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Raphael`s Blog

Computador Para Todos incentiva a pirataria?

Entusiasta do Linux fica decepcionado ao perceber que muitas pessoas que compram o Computador Para Todos vão direto para um técnico que apaga o Linux ("complexo e feiinho") e instala Windows e Office piratas.

Por Fábio Sales

Na semana passada fiquei muito contente com uma notícia. A empregada lá de casa adquiriu um computador para seus filhos. É uma evolução, para ela que trabalha em quatro residências diferentes na semana, sai de manhã e volta somente à noite e não tem tempo para acompanhar a vida escolar dos três filhos.

O equipamento foi comprado financiado em várias parcelas pequenas que ela tem condições de honrar. De imediato ela veio me perguntar se era uma boa máquina. Informei a ela que na medida do possível sim, pois é um equipamento de custo baixo que reúne apenas o essencial para o funcionamento de um computador.

Mas o que me deixou mais curioso foi saber que os computadores deste projeto não podem utilizar sistema operacional que não seja software livre, o que ajuda a manter os custos baixos. Então questionei a ela como ela e seus filhos estavam se adaptando ao Linux.

Imediatamente ela me respondeu que sequer utilizou o Linux, porque o achava muito complexo e por ter uma “carinha muito feia”. Foi então que perguntei como fez para trocar o Linux e qual sistema ela estava utilizando.

Neste momento a minha decepção: ela me disse que gastou R$ 75,00 para um técnico instalar todos os softwares que ela precisava, começando pelo Windows XP, Office 2003, anti-vírus, anti-spyware e firewall pessoal.

Tudo aquilo que ela já tinha na máquina em software livre e legalizado foi transformado por R$ 75,00 em um punhado de softwares piratas. O pior é que o “profissional” que a atendeu ainda afirmou que ela poderia ficar tranqüila, pois o valor pago eram os custos de licenciamento dos softwares.

Expliquei a ela que o que ela estava fazendo era errado, e que os softwares agora na sua máquina eram software ilegais e todas aquelas recomendações de sempre. Mas sei que a situação não vai e nem pode ter outra saída. Infelizmente ela vai continuar utilizando um software pirata.

Ao ver estas condições é que eu me pergunto se o anseio do governo em estimular o software livre no Brasil não se tornou de forma clara um estímulo à pirataria de softwares proprietários. Será que a pessoa ou o lobby que estipulou que o Computador Para Todos deveria vir unicamente com software livre pensou que as pessoas que hoje estão adquirindo estes equipamentos têm condições de utilizar um sistema Linux.

Não teríamos outras maneiras mais fáceis de incentivar o software livre no Brasil? Por exemplo: Existem cursos gratuítos de Linux para as pessoas que possuem menor renda? Será que as pessoas que não têm condições de comprar um computador sem o incentivo fiscal do governo terão condições de pagar por um treinamento Linux?

E o mercado hoje contrata um auxiliar de escritório, carreira inicial de muitos jovens, também pelo fato dele conhecer Linux? Se o objetivo do governo era incentivar o computador para a população de baixa renda de forma a garantir uma melhoria de vida, acredito que começamos com o pé esquerdo.

Se estas questões não podem ser respondidas, por que então o governo proibiu os softwares proprietários de participar do programa Computador Para Todos, mesmo que estivessem com uma versão de baixo custo?

Eu sou usuário Linux por opção, não porque o governo me impôs a utilizar software livre no meu computador. Isto nos remete a sistemas de governo autoritários como os existentes em Cuba e na Venezuela.

Os pilares de liberdade e democracia pelos quais foram construídos os sistemas livres foram completamente aviltados pelo simples fato do governo não deixar o cidadão escolher democraticamente pelo uso de um sistema operacional livre ou proprietário de baixo custo.

Não é desta forma que o software livre irá ganhar espaço no mercado, pela imposição. O Linux deverá obter seu espaço com melhor desempenho do software, com recursos originais, com sistemas que o usuário se sinta atraído a utilizá-lo e com a compatibilidade com o hardware e outros softwares existentes.

O Linux tem que deixar de ser uma simples opção a mais ou uma imposição, para se tornar um sistema operacional fácil e atraente. Mas isto depende única e exclusivamente dos seus usuários e contribuidores.

Não podemos esperar que “incentivos” como este do governo para decolarmos para a verdadeira liberdade de escolha.

Fonte
Web Insider
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/08/15/computador-para-todos-incentiva-o-software-livre-ou-a-pirataria/

Sobre os racistas e pedófilos no Orkut

Não parece existir solução para esse tipo de problema. A internet tornou a geografia irrelevante e geografia é o que define o alcance das leis.

Por Ricardo Bánffy

Fala-se pouco de outra coisa que não o Orkut esses dias. Desde a ameaça do pagamento de uma multa milionária ao fechamento do serviço para brasileiros.

O Ministério Público Federal anda esbravejando contra o pessoal do Google aqui do Brasil, acusando-os de não cooperar com investigações sobre os becos mais escuros do site. Coisas como racismo, pedofilia e tráfego de drogas passam no meio dos zilhões de mensagens mais inocentes.
O que está acontecendo

Existem (e isso é um fato documentado pela SaferNet) mais de 1000 comunidades no Orkut dedicadas à pedofilia. Há outras comunidades dedicadas à incitação à violência racial e a todo tipo de intolerância. Como a própria internet, o Orkut é um incômodo (incômodo por ser visível) espelho da sociedade. Há crimes aqui fora e há crimes lá dentro. Em um mundo cada vez mais conectado, é difícil separar o “aqui fora” do “lá dentro”. Para as leis (e as autoridades incumbidas de defendê-las) há o incômodo fato do “lá dentro” ignorar solenemente a geografia em que suas jurisdições existem. É nesse palco (vou tentar não chamá-lo de picadeiro) que se desenrola o imbroglio.

O Ministério Público Federal, cumprindo seu papel, pediu à Google Brasil dados de pessoas que frequentam as tais comunidades, dados de quem postou algumas mensagens e imagens, a preservação do conteúdo de mensagens (para que possam ser usadas em investigações) e a remoção de comunidades que, longe de prestar um serviço à sociedade, causam mal a ela.

O problema é que o site e os dados ficam, fisicamente, nos Estados Unidos e o escritório brasileiro não se cansa de repetir que não tem acesso a esses dados. O Ministério Publico parece, por outro lado, ter se cansado de solicitar à Google dos Estados Unidos (Google Inc.) e resolveu que iria dar uma chave de braço no escritório local para que ele cooperasse.

De acordo com o Google Brasil, eles atenderam todas as ordens que podiam atender e que, uma vez que não tem acesso a todos dados nos servidores fora do Brasil, não pode atender algumas delas. A Google Inc. diz ter atendido todos os pedidos legais de acordo com as leis americanas que foram feitos a eles.

E aí mora um dos problemas - mesmo que tivesse acesso aos dados, o escritório brasileiro muito provavelmente estaria cometendo um crime nos Estados Unidos se liberasse algumas dessas informações dos seus usuários, que estão em território dos EUA, se a solicitação fosse ilegal lá.

Não parece existir nenhuma solução para esse tipo de problema. A internet tornou a geografia irrelevante e geografia é o que define o alcance das leis.
Onde aconteceram que crimes?

