista, cravista, violista e violinista da Alemanha. Com certeza um dos meus compositores favoritos, apenas perdendo, para quem sabe Vivaldi.

Johann Sebastian Bach - Jesus Bleibet Meine Freude (BWV 147)
Johann Sebastian Bach - Orchestersuite Nr. 2 (BWV 1067) - Badinerie
Johann Sebastian Bach - Toccata E Fuga (BWV 565)


Max Christian Friedrich Bruch

Max Christian Friedrich Bruch, também conhecido como Max Karl August Bruch (Colônia, 6 de Janeiro de 1838 — Berlim, 2 de Outubro de 1920), foi um compositor e regente alemão do período romântico da Música Erudita. Apesar de não ser um compositor muito conhecido, o mesmo possui mais de 200 obras musicais, incluindo três concertos para violino, um dos quais é considerado "pièce de résistance" do repertório violinístico. Sugiro que você ouça a música abaixo, e tire você mesmo a conclusão, da resistência necessária para executar as suas composições.

Max Christian Friedrich Bruch - Violinkonzert Nr. 1 (Op. 26) - Allegro Moderato


Bem, e assim se encerra mais um post. Mas, calma... Ainda existirão mais posts sobre este mesmo assunto. Afinal, me faltam mais 100 músicas para escutar, filtrar e postar.

Abraço,
e espero que tenham gostado.

$Post 110 - Música Clássica e seus nomes [ Primeira Parte ]

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Saudações amigos,

Bem, depois que eu comecei a fazer parte do mundo musical – é claro, ainda sou bastante amador, tanto no mundo musical quanto no instrumento que escolhi – comecei a ficar mais “ligado” e passei a dar mais valor a um gênero de música em particular, a música Clássica.

É claro que eu não irei cair no mérito de discutir o valor dela, isto, acredito que tanto aqueles que gostem do estilo quanto aqueles que não gostam reconhecem que ela foi praticamente a percussora de grande parte dos ritmos ou então que provavelmente irá embalar a sua festa de casamento – é possível que Tchaikovsky ou Strauss seja a sua escolha de valsa – apenas irei neste post lhes apresentar uma humilde seleção de algumas músicas, que na minha opinião estão no topo das mais bonitas e arrisco mais conhecidas deste gênero.

Obs.: Esse post nasceu depois de conversar com amigos sobre música, compositores, técnicas, e até de instrumentos. Principalmente no roda de amigos.


Antonio Lucio Vivaldi

Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 4 de março de 1678 — Viena, 28 de julho de 1741) é uma figura carimbada e praticamente obrigatória em uma lista deste tipo. Em minha opinião o maior ou então um dos maiores compositores que já existiram, e com certeza o maior no estilo barroco. Nesta lista irá entrar com duas representações, a “Primavera” e o “Inverno”, que na minha opinião dentre as 4 estações de sua autoria são as melhores.

Antonio Lucio Vivaldi - El Primavera - Allegro
Antonio Lucio Vivaldi - El invierno - Allegro non troppo


Johann Pachelbel

Johann Pachelbel (Nuremberg, 1 de setembro de 1653 — Nuremberg, 3 de março de 1706) mais um grande e conhecido nome da música clássica. Alemão, o compositor é mais um do gênios do período barroco. Com “Kanon” o compositor fica bem lembrado, com a sua mais bela obra – minha opinião. Inclusive, é bem provável que você reconheça essa música de alguma mensagem ou e-mail. Ela costuma ser bastante utilizada em fundo de mensagens.

Johann Pachelbel - Kanon In D


Ludwig van Beethoven

Ludwig van Beethoven (Bonn, batizado em 17 de dezembro de 1770 — Viena, 26 de março de 1827) é outro nome mais que conhecido dentro da música clássica. Afinal, dizer que nunca ouviu falar ou que nunca escutou uma música de Beethoven é merecer levar chicotadas. Bem, nesta lista ele esta sendo representado com a sua Nona sinfonia – essa música tem um motivo em particular de aparecer, é a única música por enquanto, que eu consigo tocar um trecho na viola clássica, logo este é mais um motivo para ela entrar na lista.

