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Blog do Renam

Tapa na pantera ou na cara dos brasileiros?






Educação para usar drogas

Por Arlindo Montenegro



O jovem ministro do Meio Ambiente, liderou a passeata pelas ruas de Ipanema, no Rio, em defesa da descriminalização da maconha. Protegidos por dezenas de policiais, os passeantes gritavam: “Ei, da polícia! Maconha é delícia!”. O trânsito estava fechado e o Ministro Minc, feliz, risonho, no meio da moçada, discursou:
“O usuário da maconha não pode ser tratado como criminoso... a proibição gera a violência dos traficantes que aterrorizam as comunidades... a lei despenalizou, vamos avançar para descriminalizar.” Entendeu bem? A violência dos traficantes que aterrorizam as “comunidades” deve-se à lei. Fantástico! Os comunistas estão no poder há dezenas de anos, mandam nos poderes judiciário e legislativo e ainda não mudaram essa lei?!
Se não mudaram, ainda vale a Lei 6368, de 21/10/76, que trata do incentivo ao crime: “Instigar e induzir, são duas formas semelhantes de levar psicologicamente alguém à prática de um ato”. Mas esta é uma lei da “ditadura”! Agora na “democracia” do PT, permite-se aos militantes e Ministros marchar à margem da Lei. O mesmo ato foi proibido em mais de 200 municípios.
O sr. FHC, perdeu uma eleição para Jânio Quadros porque declarou que havia puxado um fuminho e que era ateu. Hoje defende a liberação da canabis nos foros internacionais. Há algum tempo o próprio Ministro da Justiça foi aplaudido por maconheiros do mundo inteiro no Pará. É preciso um ministro marchante sair à rua para dizer o que o governo que tudo pode, quer?
As drogas têm livre trânsito, não obstante as operações da Polícia Federal, cócegas neste comércio trilionário. Será apenas agitação e propaganda?... Ou será porque o doctor Unguer declarou que o Brasil tem de ser um país rebelde? Vai saber!!! O governo pode baixar o decreto já! O Meio Ambiente livre do cigarro vai ficar cor de rosa orgástico com maconha, crack e cocaína, êxtase, merla e os cambáu. Um “barato” que sai muito cara para a nação.
É política do PT liberar drogas. O Ministério da Educação já editou uma cartilha ensinando como fumar maconha e engolir uma dose de vodka pra esconder o fedor, aconselhando a não fazer as trilhas de “pó” com cédulas ou cartões de crédito, etc. Ensinam, induzem a universalização do vício.
Segundo Mena Barreto, é o mesmo que criar doentes mentais: “Se a ciência médica nos ensina que o viciado ou dependente é um doente mental, sua absolvição traz implícito o reconhecimento de um estado perigoso...”
Na opinião do sociólogo e jornalista José Maria, “a universidade brasileira, na ânsia de criar um novo mundo, especializou-se em destruir o existente.” É o que faz o crime organizado da esquerda no poder, desde que os militares lhes passaram de mão beijada a administração do Estado.
Quem quiser um bom exemplo é só pegar a Cartilha do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, elaborada na UFP e referendada pelo Ministério da Saúde, disponível na internet e dirigida “ao público em geral, principalmente a estudantes a partir dos 12 anos de idade".
Na cartilha que ensina as crianças a proteger-se na atividade sexual pode-se ler: "Se alguém achar que palavras complicadas, de origem grega ou latina, tornam a coisa mais séria ou científica (o que é uma grande besteira!), a seguir estão algumas palavras sinônimas". Seguem-se as designações mais vulgares da genitália. Como nos livros do Jorge Amado e nos banheiros públicos. De quebra, insere-se a ironia com a ciência e o saber, “uma grande besteira”.
A cartilha das drogas segue o mesmo caminho ensinando às crianças a gíria dos usuários de drogas e traficantes, fazendo analogias assim: "Além desse 'prazer' indescritível, que muitos comparam a um orgasmo, o crack e merla provocam também um estado de excitação, hiperatividade, insônia, perda de sensação do cansaço, falta de apetite".
Como recomendação às desinformadas crianças brasileiras, lê-se: "Algumas farmácias desonestas, vendem essas substâncias por baixo do pano". E destaca-se a “moda” entre ingleses e norte-americanos: "Nos Estados Unidos, a metanfetamina tem sido muito consumida na forma fumada em cachimbos, recebendo o nome de 'Ice' (gelo).” E mais: “O 'êxtase', tem sido uma das drogas com MAIOR ACEITAÇÃO...”
“A educação que se pratica hoje no Brasil está levando à morte a nossa sociedade. O pai que entrega seu filho para a escola pública não sabe que o está matriculando na escola do crime e que só o acaso poderá salvá-lo”. Não sei de onde copiei a citação acima. Mas certamente de alguém que sabe que vivemos sob o tacão do governo do crime organizado.
A Polícia? Está amordaçada como os militares. O programa de TV “Assembléia Legislativa em Debate”, de 26 de Janeiro de 2009, reuniu o apresentador Mauro Frysman mais 4 ilustres: o Deputado Simão Pedro, do PT, um tal de Ivan Seixas, um Procurador da Justiça Federal, Marlon Weichert e o Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abraão.
Os entrevistados louvaram seus heróis, todos os que pegaram em armas e aterrorizaram o Brasil durante anos. Disseram que lutavam contra a ditadura dos torturadores que ainda estavam impunes... Em dado momento, o Procurador da Justiça declarou: “... o Brasil vive o fenômeno, primeiro, do privilégio da violência, basta ver que as polícias do Rio e de São Paulo praticam o extermínio sob a fachada de que são autos de resistência”.
Nem as autoridades policiais dos dois Estados, nem seus Secretários de Segurança, nem seus Governadores, disseram nada. Quem cala consente? Ou as polícias estão marginalizadas pelo Estado que privilegia os humanos traficantes?
Se o Procurador Federal participante daquele programa está informado da violência praticada pelas polícias do Rio e São Paulo, por que não instaurou o inquérito policial civil ou criminal para apurar os fatos? Será que está prevaricando também?

*Arlindo Montenegro é Apicultor.