Crimes como tráfico de drogas (que, dizem, tem sido organizado usando comunidades do Orkut), pedofilia (que conta com mais de 1000 de comunidades no site) e violência contra negros, homossexuais e quem mais for (em que as comunidades têm sido usadas para planejá-los) acontecem no mundo real. Quando alguém vende drogas, abusa de uma criança ou participa de um linchamento, é muito claro onde ela estava quando o fato aconteceu. Se as provas estão em um servidor nos EUA, supostamente, tudo o que é necessário fazer é pedir às pessoas certas, do jeito certo.

Dá trabalho, mas, como dizem por aí, a vida é dura.

Quando, por outro lado, o crime consiste na expressão de uma idéia, do incentivo ao uso de drogas ao ódio racial, o terreno é menos claro. No nosso caso, a informação pode ter sido digitada em território brasileiro, mas foi armazenada e difundida a partir dos Estados Unidos. Há diferenças entre o que é crime aqui e o que é considerado crime lá e as leis de lá protegem - e bastante - o direito das pessoas de expressar suas idéias, mesmo quando elas são impopulares.
Liberdade de expressão e a tragédia da curva de Gauss

E isso eu acho um ponto interessante. Quando reprimimos a expressão de uma opinião, tornamos aqueles que compartilham dela um grupo clandestino. Comunidades assim não podem ter suas opiniões abertamente debatidas e questionadas e, por isso, acabam praticando uma “endogamia de idéias”, em que elas se reforçam e se tornam, no final, um veneno e uma prisão para as cabeças dessas pessoas.

Ao tornar crime uma opinião, não acabamos com ela. Opiniões podem ser mudadas, mas não suprimidas. Ao tentar suprimí-las, apenas lhes damos as costas e isolamos ainda mais quem devia ser integrado. Varremos as idéias (e as pessoas que partilham delas) para baixo do tapete. Pior: Emprestamos uma legitimidade que elas, por si, não tinham. Idéias só podem ser mudadas com o debate aberto e às claras. Respeito às idéias dos outros, por mais estúpidas que possam parecer para quem não concorda, ensina os outros a respeitar as nossas.

Vale lembrar, aos que se sentirem incomodados com esse último parágrafo que, por mais trágico que isso seja, precisamente metade das pessoas do planeta tem inteligências abaixo da média. Entendendo isso, é mais fácil aceitar que, ao longo da vida, encontraremos muitas opiniões que consideraremos estranhas e que nos farão coçar a cabeça tentando entender que tipo de mal-formação neurológica pode levar um grupo de pessoas sem cauda e com polegar opositor a partilhar dela. Como um brinde perverso, quase sempre esses extremistas estão à esquerda da curva, o que torna o diálogo menos menos produtivo.
A linha

Uma coisa me perturba. Em uma época em que o medo impele sociedades a rejeitar suas liberdades em troca de uma colherada de segurança, em um continente em que presidentes eleitos perseguem opositores e querem mudar a constituição de seu país para ganhar um terceiro mandato, e em um país em que meu presidente se diz um grande amigo do outro que quer se re-eleger só mais um pouquinho, que já quis expulsar um jornalista que escreveu algo de que ele não gostou, me incomoda profundamente que leis ainda sejam feitas declarando pontos-de-vista ilegais. Quando permitimos que uma linha seja traçada entre o que se pode pensar e dizer e o que não se pode pensar e dizer, temos que nos preocupar muito com onde ela será traçada e que forças podem, no futuro, querer mudá-la de lugar.

Não tenho qualquer simpatia pelos racistas, pelos supremacistas ou pelos skin-heads do Orkut, mas eu suspeito que perseguí-los não vai mudar suas opiniões. Estas são guerras para serem travadas entre idéias. Travá-las com mais do que isso não vai trazer vitórias duradouras.
Truculência e circo

A isso tudo soma-se a insistência do Ministério Público, que pede a coisa certa à pessoa errada e ameaça esmagá-la caso ela não faça aquilo que ela não consegue fazer. Não é pelo fato de um juiz ordenar que as informações sejam entregues que eles serão capazes de fazê-lo.

Tanto quanto qualquer outro, eu quero que os traficantes, os linchadores, as gangues e os pedófilos que usam o Orkut sejam identificados, julgados, condenados e punidos e que isso seja feito da forma mais rápida, eficiente possível e rigorosa dentro da lei. Tanto quanto qualquer outro, gostaria que o racismo e a intolerância fossem erradicados da nossa sociedade. Para o primeiro, talvez baste ao MP pedir esses dados no endereço certo. O segundo vai dar bem mais trabalho.

Do jeito que as coisas vão, se um juiz me ordenar que divida um arco em três com um compasso (parte de uma investigação sobre a geometria do Universo, talvez), acabarei sendo preso por desacato. [Webinsider]

Fonte:
WebInsider
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/08/25/sobre-os-racistas-e-pedofilos-no-orkut/

Veja, Lula... e o software livre

Revista critica software livre para bater em Lula. Errou.

Por Ricardo Bánffy.
Neste domingo, eu levei um susto.

Eu não confio cegamente na cobertura jornalística de ninguém − jornalistas são humanos e, como tal, estão sujeitos a falhas ocasionais. Essas coisas acontecem. Uma publicação de grande circulação (e grande orçamento) pode se servir de uma boa equipe editorial que não vai deixar a peteca cair − não vai deixar o jornalista errar. Ao menos não demais.

Uma história interessante é a do boimate: um dos mais engraçados − e constrangedores − episódios do jornalismo científico brasileiro. Essas coisas acontecem quando um jornalista (hoje ele é diretor de redação da Veja) se vê obrigado a cobrir um assunto do qual não entende absolutamente nada. Engenharia genética já foi um desses assuntos.

Software livre é outro assunto que faz muitas vítimas.

A maioria delas cai sem saber o que a atingiu. Elas simplesmente não entendem o que é essa coisa.

Eu não quero explicar, de novo, o que é software livre. O pessoal da Free Software Foundation é muito melhor nisso do que eu. Eu prefiro me focar em algumas das coisas que, parece, as pessoas não conseguem entender:


Software livre não quer dizer software grátis. Se você quer usar um programa livre como está, ótimo para você. Se quiser encomendar uma alteração, personalização ou qualquer outra coisa que tome tempo e recursos, vai ter que pagar por isso. Vai receber de volta um programa licenciado para você como software livre, com todas os direitos e deveres que isso implica (basicamente − me perguntam sempre − você pode vendê-lo pelo preço que quiser, mas sob a mesma licença e com código-fonte). É verdade que alguns programas livres famosos são distribuídos sem custo (Firefox, várias distribuições de Linux), mas as licenças não obrigam isso. Ou seja − você pode ganhar dinheiro fazendo software livre do mesmo jeito que a maioria das empresas de software ganham − desenvolvendo algo pra alguém.


Software livre também não quer dizer software não comercial ou software feito por amadores. Meu servidor de aplicações preferido, o Zope é livre. Zope é mantido por uma empresa, com bonitos escritórios em um lugar legal, telefonistas e tudo o mais que você iria esperar de uma empresa típica do ramo. É um produto muito elegante, bem-acabado e extremamente estável. O JBOSS é mantido por outra empresa, que aliás foi comprada pela Red Hat. MySQL idem. Outros produtos são mantidos por entidades que recebem doações (em equipamentos, dinheiro ou pessoal) de empresas que dependem dele. Os servidores que operam o kernel.org foram doados pela HP.