Ludwig van Beethoven - Symphony No. 9


Samuel Osborne Barber

Samuel Osborne Barber (Westchester, 9 de Março de 1910 — Nova Iorque, 23 de Janeiro de 1981) este é um nome “novo” no mundo da música clássica. Filho do século XX, Osborne começou a compor com 7 anos de idade, e sua música mais conhecida é "Adagio for Strings". Uma música que em minha opinião possui uma melodia, e um ritmo único. Sobre esta música, existe a curiosidade do DJ Tiesto ter utilizado-a para fazer um mix.

Samuel Osborne Barber - Adagio For Strings


Carl Orff

Carl Orff (Munique, 10 de julho de 1895 — Munique, 29 de março de 1982) é um nome, digamos, pouco conhecido, mas com uma música bastante famosa e que certamente você já deve ter escutado. Principalmente em algo ligado a coisas épicas, como fim do mundo, filmes e coisas do tipo. De qual música estou falando? Só pode ser dela: Carmina Burana. Então, anote ai..

Carl Orff - Carmina Burana - O Fortuna


Bedrich Smetana

Bedrich Smetana (Leitomischl (Litomyšl), Boémia Oriental, 2 de Março de 1824 - Praga, 12 de Maio de 1884), foi um compositor checo. Este com absoluta certeza é um nome bem pouco conhecido, e até onde me consta sua obra de maior importância e notoriedade é esta que o faz entrar na lista. Apesar de não ser muito conhecido, a sua música tem muita qualidade.

Bedřich Smetana - Má Vlast – Vltava


Piotr Ilitch Tchaikovsky

Piotr Ilitch Tchaikovsky (Kamsko-Wotkinski Sawod, actual Tchaikovsky, 7 de maio de 1840 – São Petersburgo, 6 de novembro de 1893) foi um compositor romântico russo. Figura bastante conhecida, mas com um nome um pouco difícil de falar – e ainda mais de escrever. O mesmo possui várias obras famosas, mas a sua mais famosa quem sabe seja “Swan Lake” ou se preferir “O Lago dos Cisnes”.

Pyotr Ilyich Tchaikovsky - Swan Lake
Pyotr Ilyich Tchaikovsky - The Nutcracker - Dance Of The Sugar-Plum Fairy


Joseph-Maurice Ravel

Joseph-Maurice Ravel (Ciboure, 7 de março de 1875 – Paris, 28 de dezembro de 1937) foi um compositor e pianista francês. Conhecido por suas músicas delicadas a sua música mais conhecida é “Bolero”. Uma música, digamos, simples mas muito bonita e que difícil não irá lhe agradar.

Maurice Ravel - Boléro


Bem, esta parte irá ficar por aqui. Em breve irei lançar mais um parte, dissertando sobre outros compositores e suas músicas. Mas uma vez, espero que gostem, e divirtam-se. Dicas e sugestões deixem nos comentários. E claro, não precisa comentar que eu não mencione Bach, Villa Lobos, Mozart, calma, vai existir uma segunda parte.

Abraços

$Post 109 - Erwin Rommel, a Raposa do Deserto

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Erwin Rommel, nasceu em 15 de novembro 1891 na cidade de Heidenheim. Filho do professor universitário Erwin Rommel e de Helene von Luz, filha de um proeminente dignitário local. Desde a infância mostrou interesse e gosto por aviões e planadores, sendo que aos 14 anos, juntamente com amigo constrói um planador em tamanho natural que voava, embora não muito longe. O jovem Rommel queria ser mecânico e desejava se tornar um engenheiro aeronáutico, mas ingressou no Exército devido às insistências de seu pai que o recomendou para o Exército Württemberg.

De início foi rejeitado pela artilharia e engenharia do Exército, sendo mais tarde, em março de 1910, chamado para fazer o exame médico para admissão, sendo neste exame detectado uma hérnia, mas foi aceito mesmo assim como cadete.

Seu pai assinou a documentação necessária e pagou o uniforme de Fahnenjunker, entrando no seu regimento no dia 19 de Julho de 1910, aos 18 anos de idade, no 124º Regimento de Infantaria de Württemberg de onde foi enviado para a Escola Real de Oficiais Cadetes de Danzig, terminando o seu treinamento no mês de Novembro de 1911.