Fonte desse artigo: http://alertatotal.blogspot.com

No reino discricionário da cultura oficial



LULA E O CONTROLE DA CULTURA

por Ipojuca Pontes


Conforme determina cláusula pétrea, um dos primeiros passos de Lenin na rota da “construção do socialismo” dentro da URSS foi estabelecer o controle dos “meios sociais de produção”, nele incluído, óbvio, completo domínio sobre os veículos de comunicação, estabelecimentos de ensino e da produção cultural. Mas, antes de adotar qualquer medida, demonstrando grande senso de objetividade, logo depois de desfechar seguro golpe sobre o Governo Provisório de Kerensky, o mentor da “ditadura do proletariado” tomou a iniciativa de mandar um bando armado se apossar das chaves do cofre do Banco do Estado russo. Ele queria, desde logo, o controle da grana.
(Só a título de ilustração, o historiador inglês Orlando Figes, no seu bem documentado livro sobre a revolução russa, “A Tragédia de um Povo” - Record, Rio, 1999 -, relata episódio, considerado a um só tempo grotesco e brutal, do infeliz diretor do banco oficial que, ao negar a entrega das chaves da caixa-forte ao bando revolucionário, levou um tiro na nuca depois de perder parte da mão arrancada por uma dentada).
Ao impor o seu sistema de governo, de caráter totalitário, Lenin, amparado no poder dissuasório da coerção e da violência, tinha por objetivo a tomada (e a destruição) dos “meios de produção e expressão do pensamento burguês” (em russo, “burzhooi”), tidos historicamente como ultrapassados. Caberia a ordem emergente estabelecer os padrões de supremacia dos valores do pensamento proletário e fazer dos meios de comunicação e da produção cultural instrumentos ideológicos a serviço da propaganda e das metas revolucionárias sob o controle burocrático do Partido Bolchevique (leia-se comunista).
O modelo de “organização da cultura” imposto por Lenin nos primeiros anos do regime, embasados na censura e no patrocínio estatal, só atingiu o patamar da excelência na Era Stalin, univocamente voltada para a expansão da ideologia comunista no seio da sociedade. Para consolidar tal projeto, e manter o ativo controle do aparato burocrático sobre a difusão das idéias e da criação artística, Joseph Stalin, então considerado “Guia Genial dos Povos”, não precisou chafurdar muito: ele tinha ao seu dispor, alojado no Comitê Central do Partido Comunista, a figura de Andrei Aleksandrovich Jdanov, o estrategista da política cultural do regime e mentor do “realismo socialista”, o preceito estético, de “valor universal”, que tinha como princípio comprometer a criação artística – notadamente no cinema, teatro, literatura, música e pintura – com “a transformação ideológica e a educação do proletariado para a formação do novo homem socialista”.
Desde logo, com as chaves do cofre nas mãos, Jdanov disse a que veio: fiel interprete do espírito revolucionário, deixou a entender que dali em diante a atividade cultural seria uma empresa voltada para implantação do socialismo. Dentro deste escopo, Jdanov selecionou artistas e burocratas afiliados ao PC e estabeleceu as novas regras para obtenção dos financiamentos oficiais no terreno das artes. Para avalizar os projetos culturais (ou censurá-los), e distribuir as benesses, ele fixou critérios, organizou comissões e conselhos e, no controle seletivo da produção cultural, em vez de arte, criou a mais formidável máquina de propaganda jamais imaginada, capaz de fazer o mundo acreditar que Stalin era Deus e que o povo russo, submetido a eternas cotas de racionamento, vivia no Paraíso Terrestre.
Pensadores e artistas genuínos pagaram caro pelo processo cultural acionado pelo stalinismo, decerto mantido até hoje em várias partes do mundo (vide Cuba, China e adjacências). A partir da “seletividade” imposta por Djanov no campo da produção cultural, centenas de criadores foram marginalizados da atividade artística. Outros foram presos ou ficaram loucos. Outros tantos foram cortados da lista de distribuição de benesses oficiais e segregados como “formalistas”, “reacionários”, “cosmopolitas” e “inimigos do povo”.
No reino discricionário da cultura oficial soviética, por exemplo, a notável poetisa Ana Akhmatova (para Jdanov, “meia-freira, meia-meretriz”) foi levada à miséria, Maiakoviski ao suicídio, Solzhenitsyn e Boris Pasternak aos campos de concentração. Dostoievski, por sua vez, foi banido das bibliotecas públicas. O próprio Serguei Eisenstein, o inventivo cineasta da propaganda stalinista, amargou o diabo depois que exibiu para o crivo crítico de Stalin a sua versão de “Ivan, O Terrível” (parte dois), morrendo em seguida.
Em tempos recentes, depois da morte de Stalin, aos preceitos do Jdanovismo foram adicionados, no campo da “organização da cultura” socialista, os ensinamentos de Antonio Gramsci (“Il Gobbo”), teórico comunista italiano, criador da estratégica “revolução passiva”. O modelo traçado por Gramsci para a construção do socialismo, em vez do apelo ao mito da força proletária, privilegia o papel da cultura e o poder multiplicador dos meios de comunicação, fundamental para a difusão de um novo “senso comum” no seio da sociedade. Sem a “revolução do espírito”, diz Gramsci, “a ser disseminada pelo intelectual orgânico, não se pode destruir o Estado burguês” (leia-se democrata).
No Brasil, ao assenhorear-se do poder, Lula e seus agentes, passaram a laborar, dia e noite, aberta ou veladamente, na “construção do socialismo”. Para consolidar tal projeto, se faz necessária, como o presidente-sindicalista já deixou claro, a expansão do “Estado Forte”, onde ao indivíduo cabe pouco mais do que o papel de burro de carga, a alimentar uma colossal e dispendiosa estrutura burocrática.
Na esfera da cultura, desde a proposta de criação da Ancine, em 2004, o governo, sempre tentando o controle total sobre os recursos tomados à sociedade, busca a ingerência direta no processo da criação artística. Nada leva a crer que a atual investida na revisão da Lei Rouanet tenha outro objetivo.
(Como a parafrasear Fidel, o Nosso Guia, com a grana no bolso, por enquanto esconde o definitivo recado: “Dentro do socialismo, tudo; fora do socialismo, nada”).

Fonte desse artigo: http://www.diegocasagrande.com.br

AS FERIDAS QUE NÃO CICATRIZAM



Feridas cancerosas abertas



Por Arlindo Montenegro


Dona Dilma anda enjoada com essa gente aí, que divulga falsas interpretações sobre sua vida pregressa. São fotos, fichas policiais e artigos escarafunchando a secreta atividade clandestina, naqueles anos duros, quando a jovem idealista revolucionaria e marxista militou naqueles grupos que, “faziam a revolução”.

Ela foi uma líder por livre e espontânea vontade, por convicção ideológica firmada no berço pelo pai, um comunista búlgaro. Armas na mão, seus liderados (ela não!) bombas e fuzis debaixo da cama, assaltaram bancos, seqüestraram diplomatas e empresários, mataram militares, policiais e gente inocente.

Tentavam abrir caminho para a revolução comunista internacional patrocinada por Cuba, China, União Soviética, Coréia do Norte, Albânia e comunistas europeus, todos defensores ardentes das guerrilhas na América do Sul. Todos visceralmente contrários à presença massiva dos exércitos imperiais dos EUA no Vietnã.