Também não quer dizer que ele venha "desmontado" e que precise de um especialista altamente qualificado para fazê-lo funcionar. Instalar um Ubuntu é simples. Instalar um Fedora é mais simples ainda (embora eu ache ele um pouco menos funcional que o Ubuntu). Se você não conseguir, devia procurar um médico. Os dois (e não são os únicos) são mais fáceis de instalar do que um Windows XP em um PC recente. Uma vez de pé, instalar software costuma ser trivial. Compartilhar arquivos e impressoras pode ser feito sem nem mesmo deixar o conforto (ou "andador") do ambiente gráfico. Na primeira vez em que instalei um anti-spam (foi no nosso servidor de e-mail), eu levei mais ou menos 20 minutos, divididos entre ler dois textos documentando o processo, instalá-lo com um único comando (sim − eu uso linha de comando) e fazendo mais duas alterações em dois arquivos que configuram outras coisas que trabalham junto com ele (fazendo como mandavam os textos). Se eu fiz, você pode.


Software proprietário (Windows, Exchange, SQL Server, Oracle RDBMicrosoft, SAP, Notes, por exemplo) também não quer dizer necessáriamente software caro (ou mesmo pago − Opera é de graça e não é livre) ou que seja fácil de instalar ou manter feliz (me mostre uma empresa que tem um Exchange sem administrador e eu mostro alguém que, volta e meia, fica sem e-mail). Me mostre um banco de dados Oracle (ou SQL Server) sem DBA de plantão que eu mostro um banco de dados que, mais dia menos dia, fica sem seus dados.


Software proprietário também não quer dizer software que funciona. Eu fui usuário de vários programas proprietários (alguns bem caros) e posso dizer que muitos deles não estavam prontos nem para testes públicos. E não adianta tentar receber seu dinheiro de volta, porque aquele termo de uso com o qual você concorda quando clica em "Eu concordo" dizia, provavelmente, algo como "o produto pode não servir para o que você queria e, se ele arruinar sua empresa, a culpa foi só sua". Eu sempre achei muito engraçado um antigo cliente que, durante as trocas de horário de verão ficava com metade dos micros em um horário, a outra metade em outro. Era impossível usar o Outlook para marcar reuniões sem confirmar pelo telefone.


Defensores do software livre não são contra a Microsoft. Eu gosto muito do Natural Keyboard e dos mouses deles. Dizem que os joysticks são muito bons também. O Windows é feio e limitado, mas muita gente parece feliz com ele ("milhões de Lemmings não podem estar errados"). O que somos contra é o abuso de um monopólio para criar outros (coisa que, normalmente, as leis também não permitem). Não queremos puní-la pelo seu sucesso, mas lembrá-la que monopólios estão sujeitos a algumas regras e uma delas é não extendê-lo a outras áreas. A Microsoft tem, para todos os efeitos práticos, o monopólio dos sistemas operacionais para desktop e, por isso, não tem o direito de extendê-lo para, por exemplo, navegadores de web (eles destruíram esse mercado ao incorporar o IE ao Windows), tocadores de mídia (com o Media Player), mensagens instantâneas (Windows Messenger é embutido em todo Windows) ou venda de música online (coisa que eles ainda não tentaram com a necessária determinação). Como têm muito mais dinheiro que seus competidores, eles podem se dar ao luxo de sustentar prejuízos por anos em um mercado apenas para expulsar a competição dele. Isso pode parecer bom à primeira vista (todos gostam de ter brinquedos novos a preços baixos), mas, no fim, quando a competição no segmento acabar, quem perde são os consumidores. O aumento de custo nas licenças profissionais do Windows é talvez um sintoma da falta de competição no segmento.


Nem tudo que não é Windows é software livre. Tem um pessoal que acha que, só porque não é Windows (ou só porque parece Unix), é livre. Isso não é verdade. MacOS X não é Windows e é proprietário (ainda que alguns pedaços livres). Solaris tem seu código aberto, mas não é considerado livre pela Free Software Foundation. HP-UX (que roda em servidores da HP) e AIX (roda em servidores IBM), idem. Symbian (que roda em quase qualquer telefone que vale a pena comprar) é bastante proprietário também.

Mas vamos à minha motivação principal.

O artigo
O artigo peca por associar o software livre ao governo atual. É correto afirmar que a adoção de software livre é uma bandeira para o governo Lula, mas afirmar que o governo Lula seja uma bandeira para os proponentes e defensores da adoção do software livre é... desconfortável.

Não somos todos petistas. Não somos todos funcionários públicos. Nem estudantes.

Há muito software livre na iniciativa privada. Provedores de acesso e de hospedagem são grandes usuários. Isso quer dizer que, muito provavelmente, você é um usuário, mesmo que nem saiba. Muitas empresas estão descobrindo que sua infra-estrutura ficou mais barata e mais confiável com ele. Supercomputadores usam. Qualquer um que precise de uma dose extra de flexibilidade vai acabar optando por ele, cedo ou tarde. Quanto mais cedo fizer, mais cedo colhe os frutos.

Quando o artigo diz que "A posição (de oposição à Microsoft) está baseada, em parte, na desconfiança ideológica" ele esquece que um governo não deveria mesmo depender de um único fornecedor, sob pena de comprometer a lisura dos processos de licitação − todos os concorrentes estariam oferecendo exatamente a mesma solução que, no final, beneficiaria um único fornecedor. A única variação seria a margem de lucro dos participantes, que pode ser controlada pelo fornecedor dando descontos diferenciados e, com isso, selecionando quais parceiros ganham e quais perdem que licitação. A longo prazo, isso quer dizer que o fornecedor final pode selecionar quais parceiros sobrevivem e quais não.

O artigo também peca quando diz que o uso de software livre "Na prática, talvez seja um problemão, sobretudo se o uso se transformar em obrigação". Seria um problema maior obrigar o uso de software proprietário. A chave, aqui, são os formatos de dados. Se o governo usar programas como os da família Office (que gravam os dados de maneiras que só a Microsoft conhece), nenhum outro programa será capaz de ler esses dados de forma completa (leituras parciais são possíveis, normalmente). Ao fazer isso, o governo obrigaria os cidadãos a "pagar pedágio" para a Microsoft se quiserem ler os arquivos ou, em último caso, usar uma cópia pirata (imagine... o governo incentivando o crime).

Se você precisa de Internet Explorer para usar uma aplicação do governo, não tem outro modo de usá-la que não com Windows. Se, por outro lado, o site não funcionar com IE, mas funcionar com, digamos, Firefox, usuários de Windows podem instalá-lo livremente e usar o site − ninguém é excluído dessa forma. Quando o software "obrigatório" (e ninguém aqui falou em obrigar ninguém a nada) é livre, qualquer um pode escrever (ou contratar alguém para isso) programas que leiam esses dados. A liberdade de escolha só é limitada com a escolha de software proprietário.

"Foram feitas versões em código aberto do programa de imposto de renda online e do portal de compras públicas ComprasNet. O resultado foi tão ruim que os dois programas continuam funcionando no sistema Windows.". Não sei em que planeta o articulista mora. Eu fiz meu terceiro IR seguido usando a versão para Java do programa da Receita sem maiores problemas. O ComprasNet é bom e hoje ele funciona, mas eu conheço pessoas diretamente envolvidas com ele e eu ouço histórias de atrasos, retrabalhos e todo tipo de problema por conta, entre outras coisas, da plataforma Windows que vai por baixo dele. Não podemos saber o que aconteceria se a Vesta tivesse usado software livre em vez de Windows, mas, certamente, não podemos dizer que a coisa "simplesmente funcionou".