Na Primeira Guerra Mundial, Rommel ganhou a maior condecoração a oficiais concedida pelo governo germânico. Cerca de 9 mil soldados inimigos e 80 canhões caíram em suas mãos naquele conflito, ao vencer no norte da Itáliaa Batalha do Carporetto.

Em 1929, lança seu primeiro livro, “Ataques de Infantaria”, no qual compilou partes de suas ideias e técnicas. A obra foi lida por Hitler e mais de 400 mil alemães, aumentando ainda mais a popularidade do já conhecido e renomado herói de guerra.

Porém, seu nome se tornou histórico, e lembrado no mundo inteiro, durante a Segunda Guerra. Sob o comando da 7ª Divisão Panzer, foi um dos primeiros a atravessar a Linha Maginot na França, antes nas mãos dos britânicos e franceses, em 1940. Durante a invasão da FrançaRommel conseguiu – juntamente com a técnica da blitzkrieg (guerra-relâmpago) – atingir a inigualável marca de deslocamento de 240km em um único dia – este feito rendeu a ele e seus homens a fama de “Divisão Fantasma”.

Em fevereiro de 1941, sob ordem do chefe do Estado-Maior do Reich, Walter von Brauchitsch, nascia – futuramente reconhecido como um grupo lendário – os Afrikakorps. A missão deste grupo era ajudar os italianos que estavam sofrendo no norte da África. Com falta de munição, poucas e defasadas armas, o exercito italiano estava em grande dificuldade. Rommel vendo que sua situação estava complicada, visto o armamento a sua disposição, resolve utilizar a imaginação, pede a seus mecânicos que recolham os carros Fiatabandonados, e que improvisem canhões de madeira, e que deixei-os com aparência semelhante a seus tanques. Batizados de Pappedivision, os veículos começam a ser “montados” e engrossam as filas dos Panzer verdadeiros, formando frentes que se estendiam por até 1,5 quilômetros. O plano funciona, os inimigos vendo o tamanho da linha, e imaginando que se tratavam de veículos verdadeiros resolvem recuar, assim Rommel reconquista a Cirenaica rápido e implacavelmente.

Rommel costumava “jogar” muito no erro do inimigo, segundo relatos do mesmo, ele considerava que um dos maiores problemas com as forças aliadas, além das excessivas técnicas de dispersão, era o fator de as ordens serem dadas de forma muito burocrática, onde, os subalternos muitas vezes não podiam realizar decisões, fazendo com que a sua maleabilidade fosse praticamente nula. Rommel mencionava ainda, que estes fatores eram de extrema importância, em um ambiente tão complicado como o deserto, onde qualquer mudança de vento poderia definir o vencedor de uma batalha. Várias vezes a falta de obstáculos deixou o caminho livre para ele, que pode aplicar as práticas de guerra entre os tanques, muitas inovadoras, que devido a sua maestria acabaram deixando muitas vezes o inimigo sem reação.

Devido a ações como essas, principalmente na África, é que seu nome ficou conhecido entre as tropas inimigas como “Raposa do Deserto”. E frases como “O senhor é muito rápido para nós” – dita por um general francês logo após se render – ficaram tão marcadas e se transformam praticamente na reputação do estrategista alemão.

Todavia, o que tenha talvez transformado Rommel em uma lenda, não seja somente a sua destreza como estrategista, mas as suas opiniões e seu modo de agir. Apesar de ser amplamente reconhecido dento da Alemanha, Rommel nunca se deu muito bem com Hitler – apesar de o respeitar – e com o marechal Hermann Goering - principal desafeto de Rommel – sendo que nunca se considerou um Nazista. A situação entre esse trio, se tornou mais complicada, quando em 1943, Hitler joga as forças dos Afrikakorps em segundo plano. Os recursos de Rommel foram ficando cada vez mais escassos, junto com a sua paciência. Rommel deixava claro, que caso a situação continuasse assim, ele seria obrigado a recuar, o que acabou aumentando as tensões entre ele e Hitler/Goering, que julgavam como inconcebível um general descartar a vitória.