Ela diz, segundo a FSP deste Sábado, que sua situação é “desagradável para aqueles que defendem ou que houve ditadura branda no Brasil ou que no Brasil havia uma regularidade democrática naquele período”. A ditadura que alguns jovens cultos defendiam era a ditadura do proletariado e não a ditadura que defendia o estado democrático de direito.

“Naquela época se torturava, se matou, se prendeu". É a pura verdade! Vale para seguirem o blá-blá-blá de Regis Debray (Revolução na Revolução, bíblia dos ignorantes idealistas que queriam ser como o Che Guevara), como vale para os que, por dever de ofício, defenderam as instituições da ditadura que impediu a comunização do Brasil.

A mãe do PAC, a “cara” do Lula, se ressente dos comentários desta gentinha burguesa e “reacionária” que através de jornais e revistas, em blogs de direitistas burgueses desprezíveis, até mesmo no Congresso Nacional, anda conspurcando sua imagem de “democrata totalitária e humanista de esquerda”!

Ela não pode negar que foi bem treinada. Seu amigo e auxiliar Giba revelou à revista Piauí: "Sua tarefa, no começo de l969, era a preparação de um assalto a uma agência do Banco do Brasil. Até janeiro daquele ano, o Colina (grupo armado em que ela, dona Dilma atuava com função dirigente) contabilizava, em Minas, quatro assaltos a bancos, uma meia dúzia de carros roubados e dois atentados a bomba, a residências de autoridades locais." Tudo perfumaria!

Dona Dilma declara que foi prisioneira e torturada “por crime de opinião e de organização, não necessariamente por ações armadas. (...) Muitas vezes as pessoas eram perseguidas e mortas... E presas por crime de opinião e de organização, não necessariamente por ações armadas.”

Ô dona Dilma, peraí! Aquelas pessoas, militantes organizados e armados, em sua maioria idealistas manobradas por gente esclarecida como a senhora, como seus pares no atual governo, deitaram e rolaram com agressividade guerreira. Ainda não foram ouvidos os testemunhos de centenas de familiares dos mortos no cumprimento do dever, tão jovens e idealistas como o eram seus companheiros “internacionalistas” e menos brasileiros.

Depois das aventuras mineiras, o cerco da “repressão criminosa” aos valorosos defensores da “democracia comunista” que aterrorizavam a ditadura dos “gorilas e democratas capitalistas”, a senhora foi militar na VPR de Lamarca, associada à ALN de Mariguella. Todos armados e treinados para matar e tomar o poder. Isto é somente “crime de opinião e organização”?

Os comunistas e seus militantes, muitos inocentes úteis sem opção, atiravam contra outros brasileiros que então estavam ao lado da ordem que vocês dizem “burguesa”, “imperialista”, “corrupta”, a mesma ordem que hoje defendem com unhas e dentes. Queriam o poder contra a cultura democrática e cristã do povo brasileiro. Queriam o poder total e conseguiram depois de anistiados pelos “ferozes” ditadores militares que perdoaram seus “deslizes juvenis” para pacificar a nação.

É diferente a natureza democrática no concernente à crença e confiança na humanidade. Diferente porque sabe quando recuar e reconhece não ser dona absoluta da verdade. Briga e reforça seus pontos de vista respeitando as regras democráticas do estado de direito. Atua de modo oposto à prepotência e desprezo com que os poderosos que são seus pares tratam esta nação.

A generosidade daqueles que estavam à frente dos governos militares, nos cinco anos em que “o povo” trabalhava alheio aos entreveros armados, não foi reconhecida. O perdão, a compreensão, o diálogo, a severidade no trato dos recursos públicos, a saúde, a segurança e fundamentalmente a educação universal, está bem distante das cogitações e práticas marxistas.

Vocês estão com a faca e o queijo. Ignoram as leis e mantêm a política do medo: medo do desemprego, medo de não pagar as contas, medo de bala perdida, medo dos impostos, medo dos traficantes, medo do mst, medo dos grampos. Implantaram o que indicavam os comunistas russos como ferramenta do poder.

A globalização e concentração econômica abrem caminho para a o poder total do estado. O Sistema Eleitoral, os Juizes, o Congresso, os sindicatos, estão dominados e nem existe mais oposição, só uns gatos pingados insignificantes. Precisa fingir religiosidade indo ler a bíblia na missa do Padre Marcelo? A igreja das Cebs infiltrada pelos marxistas já lhes proporcionou o PT e o Poder.

Os sobreviventes - entre os que saíram para matar e morrer pelo comunismo internacional - estão anistiados e bem postos em funções publicas, nas Universidades, nos jornais e revistas, nas tevês. A anistia foi bem aproveitada e as feridas continuam abertas porque vocês são incapazes de conviver com os brasileiros que ainda sonham, desarmados, com a liberdade.

Isto é característico de “internacionalistas proletários” como a senhora, Dona Dilma. Você pode tentar reescrever a História com a ajuda de seus marketeiros. Mas a História nem sempre aceita tantas inverdades fabricadas pela máquina de ilusionismo político.

E as feridas históricas nunca se fecham, como se fossem um câncer em metástase.



Fonte: Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

PROFISSÃO PERIGO II: VIVER NO BRASIL PETRALHA



IDÉIAS E PRÁTICAS FORA DO LUGAR
VAMOS LÁ. MAIS UM DAQUELES LONGOS. ACABAM VIRANDO UM HÁBITO...