E, já que estamos falando nisso, nem o programa da Receita, nem o Java, podem ser classificados como livres. O único progresso é não ser apenas para Windows. Isso fez com que os que não compram os produtos de Redmond não fossem mais considerados cidadãos de segunda classe. É pouco, mas é um começo.

Em alguns pequenos pedaços em que ele calça a jaca: "Em São Paulo, já é possível preencher o boletim de ocorrência policial pela internet". Não é todo cidadão que pode. Antes de poder fazer isso, você precisa comprar um Windows. Precisa, porque o site só funciona com Internet Explorer. E eu pago meus impostos. Só não pago pedágio para a Microsoft.

O artigo de vez em quando até diz a verdade. Algumas iniciativas do governo são particularmente desastradas, de fato. Se emprestar urnas eletrônicas ao Paraguai impediu que os fabricantes locais pudessem vendê-las, foi burrice. Também acho uma pena que a Vesta tenha perdido uma venda ao governo boliviano por conta do nosso governo ter dado de presente um sistema equivalente.

O que o artigo esquece de mencionar, eu acho, é o mais importante de tudo. São os benefícios que uma adoção responsável e competente do software livre pelo governo trariam.

Eu posso citar alguns.

Benefícios para a economia
Quando você compra um Windows, você gera empregos. Mas gera empregos em Redmond e sub-empregos em Bangalore. Gera alguns aqui, é verdade, mas bem menos do que poderia.

Se, por outro lado, você usar um Linux (eu recomendo Ubuntu), vai poder pegar o dinheiro que pagaria nas suas licenças em empregá-lo em outras coisas. Vai poder, de repente, comprar computadores um pouco melhores ou pagar treinamento para sua equipe. Trocar as cadeiras do escritório ou consertar o ar-condicionado. Vai poder investir em coisas que aumentem a produtividade ou o lucro. Tudo o que você deixou de gastar, vai poder aproveitar em outras coisas.

No caso do governo, eu acredito que a possibilidade de capacitar mão de obra local deve pesar bastante. É isso que acontece quando o governo investe nele. É isso que não acontece quando o governo gasta com software proprietário feito fora daqui.

Segurança
Auditar código (examinar "seu DNA") é fundamental para garantir de que um programa faz aquilo que ele se propõe a fazer. A Microsoft abre o código do Windows para grandes clientes e governos. Mas quem me garante que o código que foi visto é o mesmo que está nos CDs que ele comprou e que estão rodando em suas máquinas? Se isso é importante em uma empresa privada, com um governo, isso é fundamental.

Eu já contei antes a história do mais produtivo espião americano da Guerra Fria. Para quem não leu, esse espião era uma copiadora instalada na embaixada soviética em Washington. Essa copiadora tinha sido comprada nos EUA, de um fornecedor americano e tinha um contrato de manutenção no qual, de tempos em tempos, um técnico vinha e "dava uma geral" na máquina. Os soviéticos nunca se preocuparam em saber mais sobre ela, afinal, era apenas uma copiadora.

Dentro da copiadora havia uma câmera que microfilmava todos os originais que eram copiados ali. De tempos em tempos, vinha o técnico para trocar o toner, limpar as engrenagens e trocar o filme da câmera.

É irresponsável usar software não auditável para processar informações sensíveis. Qual é a punição se prontuários médicos de um plano de saúde vazarem por terem sido manipulados de forma negligente? No caso de um governo, se já não for, deveria ser crime.

Círculo virtuoso
Cada programa que o governo licenciar como software livre beneficia toda a população. Beneficia porque qualquer um que se interesse pode ter acesso aos seus códigos, estudá-los e aprender com eles. Beneficia porque esses pedaços disponibilizados podem ser usados como componentes em outros programas novos. A indústria local de software pode usá-los e construir coisas mais complexas usando esses componentes. Reinventar a roda é ruim. Ganhar uma caixa delas é ótimo.

Imagine se os formatos dos dados do programa de imposto de renda fossem públicos ou se esses componentes dos programas dela fossem licenciados como livres. Poderiam existir outros programas além daqueles que a Receita fornece. Você poderia exportar sua declaração de dentro do seu programa de controle de finanças com o apertar de um botão. Um pequeno contador poderia fazer declarações online para mais pessoas. Poderia cobrar menos ou ganhar mais.

E, se houvesse um erro que os programadores do governo não viram, outros poderiam oferecer correções (ou mesmo apenas avisar do problema). Coisas assim acontecem todos os dias com software livre e são um dos motivos para ele ser usualmente mais seguro do que seus pares proprietários.

O soco-inglês
Eu entendo que a Veja tenha a posição editorial firme de não gostar de Lula. Eu também não gosto dele. Mas, se é pra criticar este governo, acho que dá pra ser mais específico e direcionado. Alvos melhores não faltam. Não se deve usar uma motosserra para fazer o trabalho de um bisturi.

E me aborrece quando alguém sem credenciais para sequer debater o assunto insinua que os modelos e produtos que eu uso e recomendo aos meus clientes sejam, de alguma forma, inferiores aos similares proprietários.

Os fins e os meios
O universo da tecnologia da informação está passando por uma série de transformações radicais. De metodologias novas a linguagens mais sofisticadas, tudo está mudando muito rápido.

Nenhuma mudança é, a meu ver, mais significativa do que essa que acontece na própria forma como o software é produzido. O modelo de competição e progresso lento está sendo substituído por um modelo de cooperação em que o progresso pode ser tanto mais veloz quanto menos custoso. É um modelo em que toda a indústria pode cooperar em projetos de interesse comum e usá-los para viabilizar novos produtos mais avançados mais depressa e de forma mais integrada do que em qualquer momento anterior.

Essa mudança transcende fronteiras e governos. Embora governos possam ajudar (e atrapalhar, com as leis erradas), essas transformações estão acontecendo e vão acontecer, com ou sem ajuda.

Fonte:
Webinsider
http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/Veja__Lula____e_o_software_livre/id/2831

10 motivos para não esperar o IE 7

Mudar para o Firefox é uma boa atitude.

Por Vladimir Campos.
Você gosta de janelas pop-up? Poder acabar com elas é só uma das dez qualidades mais marcantes desse navegador multiplataforma. Vamos conhecer o que ele tem de melhor.

1. O motivo mais óbvio. Para que esperar o Internet Explorer 7 se a maioria do que ele promete como novidade já existe há um bom tempo no Firefox? Usuários conscientes do mundo, paremos de usar o que a Microsoft copia e passemos a usar softwares e aplicativos no seu estado original e de quem os criou em primeiro lugar. Por que esperar pela cópia se o original já está disponível?

2. Nada mais de pop-ups. Simples assim, você determina que não quer ver janelas pop-up e pronto, elas não aparecem mais de jeito nenhum. É fantástico. Não sei mais o que é isso e quando uso o IE no computador de alguém fico surpreso de ver esse fenômeno que para mim já está extinto há mais de um ano. O inconveniente é que alguns sites usam esse recurso quando clicamos num determinado link ou botão. Mas aí é fácil também. O Firefox avisa sempre que uma janela é bloqueada, te dando a opção de abri-la.