Em 1943, após Rommel se retirar para a Tunísia, a contragosto de Hitler, o mesmo resolve deslocar Rommel de região. Ficando a seu cargo agora cuidar das defesas que restavam na Dinamarca, França, Bélgica e países baixos.

Em 1944 é enviado para cuidar da Muralha do Atlântico – região que os alemães acreditavam ser forte o suficiente para segurar as tropas aliadas. Lá Rommel instala dezenas de Bunkers, e instala mais de 6 mil minas terrestres. Apesar de fazer tudo isso, ele sempre imagino que o ataque viria pela Normandia. Fato que se confirmou em 6 de julho de 1944, o Dia-D.

Em outubro de 1944, após o carro de Rommel ser atingido por um morteiro, o mesmo retorna para a sua casa, em Herrlingen, com graves ferimentos. Ali passou seus últimos dias desiludido pela guerra, e pela teimosia de Hitler, ainda mais em relação e como tratava seus soldados. Sua casa era constantemente vigiada pela Gestapo, que suspeitava da participação de Rommel em um atentado que Hitler tinha sofrido alguns dias antes.

Na manhã do dia 14, vestindo suas fardas cáqui dos Afrikakorps, ele morreu depois de ingerir veneno. Era a solução oferecida por Hitler em reconhecimento do seu trabalho desempenhado com os Afrikakorps, sendo que caso não aceitasse este fim, ele e sua família seriam acusados de alta traição.

Rommel nunca foi acusado de crimes de guerras, tortura ou maus-tratos. Cortava a água de suas tropas no deserto, mas nunca deixava seus prisioneiros morrer de fome ou sede. Segundo relatos de seus soldados, costumava ser calmo, dispensando grosserias no trato de seus subalternos, e passando todas as ordens de forma detalhada, evitando enganos. Nunca foi acusado de crimes de guerra, ou de atos Nazistas.

Alguns trechos de cartas de Erwin Rommel:

Se retirássemos um divisão, Hitler ordenava-nos que a colocássemos no mesmo lugar. Quando ordenávamos resistência até o último cartucho, Hitler mudava para a resistência até a última gota de sangue. Era esse o auxilio que recebíamos.


Sobre Hitler, no final da guerra.

Rara vezes a guerra trouxe vantagens aos povos que dela participaram. Mas em geral, ninguém pede a opinião do povo.


Sobre a Segunda Guerra.

As dificuldades sofridas pelo Afrikakorps no deserto do norte da África em nada pareciam afetá-los em nada. Vangloriavam-se, raspando a lisonja que fora acumulada sobre si pelos imbecis da sua própria corte, falando apenas de joias e quadros. Noutra altura, seu comportamento poderia ser talvez divertido. Mas agora era de perder a paciência.


Sobre Hermann Goering.

Observações

- Existe uma passagem, bastante conhecida, que narra, que certa feita, Rommel ao verificar que um avião inimigo estava voando em missão de reconhecimento de sua posição, ele ordenou que todos os seus tanques fossem postos em movimento, simulando um exércicio militar - apenas lembrando, que naquela época, e durante toda a guerra praticamente, as tropas de Rommel sofreram muito com a falta de suplimentos, principalmente de combustivel. É válido mencionar ainda que a Alemanhã não possuia postos de petroleo, e dentre as formas que eles utilizam para conseguir petroleo, esta a técnica chamada Fischer-Tropsch. O avião ao perceber o exércicio, notificou aos seus superiores, que um ataque seria inviavel, visto que os alemães estavam com reserva de petroleo, tanto, que o gastavam treinando. Na verdade, é bem provavel que Rommel tenha gastado alguns dos poucos litros que ainda lhe restavam.

- Senão me falha a memória, na série da Band of Brothers da HBO e BBC, em um dos últimos capítulos, um dos soldados da Easy Company invade uma casa alemã em busca de bebida, e ao verificar e perambular por dentro da casa, encontra a foto de um oficial alemão… a foto em questão muito se parece com a primeira foto do post. Tanto, que após ver a foto, aparentemente o soldado se retira da casa, em respeito a situação e ao oficial que ali vivia. Nesta cena também, ele encontra a esposa, que estava cuidando da casa, e se retira sem maiores problemas.