As coisas realmente estão tomando um rumo detestável. Já nos primeiros dias do site Primeira Leitura, lá se vão longos oito anos, quase nove, alertava para a politização dos entes do estado que deveriam cumprir funções técnicas. Um dia coloco alguns textos daquilo tudo no ar para que nos lembremos de como eram os tempos. Incomodava-me, então, a engrenagem das denúncias que unia oposição (o PT...), imprensa e Ministério Público. Eram elos de uma cadeia que criou o mito do “partido da ética na política” (vocês se lembram dessa expressão), contra “tudo o que está aí” — as demais legendas. Uma das estrelas daquele período era o procurador Luiz Francisco de Souza. Quantas biografias ele ajudou a manchar! Mas não se pode dizer que tenha sido malsucedido como personagem de um enredo.
É de estarrecer a falta de decoro e de comedimento de representantes de órgãos públicos ligados à investigação policial e à Justiça. Anos de politização do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal estão prestes a criar um verdadeiro curto-circuito institucional. Há uma guerra de guerrilha em curso em entidades onde a hierarquia e as esferas de competência se diluíram. Juízes já não se contentam em julgar — querem reparar danos ancestrais a cada sentença. Nessas horas, lembro-me sempre do poeta Horácio referindo-se à má poesia: aquela que começa pelas musas! Procuradores estão certos de que, mais importante do que a Justiça pura e simples, é a Justiça social. Delegados não se incomodam em se comportar como maus juízes...
Manter a frieza em meio ao tiroteio é tarefa das mais difíceis. Alguém aponta os destrambelhamento do delgado Protógenes, aquele que amanhã estará com Heloísa Helena num comício? Então é da turma de Daniel Dantas, é claro. Alguém aponta o exagero na sentença que condena uma empresária que sonegou impostos ou no despacho rarefeito de um juiz? Então logo se torna cúmplice de um crime. Uma verdadeira máfia de falsos jornalistas depende hoje, para existir, do esforço contínuo para desmoralizar as instituições. Quem perde? Perdem os brasileiros porque a legalidade sai, obviamente, aviltada. Perdem aos profissionais de conduta reta da Justiça, do MP e da Polícia Federal porque, nesse ambiente crispado, não conseguem encontrar o seu lugar.
E quem ganha? Ora, ganha aquele que frauda licitação, que corrompe o Legislativo, que sonega impostos. Porque se beneficia dos erros e destrambelhamentos que se vão cometendo sob o pretexto de fazer justiça. Esses entes do estado se tornaram uma espécie de Oeste a ser conquistado por quem tiver mais bala na agulha e pontaria mais certeira. Duvido que o diretor-geral da Polícia Federal saiba o que acontece no departamento que dirige.
Pois bem. A mais recente contribuição a todos os equívocos foi dada pela procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, que, ontem, decidiu tornar pública uma nota — EM NOME DE TODO O MINISTÉRIO PÚBLICO — em que ataca a decisão da desembargadora Cecília Mello, critica juízes do Supremo e dá alfinetadas até na imprensa. Confesso que me impressiona menos o ato em si do que os termos em que o documento é vazado — às vezes, a lógica naufraga de modo formidável. Se sou advogado dos acusados, anexo de imediato o texto aos autos por razões que vocês verão abaixo. Farei um vemelho-e-azul.
Sim, fico um tanto desconsolado. Pela simples e óbvia razão de que a iniciativa da doutora Karen torna mais distante a punição dos eventuais culpados. Ela pode não saber, mas faz exatamente o contrário do que pretende.
*
Diante de prejulgamentos que surgem no noticiário da imprensa sobre a Operação Castelo de Areia, o Ministério Público Federal, como órgão responsável pelo acompanhamento das investigações e como fiscal da lei, tem o dever de consignar e comunicar à sociedade o que segue:
Karen fala mesmo em nome de todo o Ministério Público? E a quais prejulgamentos ela se refere? A imprensa só noticiou o despacho do juiz De Sanctis, que era público, e aquilo que o MP e a Justiça vazam. Cadê o “prejulgamento”? Se há prejulgamento, a vítima não é o MP...

1) O conjunto probatório constante dos autos, lamentavelmente, não foi levado, na sua integralidade, ao conhecimento do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que, por intermédio da digna Relatora do habeas corpus impetrado, e sob tais circunstâncias, decidiu liminarmente pela liberação dos diretores da Camargo Corrêa ora investigados e indiciados. O mesmo se dá com relação ao Supremo Tribunal Federal, que segundo veicula a imprensa, sem ter tido acesso aos autos, estaria, por meio de alguns de seus ministros, veiculando prejulgamentos contrários à forma de deflagração da operação;
Não entendi. O que Karen chama de “conjunto probatório”? Ela gostaria que a desembargadora passasse mais de um ano analisando documentos, a exemplo do que fez o juiz De Sanctis, que acompanhou o trabalho? Cecília Mello decidiu, como é o correto, a partir do despacho do juiz. Ou habeas corpus seria, com todo respeito, habeas tumulus. O preso, em vez do direito ao corpo (à liberdade), teria apenas direito à campa, tal seria a demora. A crítica é infundada por uma questão de fato, não de gosto. Ademais, se a decisão de De Sanctis, analisada pela desembargadora, não expressava “o conjunto probatório”, isso significa que se decidiu a prisão de pessoas sem um “conjunto probatório” eficiente???
Quanto ao mais, assim como a procuradora não representa o Ministério Público, embora assegure falar em seu nome, ministros sem nome do Supremo não representam o tribunal. A quem ela se refere? Ao presidente, Gilmar Mendes?


2) O MPF, ao formular os pedidos de prisão preventiva e temporária dos investigados, assim como os de busca e apreensão, agiu no exercício de sua estrita responsabilidade legal e social, analisando tanto o conteúdo das provas materiais já constantes dos autos - e que apontam para a efetiva prática de crimes financeiros e de lavagem de dinheiro - como os pressupostos processuais legais que autorizaram as medidas constritivas adotadas pelo Juízo Federal de primeiro grau, inclusive as ordens de prisão cautelar;
Ninguém questionou a competência do Ministério Público. Nem vou entrar na defesa que a procuradora faz da decisão de De Sanctis porque, embora imprópria e desnecessária numa nota, é o esperado. Incomoda-me, acima, uma palavrinha: “SOCIAL”. O Ministério Público Federal tem responsabilidades LEGAIS. E SÓ ELAS. As suas responsabilidades SOCIAIS estão estabelecidas na lei. Qualquer coisa além disso é política.

3) Em momento nenhum, os pedidos de prisão preventiva e temporária foram utilizados para garantir a conclusão dos interrogatórios dos investigados, nem, tampouco, como antecipação de pena. Tais medidas estiveram estritamente inseridas dentro de um contexto de legalidade, encontrando-se respaldadas, inclusive, por precedentes de Tribunais Superiores - que, em circunstâncias coincidentes, com a participação de pessoas de perfis e condutas semelhantes aos dos investigados, vem, ao contrário do quanto propalado na imprensa, autorizando as prisões preventivas e temporárias nos crimes financeiros e de lavagem de dinheiro;
Karen reafirma o que já está na lei. É como se a gente fizesse a declaração solene de que a Lei da Gravidade existe. Sim, existe. “Inseridas num contexto de legalidade” parece querer amaciar a seguinte expressão: “As prisões foram legais”. Instâncias superiores, no entanto, consideraram o contrário. Acontece todo dia. E o Tribunal Regional Federal, vejam só, agiu dentro da... legalidade!!!

