Mude de canal, desligue sua TV
Wednesday, November 24, 2010 6:33:23 PM
A resposta é simples: até que nós mesmos mudarmos de atitude em relação ao que vemos.
Muitas pessoas reclamam de "artistas" como Restart, Justin Bieber, entre outros, mas parecem nada fazer para incitar uma mudança na programação dos canais da TV aberta e paga... Mesmo parecendo que não há muito o que fazer, podemos sim evitar de receber esse tipo de "entretenimento" em nossas casas.
Mude de canal, desligue sua TV. Se você não quer saber da vida inútil e até desprezível de artistas, não deixe a TV ligada na Rede Globo na hora que estiver passando Vídeo Show com suas entrevistas bizarramente falsas... Não acesse sites de fofocas - os acessos são contabilizados por matéria e isso gera dinheiro pra eles por meio de publicidade e aí eles continuam publicando mais conteúdo relacionado às matérias que rendem mais cliques e outras para manter o ciclo (matéria -> publicidade -> dinheiro -> matéria...).
Se você assim como eu acha ridículo a Rede Globo promover o Fiuk só por ele ser filho do Fábio Jr. então por que você está deixando a TV ligada na emissora quando ele aparece no Domingão do Faustão? Você pode até responder que está assistindo só porque não tem outra coisa pra ver e na verdade com seu senso crítico está achando ridículo por ele não ter talento algum, mas não adianta: o ibope é contado em números, não há separação em "quem está gostando" e "quem não está gostando". Assistindo = gostando = apoiando = querendo bis.
Se você é contra o avanço da igreja fundamentalista mantida por homens como Edir Macedo e Silas Malafaia o que você pensa que está fazendo assistindo à Rede Record, Band, Rede TV! ou acessando o R7 e respectivos portais das emissoras? Te digo: nada além de na realidade apoiar.
Por falar nisso a TV brasileira é monopolizada por cristãos (protestantes [evangélicos] como por exemplo a Rede Record e por correntes cristãs mesmo sem demonstrar de forma descarada como Globo e SBT).
Convoco um boicote para reverter o sistema atual que nos prende à programação de baixíssima qualidade. Precisamos recuperar o nosso poder como audiência de decidir o que queremos assistir e fazermos a mídia buscar conteúdo alternativo que sirva a sociedade ao invés de servir para os interesses próprios (muitas vezes políticos e econômicos) dessas pessoas / organizações privadas no poder dos meios de comunicação.
A próxima novela das oito da Rede Globo (“Insensato Coração”) terá um personagem homossexual “afetado” (afeminado) em núcleo humorístico: na minha opinião a pior agressão que a mídia pode fazer aos homossexuais que lutam para acabar com o preconceito. É uma péssima forma de representar um homossexual e só servirá para alimentar preconceito além do núcleo humorístico que vai tirar completamente a seriedade e profundidade do personagem (isso acontece com todo personagem no meio cômico de uma novela, no máximo vira ícone pop pois faz as pessoas rirem e citarem bordões por exemplo). A Globo estará tratando homossexualidade como piada em horário nobre, e eu não assistirei essa novela se minha previsão estiver certa: me certificarei de que a TV não esteja na emissora neste horário.
Esses foram apenas pequenos exemplos do que estou falando, espero que este texto tenha sido útil para alguém que se importe sobre o estado da mídia atual (com isso me refiro à mídia em todos os meios de comunicação, inclusive na internet onde o conteúdo que se destaca vem por imposição dos grandes portais que muitas vezes já eram fortes em outras mídias).
Vivo muito bem sem a programação da TV, um dos grandes benefícios da internet é nos livrar do estado passivo que nos encontramos fora dela: quando uma pessoa vê TV, escuta rádio, lê jornais/revistas (etc...) está recebendo informações pré selecionadas, mas quando está na internet a pessoa tem o poder (ativo) de estar buscando informações fazendo ela própria a seleção.
Mais leitura:
O Ateísmo como militância social - Correio da Cidadania
e que mesmo se existisse eu teria liberdade de não aceitar.