$Post 108 - Voltaire [Parte 2]

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Na última parte, vimos que Voltaire devido a brigas e a seu espírito, um tanto tempestuoso, teve que fugir da França, indo então para a Inglaterra…

A sua permanência na Inglaterra e o convívio com Edward Young (poeta), Alexander Pope (poeta), Swift (escritor) , Berkeley (filosofo) e Clarke (filosofo) foram muito importantes na vida do filosofo. A partir do convívio com eles, Voltaire é apresentado e se empolga com idéias de tolerância religiosa e igualdade política entre burgueses e nobres. Neste período também, através de intensa troca de correspondências difunde a teoria empirista de John Locke (1632-1704) e nova visão do mundo, obtida através dos métodos experimental-matemático de Newton (1642-1727). Neste ponto é interessante mencionar, que essas correspondências posteriormente seriam publicadas na França sob o título Cartas Filosóficas. Devido à repercussão do lançamento – a obra foi condenada a fogueira por desrespeito às autoridades e por ser contrária à religião e aos bons costumes – Voltaire teme que possa ser mandado novamente para a Bastilha, e antes que isso ocorra resolve fugir, indo se refugiar no castelo de Cirey – propriedade da Marquesa de Châtelet, Émile de Breteuil, sua amante.

Em Cirey, passa a maior parte dos quinze anos seguintes estudando física, metafísica e história, sempre acompanhado da Marquesa de Châtelet. Aos poucos vai retomando o contato com a França, e sob proteção de Madame Pompadour, favorita de Luís XV, acaba sendo nomeado historiógrafo real. Em 1746 é eleito para a Academia Francesa.

Durante tudo isto, o seu relacionamento com a Marquesa de Châtelet acaba se tornando complicado, e Voltaire acaba por atender aos insistentes convites de Frederico II, da Prússia, e assim entra para o circulo de intelectuais daquele país, além de dar aulas de francês para o monarca.

Apesar do ambiente e de sua posição, a atividade desempenhada não lhe agrada, porém resolvi ficar, em agradecimento ao tratamento amável dispensado pelo rei. Não deixa, contudo, de realizar seus negócios “estranhos”, que por muitas vezes acabam desagradando a Frederico II. A situação fica insuportável, quando sem o consentimento de Frederico II, Voltaire lança um panfleto Diatribe do Dr. Akakia – que foi feito como resultado de algumas brigas de Voltaire com Maupertuis, presidente da Academia de Berlim. Condenado a fogueira, Voltaire é obrigado a deixar a Prússia.

Como ainda não podia entrar na França, resolve passar um ano em Colmar, até que encontra asilo em Genebra. Lá, adquire uma propriedade chamada de “As Delícias” – local onde terminou suas duas maiores obras, O Século de Luis XIV e Ensaio sobre os Costumes e o Espírito das Nações. Ali vive pacificamente com os pastores da região, e entra em contato com os enciclopedistas, que desejam sua colaboração. Nesta época acontece um fato interessante, devido a um artigo escrito por Voltaire, e que posteriormente inspira um verbete redigido por D’Alembert, sugerindo a construção de um teatro na cidade, Voltaire e Rousseau acabam rompendo relações – Rousseau é contrário à idéia. Com sua permanência em Genebra comprometida, mais uma vez Voltaire acaba se mudando, indo para Ferney. Lá passa o resto de sua vida, vivendo em sua propriedade rural, escrevendo e combatendo sempre as injustiças. Lá também escreve vários textos contra a Igreja Católica.

Depois de tantos anos de luta, brigas e sempre defendendo suas idéias, a glória finalmente chega a Voltaire. Em 1778 é recebido entusiasticamente em Paris, ao ser representada sua última peça teatral, a tragédia Irene. Dois meses depois, no dia 30 de maio, Voltaire falece aos 84 anos de idade.

Fonte: Os Pensadores. Voltaire e Diderot
Nova Cultura. 1988.