4) Independentemente da fundamentação que tenha sido utilizada na decisão judicial de primeira instância, que decretou a prisão dos investigados e dos óbices levantados pelos seus advogados, é preciso registrar que a deflagração da Operação Castelo de Areia pela Polícia Federal, com ampla participação e respaldo por parte do Ministério Público Federal, manifestado nos contundentes, mas imprescindíveis pedidos de prisões e buscas cautelares, se constituiu numa ação responsável, pautada pelo direito e pelos critérios processuais e jurisprudenciais que norteiam decisões desse quilate, como se deu em inúmeros casos assemelhados e os quais, não obstante impugnados via recursal, jamais tiveram a sua idoneidade questionada;
A língua aqui se faz um tanto hostil, mas, de novo, há uma resposta para uma acusação que ninguém fez. O que, com efeito, não entendi no trecho acima é o que quer dizer “Independentemente da fundamentação que tenha sido utilizada...” Como assim? A desembargadora só poderia conceder ou não o habeas corpus com base na “fundamentação utilizada na decisão judicial”. Que outro documento seria lícito ela tomar como base? Karen quer perorar “independentemente da fundamentação”, mas critica a decisão de quem só pode fazer a sua escolha “com base na fundamentação”? O Brasil ainda vai morrer de concussão lógica.

5) As buscas e apreensões no âmbito da empresa Camargo Corrêa seguiram os parâmetros legais, inclusive no espaço reservado à prestação de assistência jurídica ao próprio Grupo. Em preceito algum, a Lei 11.767/2008 ressalva os escritórios de advocacia (ou departamentos jurídicos de empresas) como redutos revestidos de inviolabilidade absoluta, justamente para se evitar a blindagem intencional, por parte de pessoas físicas ou jurídicas que possam deles se utilizar para encobrir o possível cometimento de crimes. Os diretores da Camargo Corrêa investigados têm a seu dispor escritório de advocacia instalado no mesmo prédio. Sob tal justificativa, foi convocado representante da OAB ao local para acompanhar a execução das medidas - fato ignorado nas reportagens. Portanto, não pareceu ao MPF como caracterizada, sob nenhum aspecto, muito menos técnico, a ocorrência de qualquer excesso ou mesmo ilegalidade na adoção de tal medida judicial;
***Aqui ela naufraga espertacularmene. Neste item 5, as coisas realmente se complicam, e Karen opta pela linguagem universal da enrolação. A lei 11.767 está aqui. Os escritórios podem ser violados numa única situação, a saber:
Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado, a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do caput deste artigo, em decisão motivada, expedindo mandado de busca e apreensão, específico e pormenorizado, a ser cumprido na presença de representante da OAB, sendo, em qualquer hipótese, vedada a utilização dos documentos, das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes.
Diz a procuradora: “Em preceito algum, a Lei 11.767/2008 ressalva os escritórios de advocacia (ou departamentos jurídicos de empresas) como redutos revestidos de inviolabilidade absoluta, justamente para se evitar a blindagem intencional, por parte de pessoas físicas ou jurídicas que possam deles se utilizar para encobrir o possível cometimento de crimes.”
Não! Essa não é lei a 11.767/2008. Essa pode ter ser a Lei nº 1 de Karen. Mas ainda não foi aprovada. Fosse como ela diz, tal texto legal nem existiria. E OS ADVOGADOS SÓ ACEITARIAM AS CAUSAS DE QUEM NÃO TIVESSE PROBLEMA COM A JUSTIÇA E COM A POLÍCIA, SE É QUE ME ENTENDEM...
Doutora Karen, estavam ou não presentes “os indícios de autoria e materialidade da prática de crimes por parte dos advogados etc?” Não! Então o escritório não poderia ter sido violado. No dia em que puder, acaba o direito de defesa.
O agente público pode não gostar da lei e se mobilizar para mudá-la, como qualquer cidadão. Só não pode desrespeitá-la sob o pretexto de fazer justiça.


6) O envolvimento dos investigados com doações a partidos políticos não fundamentou os pedidos de prisão e de busca, baseados, essencialmente, nas já consistentes provas de crimes financeiros e de lavagem de dinheiro constantes dos autos. Entretanto, a descoberta, nas buscas e apreensões, de eventuais elementos que venham indicar a suposta prática de crimes eleitorais serão, oportunamente e ao final da análise de toda a documentação apreendida, enviadas ao Ministério Público Eleitoral competente;
Que bom! Então a lei será cumprida, não?

7) Por esta razão, e em defesa incondicional da legalidade e constitucionalidade que sempre norteou as ações do Ministério Público Federal, manifesto nossa inteira credibilidade na Justiça, em todos os seus níveis - inobstantes questionamentos judiciais manifestados no decorrer das investigações - ações estas que estiveram e continuarão pautadas na sua serena, legítima e independente busca pela verdade real e pelo seu integral compartilhamento com as autoridades responsáveis pela condução e eventual revisão da investigação, com vistas à sua à (SIC) detalhada e suficiente conclusão.
São Paulo, 31 de março de 2009
KAREN LOUISE JEANETTE KAHN
Procuradora da República


Pois é... Por que a procuradora Karen Louise Jeanette Kahn não deixou, então, que as coisas seguissem seu curso, como ela diz fazer? Ela está certa de que cumpriu o seu papel? Deveria, então, ter deixado a desembargadora Cecília Mello cumprir o dela, não é? Ou agora cabe ao Tribunal Regional Federal e ao STF, criticados por Karen, emitir também suas respectivas notas? Daqui a pouco, questões judiciais no Brasil viram um Big Brother: “Se você quer eliminar a decisão do MP, ligue para X; para eliminar a do TRF, ligue para Y...”
Karen não vai concordar, eu sei. Mas fez a sua nota numa má hora. Já há gente demais querendo ser estrela do noticiário, quando deveria estar a exercer um papel apenas técnico, agindo no estrito cumprimento das leis e da Constituição. Espero que essa gente descubra a tempo que todo esse carnaval não serve para prender bandido. Ao contrário: carnavaliza-se o processo judicial e, no fim, só a Justiça dança.


Entrevista
Karen está hiperativa. Concedeu também uma entrevista ao Estadão. E, lamento dizer, afirmou coisas que, infelizmente, subvertem o estado de direito no Brasil, a saber:

“Essa questão de viés político interessa para os alvos. Eu interpreto como uma estratégia para se esquivar da investigação. Quem não deve não teme, é isso. Tem o recibo de doação? Ótimo, então apresenta o recibo. O enfoque nessa questão de suposto envolvimento de partidos políticos em recebimentos ilegais de recursos também pode representar uma tentativa de tirar da primeira instância a competência sobre o caso.”

A frase “quem não deve não teme” é propria de ditaduras, onde só quem não deve costuma temer, diga-se de passagem. Isso não existe na democracia, lamento. Ademais, quem enfiou a política na jogada não foram os acusados, certo?, mas os acusadores. Quanto à questão do recibo, o que isso quer dizer? Quem acusa não precisa provar a culpa, e o acusado que prove a inocência? É assim que funciona? Por fim, há a mãe de todos os desatinos: a hipótese conspiratória.