3. Navegação por abas. É uma completa mudança de paradigmas. Não sei mais viver sem isso. Imagine você não precisar abrir milhares de janelas do Internet Explorer e ter que ficar a base do Alt+Tab para encontrar o que você está querendo. No Firefox você abre uma só janela e vai abrindo as novas páginas em abas. Há duas formas de fazer isso. Clicar com o botão direito num link e clicar em “Abrir em nova aba”. Outra opção é configurar o navegar para fazer isso sempre automaticamente (Ferramentas, Opções, Abas, Em nova aba da janela mais recente).

Dica: experimente navegar na Wikipedia assim por abas. Vai adorar! Nada de esquecer ou perder de vista aquele primeiro artigo que deu origem a milhares de outros artigos que apareceram nos links do artigo original.

Outra dica: caso queira mover as abas, pode fazer isso colocando o que mais te interessa em ordem crescente.

4. Firefox é um navegador multiplataforma. A primeira vista para os usuários de Windows e somente Windows isso não tem a menor importância. Mas para usuários Linux e Mac isso é ótimo. Eu, por exemplo, uso o Firefox em casa no meu Mac e no trabalho no Windows. Aproveito todo que ele tem de melhor em qualquer dos dois sistemas.

5. Busque direto da janela do navegador. Você ainda digita www.google.com.br para entrar na página do Google e só depois fazer sua pesquisa? Que trabalheira! O Firefox tem um caixa de texto no canto superior direito da janela onde está por padrão o ícone “G” do Google. Nessa caixa de texto você digita a palavra ou termo procurado e pronto, aparece a página do Google já com a busca. E o melhor de tudo, você pode pesquisar no Google, Yahoo e um monte de outras coisas. Eu tenho, por exemplo, o Yahoo, o Submarino, as lojas Americanas, a Wikipedia o LinkedIn, Mercado Livre e até o Gmail. Isso mesmo. Escolha o Gmail e coloque ali sua busca. Ele abrirá as mensagens da sua conta do Gmail já com o resultado da busca. Vários desses sistemas de busca não estão lá por padrão, você terá que adicionar. Viste o site do Firefox e inclua as novidades.

6. Extensões. E já que estamos falando em novos recursos, o Firefox também é excelente nisso. Milhares de extensões, como são chamadas. Se preferir, extensions, em inglês. A caixa de texto do buscador é só uma mostra do que o Firefox pode fazer por você. Existem centenas de extensões criadas por diversos usuários. Veja você mesmo. Elas variam de coisas inúteis e inimagináveis para recursos extremamente úteis. Vale a pena conferir se você for um usuário interessado em recursos.

7. 10% do mercado. O Firefox já atingiu a marca de 10% dos navegadores usados na web. Parece algo sem a menor relevância, mas não é. Isso garante que mais e mais empresas estarão preocupadas em desenvolver suas páginas de forma que funcionem bem no FireFox também. Ou seja, pode mudar tranquilamente, pois quanto mais pessoas mudarem, mais os desenvolvedores de páginas estarão preocupados em testar tudo no Firefox antes de disponibilizarem para o público um novo site. E se um site não funciona direito, faça como eu e muitos usuários. Escreva para o site reclamando! Reclame! O Firefox segue os padrões da W3C, portanto, tudo que for escrito de forma correta funciona nele.

8. Integração. Já que o Google está dominando o mundo é importante que tenhamos um navegador que entenda e converse bem com os donos do mundo. Brincadeiras à parte, o Google dá especial atenção à integração com browsers. Bem diferente da Microsoft (por razões óbvias) e do Yahoo, que têm mostrado problemas de incompatibilidade com o Firefox. Tente assinar o novo Hotmail do Windows Live, por exemplo. Não vai conseguir clicar no botão que te leva para a página da nova interface. Não sei se já foi corrigido pela Microsoft, mas tenho cá minhas dúvidas de que tenha sido.

9. Personalizar aparência. Você gosta de personalizar suas janelas? No Firefox você pode fazer isso. Eu particularmente gosto da simplicidade da janela original, mas, se você preferir, poder dar um toque especial. No site do navegador encontrará diversas opções de skins.

10. Take back the web. Para os mais antigos, o Firefox lembra o Netscape no início da web. Foi especial ter vivido aquilo. E antes mesmo do Netscape houve o Mosaic, que era simples, bem simples. Nestes dois navegadores que comecei minhas experiências de navegação e criação de páginas web. É bem como diz o slogan do Firefox: “Take back the web”.

Fonte:
Webinsider
http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/10_motivos_para_nao_esperar_o_IE_7/id/2823

No title

1 º Circuito paranaense de software livre

Promovido pelo governo do estado do paraná o 1 º circuito paranaense de software livre terá oficinas e palestras.
inscrição pelo site.
Será promovido em varias cidades do paraná nos Meses de Maio,Junho,Agosto,Setembro de 2006
Site oficial:
http://www.circuitopsl.pr.gov.br/

A importância do Orkut para o brasileiro

O Orkut foi para muitas pessoas a primeira grande experiência marcante com a internet. A primeira vez como usuário ativo a fazer parte da Rede – e sofrer as conseqüências. Temos que aprender a conviver.

Por Julio Daio Borges.
Talvez como nenhum outro site antes, o Orkut é uma realidade para os brasileiros hoje. A importância que eu vejo no Orkut transcende qualquer julgamento moral (do comportamento das pessoas lá dentro) e qualquer opinião editorial (do que é publicado lá nas páginas).

A importância que eu vejo no Orkut está no fato de que, para muitas pessoas, ele foi a primeira grande experiência – real de profunda – de “virtualidade”. A primeira experiência (traumática), marcante, com a internet. A primeira experiência de se colocar na Rede, de fazer parte Dela – e de sofrer as conseqüências.

Porque existe uma diferença enorme entre ser um usuário passivo e um usuário ativo de internet. O passivo é aquele que lê, que timidamente reage, que até envia um e-mail de vez em quando. Já o ativo não se conforma em assistir à cena e vaiar ou bater palmas, ele se sente instado pelo que encontra na WWW e quer participar da sua construção.

O usuário passivo não corre praticamente nenhum risco: ele quase não se expõe, ele não pode ser encontrado, ele olha para o abismo mas o abismo não olha de volta pra ele. Já o usuário ativo sabe que, depois de um certo tempo, tudo é possível: ele deixou uma parcela considerável de si mesmo na Grande Rede, ele não é mais um anônimo que pode se esconder Dela, ele está exposto e ele descobre, da melhor ou da pior maneira, que outras pessoas vão reagir...

Eu estou na internet desde 1998-99 – como usuário ativo – e não me espantam, em absoluto, as histórias tristes que ouço por aí de “orkuticídio”. É típico, e todo mundo, que tem uma relação adulta com a World Wide Web, passa por isso. O espaço da internet é público e qualquer pessoa que coloque lá a sua “cara”, vai estar suscetível ao escrutínio – e às opiniões nem sempre favoráveis – de outros internautas.

Os seres humanos, em geral, são egoístas, mesquinhos, invejosos, maldosos e até bastante agressivos. E não só no Orkut. Acontece que o Orkut é talvez a única experiência possível de “mídia” ao alcance de muitas pessoas; é a única experiência de, subitamente, estar em praça pública. (Prepare-se para receber xingamentos, tomates, ovos podres e até uma certa dose de cuspe.)