Por Reinaldo Azevedo


Comentário meu: Eis aí mais um exemplo do que as faculdades de direito formam neçepaiz. Formam militantes da causa esquerdista, carentes de bom senso, lógica e onde o legítimo sobrepõe-se ao legal. As favas o que diz a Lei. Se eles não gostam, concordam ou elas não lhes atendem as necessidades, aí eles buscam no direito alternativo(aquele achado na rua, no lixo marxista ou em qualquer lugar que não o Direito Romano) os argumentos que sustentem a tese da sua causa. E qual é a causa? O movimento revolucionário, ora essa! A moda hoje no Brasil petralha chama-se REVOLUÇÃO SOCIAL!
Essa é a bandeira do estandarte dos que defendem o MENSALÃO, O CAIXA 2, digo, valores não contabilizados como diria o nobre Delúbio Soares, os MOVIMENTOS SOCIAIS, a demonização da direita, da Polícia, do Judiciário, enfim, qualquer coisa que ponha em cheque os pilares institucionais de nossa democracia.
Ai...ai...venha 31 de março, venha...mas você está tão longe...





PROFISSÃO PERIGO: SER EMPRESÁRIO NO BRASIL PETRALHA

“ESTADÃO” A SOLDO DO PT

Pouco a pouco se instala no Brasil o terror policial contra a plutocracia nacional. A esquerda, na marcha da sua revolução pela via de Antonio Gramsci, aparelhou a tal ponto os órgãos do Estado que o terror policial passou a ser tolerado como normalidade. O terror já faz parte da paisagem cotidiana, é manchete diária dos jornais.
Vimos o caso esdrúxulo da proprietária da loja Daslu ser condenada à inacreditável pena de 94 anos de prisão, que nem mesmo homicidas hediondos matadores de pais e de criancinhas receberam por seus crimes. A senhora Eliana Maria Tranchesi cometeu o “crime” mais bárbaro na ótica dos revolucionários, o de ter enriquecido por seus próprios méritos, por seu próprio empreendedorismo. Não vimos uma única palavra no jornal “Estadão” contra esse abuso judicial, que começou muito antes, pela formatação do sistema legal espúrio, tipificando crimes que não deveriam existir enquanto tal. E pelas escutas telefônicas “legais” (um abuso policial totalitário). Eis o desfecho justiceiro da Justiça tornada revolucionária.
O mesmo caso vimos quando do episódio da prisão de Daniel Dantas. O aparelhamento das forças policiais federais contra empresários enquanto tal e, em especial, contra aqueles ligados aos grupos políticos tidos por inimigos tornou-se rotina. Ser empresário no Brasil hoje se tornou algo muito perigoso. Como o Estado é o grande cliente da maior parte das grandes empresas, elas têm que vender para ele de qualquer forma. E vender para o Estado é se submeter às máfias esquerdistas que o controlam e cobram propinas, como toda a gente sabe e ficou muito claro por ocasião da CPI dos Correios e no depoimento do ex-deputado Roberto Jefferson. E fazer negócios com esses mafiosos significa o risco de que eles mesmos usem a lei (moldada por eles mesmos), a polícia e a Justiça a qualquer momento, ao seu bel prazer, contra os fornecedores do Estado e contra qualquer um que se ponha no seu caminho.
É a lei positiva utilizada como guilhotina contra as pessoas de bem, que não têm como escapar às armadilhas. Essa gente precisa ter uma vida produtiva e vida produtiva exige vender ao Estado. A situação lembra muito aquilo que aconteceu na Alemanha de Hitler. Quem não virou vassalo dos governantes nazistas foi simplesmente destruído, seja economicamente, seja moralmente. Muitos foram parar na prisão em face da inexorável lei injusta. O filme A LISTA DE SCHINDLER é uma crônica memorável desse momento funesto da História. Outro filme sobre a falsa Justiça sob revolucionários é o formidável UMA MULHER CONTRA HITLER. A lei praticando e suportando a mais hedionda injustiça.
Escrevo essa nota, caro leitor, para apontar a má fé do “Estadão”, jornal posto a serviço do Planalto, como de resto toda a mídia. O caso dos grampos envolvendo o Grupo Camargo Correa, um dos gigantes da construção civil no Brasil, foi tão escandaloso que assustou a plutocracia nacional, tanto que mandaram plantar uma manchete “solidária” aos companheiros plutocratas:. “Operação assusta o Planalto”. Uma mentira escandalosa. Alguém imagina o Planalto assustado com os frutos de suas ações? O conteúdo da matéria não poderia ser mais ridículo, posto em negrito no alto da capa do jornal: “O advogado Marcio Thomaz Bastos, ex-ministro e conselheiro do presidente Lula, atendeu a solicitação do Palácio do Planalto e foi contratado pela Camargo Correa”. Ora, Lula agora escolhe os advogados das vítimas? Será isso um antídoto contra o totalitarismo em marcha? Deus nos acuda. Só um imbecil para engolir uma notícia dessas.
Vemos aqui o exemplo clássico da desinformação, da mentira pura e simples transformada em nota soporífera objetivando tranqüilizar a opinião pública. Fique atento, caro leitor. Esse movimento contra a Camargo Correa na verdade é um movimento ligado à sucessão de 2010. Um aviso do PT aos financiadores de campanha. Quem não estiver com eles estará contra eles. O PT não vai entregar o poder de bandeja, isso eu tenho escrito desde sempre. Será que elegerão a Dilma fazendo morrer de medo os financiadores da oposição? Estaremos diante do grande lance do PT para transformar a ex-guerrilheira Dilma na futura presidente? Penso que sim.
Primeiro vieram e pegaram o Daniel Dantes. Depois a Eliana Tranchesi (que deu emprego para a filha do Geraldo Alckmin, diga-se, e por isso tornou-se alvo dos revolucionários). Agora os diretores da Camargo Correa. Quem serão os próximos? Quando empastelarão o “Estadão”?
Meu caro leitor, essa gente que está indo para as masmorras, como Daniel Dantas e Eliana Tranchesi, merece ir por causa não dos alegados crimes impingidos pela arapongagem. Eles na verdade cometeram outros dois crimes que não estão tipificados no Código Penal: covardia diante dos inimigos de classe (e da civilização) quando eles começaram sua escalada ao poder e apoio político e financeiro aos seus algozes, uma vez no poder. Por isso merecem o castigo e muito mais. Não me causam nenhum sentimento de pena, mas de repulsa moral.

Fonte desse artigo: http://www.nivaldocordeiro.net

A VELHA TÁTICA BOLCHEVIQUE



MST E A TRANSIÇÃO SOCIALISTA
por Ipojuca Pontes
Ao contrário do que se deixa entrever, o farto apoio e a ampla cobertura econômica, política, moral e institucional que o governo Lula presta ao MST não são fatos aleatórios: eles fazem parte do projeto de “transição para o socialismo” arquitetado pelo Foro de São Paulo, entidade representativa de organizações esquerdistas transnacionais, fundada pelo próprio Lula e Fidel Castro, em 1990, com o objetivo de articular a “retomada na América Latina do que foi perdido no Leste Europeu”. (Quem por ventura duvidar do aqui exposto, basta entrar no site do PT e consultar as atas oficiais da referida entidade – se, estrategicamente, não as retiraram do ar, é claro).

À época, o dito Foro congregava em reunião na capital paulista cerca de 300 organizações de esquerda (entre elas, o PT, as Farc e a Igreja da Teologia da Libertação, “mãe espiritual” do MST). O próprio Fidel Castro, em pessoa, durante a posse de Collor de Mello, tramou com o ex-metalúrgico o avanço estratégico das forças comunistas (radicais ou não) em toda América Latina, a começar pelo campo.

A maneira ambígua de como o governo Lula trata o Movimento dos Sem Terra (MST), braço armado do projeto FSP, é também atitude premeditada: sem retoques, ela reedita a plena execução da velha tática bolchevique do “morde e sopra”, adotada contra o governo Kerenski no golpe pela completa tomada do poder, na Rússia, em 1917.

Assim, quando o “comissário” Tarso Genro, ministro da Justiça, considera que os quatro assassinatos cometidos em duas fazendas no interior de Pernambuco pelos líderes do MST, não passa de ação “arrojada”, e o presidente Lula, em contraposição, diz que, diante das mortes, “a afirmação de legitima defesa” alegada pelo movimento revolucionário é simplesmente “inaceitável” - não há aí nenhuma contradição: tudo se encadeia no jogo de cena para se estabelecer o caos e confundir a opinião pública. Quem é do ramo, sabe.

Imaginemos a seguinte situação: um grupo de sujeitos tidos como de “direita”, pertencente a um hipotético Movimento dos Sem Dinheiro (MSD), ganha passagens do erário público, viaja à Brasília e adentra o Ministério da Justiça. Lá, uma vez no gabinete ministerial, um dos membros do grupo dá uns bofetões na cara de Tarso Genro e toma a sua carteira.

Enquanto ocorre a agressão, em outro ministério, o da Fazenda, Guido Mantega, eufórico, libera polpudas verbas para o Movimento dos Sem Dinheiro, via ONGs e associações “legais” – visto que, tal como o MST, o MSD não tem personalidade jurídica e nem pode receber recursos diretos do governo.

Pergunta-se: como reagiria o comissário Tarso Genro diante de tais acontecimentos? Diria que tudo não passa de atitude mais “arrojada” de um bando de pobres excluídos? Ou de tratar-se tão somente da necessária mobilização de “segmento da sociedade” empenhado em restabelecer justiça social?

Qualquer analista consciente sabe que a reforma agrária nunca foi o objetivo do MST. De fato, muito além de mero pretexto para espoliar (com voracidade) os cofres públicos, o espetáculo sangrento das invasões de terras tem por meta primordial destruir a propriedade privada, cerne do capitalismo. Assim, desde sempre, seguindo programa traçado pelo Foro de São Paulo, o que pretende João Pedro Stedile, líder do terror vermelho, é, como ele próprio confessa, confrontar o agronegócio, os transgênicos e o reflorestamento – para não falar nos bancos e nas empresas estrangeiras atuantes no País.

No entanto, um dado escandaloso se abate sobre o fenômeno: ao se reportar à ação criminosa do exército paramilitar do MST, a mídia brasileira, na sua quase totalidade, procurando esconder da opinião pública o óbvio ululante nunca revela ao leitor o que se opera por trás das sucessivas invasões. Para ela, segundo se depreende da opinião dos seus editoriais, o avanço da programada violência rural pelas tropas do MST, a demonstrar a clara ameaça de comunistização do País, não passa de soma de acidentes isolados, ainda que nocivos, sem vínculos com a vontade de um governo que – opina - apenas concilia “alianças políticas e ideológicas ecléticas”.

Tomemos, por exemplo, a leitura do editorial do “O Globo”, na sua edição de 03/03/09. Nele, por questão de afinidade ideológica, o jornal prefere encarar o avançado processo de transição para o socialismo, detonado primordialmente pela ação das esquerdas dentro da máquina do Estado, como simples questão de “má interpretação” do presidente engajado.

Neste andamento, depois de chamar a atenção para o contraditório depoimento de Lula sobre o assassinato dos quatro seguranças, em que o mandatário a um só tempo elogia e crítica a ação do MST, o jornal pondera em tom de alvíssaras que o ex-metalúrgico “pelo menos fez aquilo que os ministros - Tarso Genro, da Justiça; e Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário – deveriam ter feito, e de forma enfática” . Isto é, “O Globo” livra a cara de Lula pelo que ele considera “inaceitável”, mas não traduz em ação: ou seja, suspender a doação do dinheiro público e mandar processar e combater o bando paramilitar com os rigores da lei e da força da Polícia Federal.

No mesmo editorial, avaliando o repasse de verbas para o braço armado do processo revolucionária em andamento, “O Globo” observa, cheio de pudores: “Não surpreende, mas assusta, que Guilherme Cassel e Dilma Rousseff defendam, priori, a legalidade dos repasses, sem que haja uma investigação séria e isenta dos destino dos milhões liberados para entidades usadas como laranjas pelo MST”.

Muito sonoro e ponderado, já se vê, mas por que “O Globo” não denuncia à opinião pública o projeto maquiavélico do Foro de São Paulo, a programar periodicamente metas da violência revolucionária no campo e, de forma camuflada, dentro do próprio aparelho do Estado, tomado ministerialmente pelos seus filiados?

Por muito menos Roberto Marinho, em 1964, consciente do perigo, combateu firmemente o desgoverno Jango, cem vezes menos ameaçador do que o levado adiante hoje por Lula da Silva, o manhoso criador (ao lado de Fidel Castro) do Foro totalitário.

Fonte desse artigo: http://www.diegocasagrande.com.br

MST E O IDEAL BURGUÊS RENTISTA



Fora MST!