Existem graus de envolvimento com a internet e cada grau implica em conseqüências, mais ou menos graves, para a vida real. O e-mail, por exemplo. Quem nunca brigou por e-mail? Ou pior: quem nunca sofreu linchamento virtual por e-mail (quando, por exemplo, dentro de uma lista de discussão, você dá uma opinião mais controversa e um monte de gente cai de pau em você)?

O próximo estágio é um fórum constituído ou um grupo. No mundo corporativo, por exemplo. Eu lembro das respostas (ou mensagens) bombásticas, com cópia para virtualmente todo mundo, em que alguém (ou mais gente) era humilhado(a) publicamente. Acontecia no fórum, no grupo, na corporação, mas as conseqüências ultrapassavam os limites do PC. Quem não passou por isso alguma vez? O terceiro estágio talvez seja a publicação na internet, que é a Rede Mundial de Computadores (não podemos esquecer) – através de um site ou blog, e, para quem não tem acesso a (ou paciência para com) esses meios, através do Orkut.

A diferença da internet, para a vida real, talvez seja, justamente, uma diferença de meio. Pois, na vida social, ou profissional, você certamente encontra pessoas que não gostam de você, que simplesmente não simpatizam com você, mas as regras de convivência (ou de boa educação) não permitem que alguém te apedreje na rua toda vez que você passar. A pessoa que te detesta vai se conter. (E até a pessoa que te adora vai se conter, dependendo da ocasião...)

Agora, imagine um ambiente em que essas regras, de politesse – digamos assim –, não existem (ou não estão bem estabelecidas). Ou pior: imagine um “lugar” onde alguém possa te apedrejar anonimamente, como aquele chute no traseiro que você recebe mas não sabe, exatamente, de onde veio. É a internet. E na internet, em princípio, não existe polícia pra te defender. (Defender você dos loucos, principalmente...)

Porque na internet, além dessas questões todas, existe um outro fenômeno acontecendo. Na vida real, você tende a circular nos meios em que as pessoas são mais ou menos iguais a você: têm, mais ou menos, os mesmos valores; reagem, mais ou menos, da mesma maneira a determinadas situações; não vão, normalmente, surpreender você (para o mal ou para o bem). Na internet, isso necessariamente não acontece. Mesmo que você descubra os sites (“locais”, em inglês) que a sua turma freqüenta... Na internet, não funciona assim: em geral, na Web não existem espaços “fechados” pra ninguém. Não há as tradicionais “barreiras” que, na vida social, limitam o acesso a pessoas muito diferentes de você – seja pelo dinheiro, seja pela idade, seja pela cor ou raça, seja pela educação, seja pelo currículo, seja pelo que for. Ou alguém – para voltar ao nosso exemplo – é “barrado” no Orkut porque é pobre, velho (ou muito moço), preto (ou pele vermelha), analfabeto, desempregado ou feio?

Então, na internet, você encontra gente de todo tipo. E gente doente. Por quê? Por que parece que, na internet, existe mais gente doente do que em outros meios? Ora, porque essa gente – doente –, que você vê na internet, raramente iria te abordar na vida real – é gente com problemas, inseguranças, traumas e defeitos. Não é gente que entra, senta e cumprimenta. É gente que não se relaciona. (Minimamente.) É gente obsessiva que, de repente, pode ver você – no Orkut – e pode se apaixonar por você, e pode, no instante seguinte, odiar você e querer acabar com você. Existe esse tipo de gente. Eu já encontrei... Vááárias vezes. Não existe camisa de força para os louquinhos da Net. Como não existem barreiras – felizmente – para gente diferente, que, em outros ambientes, sofreria preconceito. (E, graças a Deus, eu encontrei mais gente desse último tipo do que do primeiro...) Na internet, às vezes parece que você está nas mãos dos loucos – mas, com o tempo, você aprende a se defender. Os loucos – por mais “loucos” que se pretendam – sempre se comportam da mesma maneira. E você aprende a reconhecê-los. (No Orkut, também.)

Assim, resumindo a ópera, eu obviamente não acho que o Orkut seja um mal em si. É apenas mais uma ferramenta. Como eu, evidentemente, não acho que a internet seja um mal em si. (Hoje eu posso afirmar sem medo: é burro que diz isso; ou não tem experiência o suficiente para saber...) Por isso, com toda a sua superficialidade, com toda a sua mediocridade, eu dou importância ao Orkut no Brasil. A humanidade, em grande parte, é superficial e medíocre. Porque seria diferente numa mídia de plena democracia, como a internet?

Como entusiasta da Grande Rede, aliás, eu acho que as pessoas têm mais é que se expor e sofrer as conseqüências. Para amadurecer as suas idéias sobre internet. Já que, a meu ver, a internet é, fundamentalmente, uma experiência. Não é como a caixa passiva da televisão; não é como os jornais e as revistas que, no máximo, você amassa e joga fora. A internet é um pouco de você também. E você – seja através do Orkut, seja através de outra ferramenta – tem de aprender a conviver.

Fonte:
Webinsider
http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/A_importancia_do_Orkut_para_o_brasileiro/id/2718


Indústria pensa em punir quem baixa MP3 no Brasil

Milhões de brasileiros trocam arquivos de música em redes P2P. Indústria fonográfica prepara dossiê e analisa a viabilidade de processar judicialmente o usuário doméstico que baixa MP3 pela web.

Por Paulo Rebêlo, com Folha de Pernambuco e colaboração de Guilherme Gatis.
Ano 2003. Um curitibano é preso em casa, na frente das duas filhas pequenas, acusado de vender MP3 pela internet. O assunto ganha as manchetes de todo o País. Quatro dias depois, ele é solto e o processo continua em trâmite. Com tanta polêmica, o assunto cai no esquecimento da mídia e a indústria fonográfica brasileira evita continuar os processos judiciais.

Ano 2006, hoje. As barraquinhas de CDs piratas se multiplicam em cada esquina das capitais brasileiras. Os álbuns de artistas famosos chegam ao mercado “alternativo” antes mesmo do lançamento oficial. Ao lado de delegacias e edifícios de instituições públicas, caixas e mais caixas de discos piratas são vendidos a R$ 5,00 – enquanto, nas lojas, o preço chega a valores surreais de R$ 30, R$ 35 ou mais para um CD fabricado nacionalmente.

Com tanta coisa errada vindo de cima, a indústria fonográfica prepara um dossiê para, pelos próximos meses, analisar a possibilidade de processar judicialmente o usuário doméstico: aquele que está em casa, não vende nada ilegal, mas baixa MP3 pela web.

Fazer download de arquivos MP3, com músicas protegidas por direitos autorais, consiste em pirataria e é crime. O grande dilema na internet, nos últimos cinco anos, tem sido a classificação de até onde é ilegal baixar músicas pela rede. O usuário comum, que às vezes sequer tem noção de que um arquivo MP3 é ilegal, deve ir preso? E os atravessadores que vendem as músicas piratas, onde se encaixam? E por que há tantas barracas de CDs piratas nas cidades, debaixo do nariz das autoridades?

São perguntas cujas respostas, até hoje, se perdem entre a burocracia da Justiça, a complacência de vários artistas e ações estranhas da indústria fonográfica que, agora, pensa em voltar a processar usuários domésticos no Brasil.

Na luta contra a troca de arquivos piratas na internet (filesharing), a indústria americana já tentou de tudo – tirar programas do ar, fechar sites que funcionavam ilegalmente e processar internautas que baixam MP3. No Brasil, o panorama é mais ameno, ao menos por enquanto. A batalha da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD) é contra os discos piratas, vendidos livremente nas ruas, deixando os usuários livres para baixar músicas em programas P2P, do tipo Kazaa, eMule, Shareaza, entre outros. Acontece que esta situação pode estar próxima de um relativo fim, pois a ABPD agora está de olho na troca de arquivos.

Em recente entrevista ao IDGNow, o diretor-geral da ABPD, Paulo Rosa, revelou que o P2P no Brasil está com os dias contados. A associação está preparando um dossiê para medir o mercado ilegal de música digital, calcular os prejuízos e criar estratégias que podem incluir tanto medidas educativas como judiciais.

Com a polêmica solta, a ABPD deu um passo atrás e, procurada pela Folha de Pernambuco, negou-se a comentar a possibilidade de processar usuários. A associação confirma o dossiê e, após várias tentativas com a reportagem, revelou por meio de assessoria que o diretor-geral estava em férias e não poderia comentar. Enquanto isso, artistas e usuários pernambucanos ficam de sobreaviso e revelam suas opiniões sobre a questão.

MP3 impacta artistas e público
Baixar música pela internet não é mais um vício. Para vários artistas e usuários, tornou-se uma necessidade primária para conhecer novos sons, outras musicalidades e, claro, reverter o peso econômico. Afinal, não é todo mundo que pode resistir a comprar um CD por R$ 30,00 enquanto, na esquina, o mesmo conteúdo musical é vendido a R$ 5,00.

Segundo dados do Ibope NetRatings, só em novembro do ano passado, mais de 2,5 milhões de brasileiros participaram de trocas de arquivos em programas P2P. O mais acessado foi o eMule, com 1,2 milhões de internautas. O volume de downloads começa a preocupar a Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), que vai observar o comportamento do internauta brasileiro nas redes de troca.

A postura da ABPD já preocupa os internautas. Para a estudante de Direito Carolina Medeiros, se não fosse o MP3, ela não conheceria metade das bandas que gosta. “Já cheguei a viajar pelo mundo para assistir a shows de gente que conheci graças ao MP3, mas não tenho o hábito de comprar CDs”, admite.

Para o músico Haymone Neto, a questão é ainda mais simples. “Acho que trocar músicas pela internet não é pirataria. Eu não estou vendendo os discos, muito menos ganhando com isso, apenas compartilho a música que gosto com meus amigos. A pirataria de verdade é feita por quadrilhas internacionais. Eu só baixo música e disponibilizo música, assim como eu compro discos, empresto discos ou pego um livro na biblioteca sem pagar e não é legal, dentro da lei?”, questiona.

O advogado Ludovino Lopes, especializado em direito digital, esclarece que uma decisão judicial contrária ao usuário depende de uma tecnologia que seja capaz de gerar uma prova pericial de natureza digital. “Questões como a privacidade do internauta ou se ele efetivamente sabia que a música baixada era protegida por copyright devem ser respeitadas. Apenas com um advento tecnológico que permita essas regulamentações é possível avançarmos na área jurídica. Sem esse amparo, a lei fica morta, pois dúvidas podem ser levantadas no processo e em caso de dúvida o juiz sempre decidirá a favor do réu”, adianta.

Pontos de vista
Pela lógica de acionar a Justiça contra usuários domésticos, quem usufrui de programas como Kazaa, Grokster e eMule passa a receber o mesmo tratamento de quem rouba um supermercado. Para alguns, é um exagero. Para outros, a lógica está correta e tem de ser assim mesmo. O interessante é que, com isso, as gravadoras vão processar os próprios consumidores que a sustentam. Quem for processado, terá que pagar uma indenização a elas. Ninguém, em sã consciência, voltará a comprar um CD distribuído pela mesma gravadora.

Aos poucos, a indústria mina uma série de possibilidades para fazer bom uso de novas tecnologias e uma gama de possibilidades interessantes para gerar receita. Ninguém, também em sã consciência, opta por um produto pirata porque quer. Sobretudo no Brasil, não é – nunca foi – uma questão de opção.

Até hoje, o consumidor sempre esteve em desvantagem em relação à indústria. Só pode comprar o que a indústria local oferece e o que as lojas empurram. Pior, com preços ditados de cima. Novamente, não é questão de opção. Da mesma forma que o computador nos libertou da máquina de escrever (quanto trabalho era corrigir um erro de português!) e o CD nos libertou da fita K7, do ponto de vista do consumidor o MP3 e a internet estão aí para dar algo com o que não estava acostumado: opção e um catálogo muito mais vasto.

Apenas um caso de prisão no Brasil
Em agosto de 2003, a polícia do Paraná entrou na casa do curitibano Alvir Reichert Junior e o prendeu, sob acusação de que trocava e vendia MP3 pela internet. A prisão ocorreu após uma investigação da Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos (APDIF), hoje vinculada à ABPD. Reichert teve dois computadores apreendidos, além de um gravador de CD e vários discos piratas. Uma estrutura completamente amadora. Igual a que muita gente tem em casa por diversão. A ação policial ocorreu logo pela manhã cedo, diante de duas filhas pequenas incrédulas e aos prantos, segundo contou Reichert à imprensa, na época.

De acordo com Valdemar Ribeiro, então diretor da APDIF, tratou-se da primeira ação efetiva do gênero, depois de quatro meses de investigação. Procurados pela Folha de Pernambuco, os advogados não revelam maiores detalhes para não atrapalhar o inquérito, mas mostraram o processo à reportagem. Na época, para o advogado especializado em Direito da Informática Omar Kaminski, as autoridades deviam se preocupar em ir atrás dos grandes fraudadores. “Está havendo mobilização de força policial e imposição privativa de liberdade para a proteção de interesses corporativos, deixando tantos outros para terceiro plano. A pirataria fonográfica industrial, em larga escala, é que traz prejuízos ao país com a sonegação de impostos”, critica Kaminski.

Músicos de Pernambuco opinam
O cenário musical de Pernambuco é reconhecido internacionalmente. Ícones de uma revolução nada silenciosa, vários artistas locais despontaram em gravadoras e fazem sucesso com o público a partir de ações inusitadas, como é o caso do Mombojó, que coloca as músicas dos CDs disponíveis em MP3 na internet, de graça. A Folha de Pernambuco conversou com Silvério Pessoa e DJ Dolores Hélder Aragão sobre a postura da ABPD. Ambos são donos de um iPod, antenados na tecnologia de música digital e, curiosamente, confessam serem dependentes da liberdade que o MP3 proporciona ao artista. Confira a opinião dos dois.

SILVÉRIO PESSOA. A possibilidade de ser processado por baixar música é absurda. Meus melhores amigos são o meu Macintosh e o meu iPod, onde tenho mais de cinco mil arquivos de MP3 e vivo conectado. Como usuário, acho um anacronismo a possibilidade de um processo cair nas nossas costas. Não faz sentido as indústrias fonográficas remarem contra a maré. Elas precisam entender que a troca de arquivos na rede é um caminho sem volta. Eu mesmo vou colocar todas as faixas do meu CD na internet, na boa.

Qual vai ser o critério da ABPD para processar os usuários? Não entendo como alguém pode ser preso porque baixou um disco do Marcelo D2 ou porque fez o download de músicas da Madonna. Sou totalmente a favor, não só do MP3, mas também das cópias.

O artista tem que investir nos shows, nas apresentações, que é quando realmente se ganha dinheiro. Não vejo problemas com os piratas. Ficarei realizado como artista quando encontrar um disco meu para vender nessas barraquinhas de CD pirateados. Hoje, os próprios artistas não se opõem ao MP3. Muitos, inclusive, já utilizam o formato como forma de divulgação. Não vejo razão alguma para combater um formato que já está consolidado, que já faz parte da cultura dos jovens.

DJ DOLORES. A situação é tão absurda que vivemos em um estado de desobediência civil instintiva. Quem pode barrar uma possibilidade tão boa de se informar, trocar idéias com o resto do mundo? Milhões de pessoas agora mesmo estão trocando arquivos através do soulseek, do kazaa, emule etc. Quem tem que mudar é a indústria que não encara o fato de que estamos numa era digital e um disco metálico em embalagem de plástico já não é um produto, digamos assim, tão atraente.

O conteúdo musical não precisa mais de um suporte físico. Quando a gente vê o benefício que a internet proporciona para quem tem a sorte de ter acesso a um computador e a uma linha telefônica, não dá nenhuma vontade de voltar atrás no passado.

Os softwares P2P são um avanço para humanidade, estimulam a curiosidade. Seria injusto fechar essas portas, principalmente num país economicamente deficiente como o Brasil. Sabe o que é pior? Nós, os artistas, em grande maioria, não nos importamos que o moleque baixe um, dois, três discos ou mesmo a nossa discografia completa. Quem se importa é o executivo de gravadora do alto de sua ganância. Participei do CD de lançamento do Creative Commons. No mesmo CD tinha David Byrne, Beastie Boys, Matmus, Gilberto Gil, Thievery Corporation… todos artistas do primeiro time da indústria que não se importam em liberar faixas em MP3
Fonte:
Webinsider
http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/Industria_pensa_em_punir_quem_baixa_MP3_no_Brasil/id/2700

Vendo lanches. Aceito pedidos por e-mail e MSN.

Nosso amigo resolveu testar um novo canal de contato com seus clientes e deu certo. É um exemplo de uso da internet como ferramenta de negócios em empreendimentos pequenos.

Por Anderson de Andrade.
A melhor maneira de iniciar este artigo é colar a mensagem original do MSN, em conversa com um amigo empreendedor:

“Cleiton Castelhano diz:
hj batemos recorde de pedidos
Cleiton Castelhano diz:
e foram 90% pedidos via e-mail
Cleiton Castelhano diz:
imagina com o site”

Meu amigo Cleiton, um jovem de 23 anos, é um empreendedor com muitas metas e objetivos claros em sua vida. Sem investimento feito em site ainda, ele vende lanches via e-mail e via MSN e atende em tempo real seus clientes com muito profissionalismo, dedicação e comprometimento.

A empresa dele fornece lanches rápidos e resolveu testar uma alternativa para aumentar as vendas: usar a internet como ferramenta de atendimento. É rápido, é barato, todo mundo tem e como é fácil fazer um pedido! Deu certo. Em poucos meses os resultados foram surpreendentes, muito acima da tele-entrega por telefone.

O mercado de lanches rápidos é concorrido em muitas regiões. Com um diferencial competitivo e com baixo investimento (aceitar pedidos por e-mail e instant messenger), ele soube enxergar uma oportunidade, com visão e comportamento empreendedor.

Nem sempre é preciso capital para abrir um negócio. É óbvio que alguma coisa você necessita, mas esse não é o fator decisivo para iniciar e ter sucesso.

Você precisa muito mais de um capital exclusivo, individual, intransferível, que são idéias, conceitos, propostas inovadoras, fáceis e simples, capazes de alavancar seus negócios. Realizar seu sonho e definitivamente conquistar o seu cantinho nesse mercado hipercompetitivo é questão de feeling e bom senso.

E você o que tem feito para aumentar suas vendas e melhorar a comunicação com os seus clientes? O nosso amigo não precisou de muito investimento para vender via e-mail. E como está o uso da internet como ferramenta de negócios no seu empreendimento? Você já tem site? Como está o posicionamento do seu site nos mecanismos de buscas?

O seu cliente sabe o seu e-mail e o endereço da sua empresa na web?

Se você responder “não” a essas perguntas, precisa agir rapidamente e criar uma cultura digital na sua empresa.

Vamos fazer como o Cleiton. Vamos vender pela internet, vamos usar e-mail, msn e potencializar nossos resultados usando o canal online como ferramenta de negócios. Pense na internet para negócios.
Fonte:
insider
http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/Vendo_lanches__Aceito_pedidos_por_e-mail_e_MSN_/id/2726

OpenOffice 2 é opção gratuita ao MS Office

Testamos a segunda edição do concorrente gratuito do Microsoft Office, recém-lançada. Possui qualidades e pontos a melhorar, mas pode ser usada tranqüilamente. Veja algumas dicas para melhorar o desempenho.

Paulo Rebêlo com Folha de Pernambuco
Parecia que não ia ter fim. Após dois anos de desenvolvimento e uma dúzia de versões experimentais, finalmente sai a segunda edição do Open Office (OO), o principal concorrente do Microsoft Office em pacotes de escritório. Para quem ainda não conhece, o OO foi criado a partir do antigo Star Office, desenvolvido pela Sun, mas que hoje é vendido pela empresa, apesar de ter praticamente as mesmas funcionalidades do OO.

O Open Office é completamente gratuito, ocupa menos da metade do espaço do concorrente da Microsoft e não possui formatos proprietários de arquivo, ou seja, você não fica dependendo do Windows. O pacote inclui editor de textos, planilha, apresentações, banco de dados e utilitário para equações matemáticas. Tudo à distância de um download com 80 Mb e em 36 idiomas, incluindo português do Brasil.

Para quem testou as edições beta anteriores, não há mudanças significativas na versão final. No entanto, a grande sacada é invisível ao usuário: a adoção do padrão “OpenDocument” para os arquivos criados no OpenOffice. Trata-se de um formato novo, não-proprietário, diferentemente da extensão .doc da Microsoft e que poderá ser utilizada por uma infinidade de programas e qualquer plataforma  Windows, Linux, MacOS, FreeBSD etc.

Mas o Open Office também tem suas falhas graves. Não há um cliente de e-mail para concorrer com o Outlook e, apesar de possuir quase todas os recursos básicos  para usuários domésticos  do Microsoft Office, alguns detalhes e funções avançadas ficaram de fora. A função de “contar palavras” do editor de textos, por exemplo, é pobre e sem informações extras. Um obstáculo considerável para quem depende de textos, relatórios e outros documentos grandes para trabalhar.

Dicas de velocidade
- Se você tem 256 Mb de RAM em diante, duas dicas podem melhorar a performance do Open Office. Abra qualquer dos programas e vá ao menu Ferramentas.

- Na opção de “memória”, aumente o cache gráfico para 64 Mb e o “memória por objeto” para 8 Mb e salve as configurações. Você notará a diferença após algum tempo de uso.

- Ainda em “Ferramentas”, vá na opção de “Java” e desative. Aparentemente, o módulo de Java é desnecessário para a maioria dos usuários e sobrecarrega demais o sistema

Fonte:
Webinsider
http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/OpenOffice_2_e_opcao_gratuita_ao_MS_Office/id/2642
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