Por João Mellão Neto (*)


Nos meados da década de 80, quando o MST ainda se esboçava, ocorreu uma invasão. Uma entre centenas, dirão. Pois é, mas essa eu tive a oportunidade de acompanhar. Estava iniciando como jornalista e buscava conhecer em detalhes todos os temas palpitantes da época. Reforma agrária era um deles.
Como se dizia, o esbulho aconteceu. E logo depois a área foi desapropriada. Passaram-se alguns meses e aqueles quase 3 mil hectares foram entregues aos tais trabalhadores sem-terra. Um político de esquerda da região não perdeu a oportunidade. Com um grande alicate, compareceu ao local e, perante uma plateia atenta, solenemente cortou a cerca de arame farpado da fazenda. "Neste momento", declarou, "entrego estas terras ao povo brasileiro".
O "povo brasileiro" não se interessou em tomar posse de imediato. Para tanto era necessário que alguém fosse lá demarcar os lotes e sortear quem seriam os proprietários de cada um. Esse processo demandou uns 20 meses, mas ninguém se esquentou. Sem a menor cerimônia, os briosos manifestantes montaram acampamento à beira da cidadezinha mais próxima e, a partir de então, munidos de cupons para alimentação, fornecidos pelo governo federal, tornaram-se consumidores urbanos.
Quando os lotes ficaram prontos, ocorreu um fato que em nada contribuía para o sucesso da causa agrária. Os felizes contemplados não se mostraram dispostos a trocar a doce vida urbana que tinham pelas agruras da condição de novos proprietários rurais. Pudera, os lotes não tinham água nem luz. Os cupons para alimentação deixariam de ser fornecidos tão logo se configurasse a posse. Ninguém ali estava a fim de se tornar herói.
Com muito custo o assentamento se configurou. Após a posse, voltaram todos para a cidade e passaram a reivindicar, novamente, o fornecimento de água, luz e comida.
Dez anos depois, a situação era a seguinte: quatro ou cinco famílias se aventuraram a mudar para seus lotes e lá viviam em condições precárias. Mais de 20 trataram de vender os seus direitos de posse e seus lotes passaram por inúmeros donos. Especulação imobiliária da pior espécie, algo absolutamente condenável pelos ideólogos esquerdistas que chefiavam o movimento.
A maioria agiu de forma ainda pior. Como havia uma usina de álcool nas redondezas, trataram todos de arrendar seus lotes a ela e continuaram a viver na cidade. Tornaram-se, com isso, burgueses rentistas. E isso era deplorável e intolerável.
No Brasil inteiro situações como essa se repetiram e nada foi mostrado à opinião pública. Os padres e organizadores dos movimentos eram todos socialistas, mas os invasores, curiosamente, não. Entregavam-se a práticas capitalistas as mais comezinhas e mesquinhas tão logo lhes surgisse uma oportunidade.
Paciência. Estava patente, para os ideólogos, que o povo brasileiro, em geral, era tacanho. Não tinha a largueza de visão e o desprendimento necessários para a condução de uma revolução vitoriosa. Essa tarefa, então, como sempre, teria de ficar por conta das vanguardas - as camadas mais instruídas e esclarecidas dos movimentos. E essas, na época, eram compostas pelos padres e intelectuais.
Foi dessa forma, ideologicamente cambaleante, que nasceram os movimentos agrários. Agora eles são muito mais organizados, lograram se estabelecer. E o dinheiro para tanto? Ora, obviamente vem do Estado. E este, assim, segundo as tais vanguardas, cumpre uma de suas funções mais básicas e edificantes: está subsidiando a reforma agrária. E não pode existir uma destinação de verbas mais nobre e meritória.
Os contribuintes não concordam. Foi-se o tempo em que a opinião pública se embevecia com a causa fundiária. Hoje em dia todos acompanham, contrariados, o noticiário que reporta o desperdício de recursos em tudo o que diz respeito ao tema.
Até mesmo a razão de ser dos movimentos sociais do campo deixou de existir. A causa original, todos se recordam, era o combate aos latifúndios improdutivos. Pois bem, esses não existem mais. Quem tinha terra, e não produzia, tratou de vendê-la para quem o fazia.
Adotou-se então a tese de que a função dos movimentos era a de combater as grandes plantações feitas com sementes geneticamente modificadas. Não colou. Ninguém se comoveu com a causa.
O inimigo, agora, é o agronegócio. Havia pudores no passado quanto a se atacar propriedades reconhecidamente produtivas. Agora não há mais. Não se discute mais a questão da produtividade da terra, mas sim a que essa produtividade serve.
Segundo esta ótica obtusa, 100 hectares de terra nas mãos de um microproprietário rural - mesmo que esse alcance patamares medíocres de produção - cumprem melhor a sua função social do que o mesmo quinhão de terra pertencendo a uma grande usina de açúcar ou a uma fábrica de papel e celulose.
Essa nova razão de ser dos movimentos "sem-terra" seria digna de debate não fosse ela a quinta ou a sexta evocada pelos seus líderes para justificarem a sua existência. Eles se dispõem até mesmo a contrariar os mais óbvios interesses nacionais, ajudando o novo governo populista do Paraguai a expulsar os fazendeiros brasileiros de lá.
Os padres e intelectuais socialistas que no passado recente ainda podiam dizer-se idealistas, tornaram-se todos velhacos e parasitas. Apelam, agora, para qualquer nova bandeira que mantenha os movimentos que dirigem existindo. Para, assim, continuar recebendo preciosas verbas do governo.
Moral da história: sem-terra, que nada! Não passam de uns sem-vergonha que vivem à nossa custa e desperdiçam o nosso dinheiro. Não precisamos mais dessa gente. Tchau! Fora! Abaixo o MST!
Que não fiquem por aí por falta de despedida. Adeus!

(*) João Mellão Neto, jornalista, deputado estadual, foi deputado federal, secretário e ministro de Estado

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090313/not_imp338157,0.php


Comentário meu: Apesar da fonte citada acima esse artigo eu copiei do site Brasil Acima de Tudo

RESPONSABILIDADE SOCIAL



DESABAFO DE UM EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO


Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo , Estado do Rio Grande do Sul.

Eis o seu desabafo:

"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em educação é contra a lei .

Vocês não acreditam?

Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.

Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.

Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.

Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.

Este ano, um fiscal do INSS visitou a empresa e entendeu que educação é salário indireto.

Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.

Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?

Eu acho que não.

Por isso recorri à Justiça.

Não é pelo valor, é porque acho essa tributação um atentado.

Estou revoltado.

Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.

O Estado brasileiro está falido.

Mais da metade das crianças que iniciam a 1 ª série não conclui o ciclo básico.

A Constituição diz que educação é direito do cidadão e dever do Estado.

E quem é o Estado?

Somos todos nós.

Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.

Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.

Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se a moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.

Não temos mais tempo a perder.

As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.

A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.

Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.

Vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.

Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.

Completei o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.

Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer.

Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.

Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.

A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos

funcionários já estão chegando à Universidade.

O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.

Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe.

Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...

E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade.

O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na Geremia.

No mínimo, ele trabalhará mais feliz.

Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.

Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.

Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado duas Mercedes.

Teria mandado dinheiro para fora do país e não estaria me incomodando com leis absurdas .

Mas não consigo fazer isso.

Sou um teimoso.

No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.

Quem vai fazer no seu lugar?

Até agora, tem sido a iniciativa privada.

Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.

As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.

Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.

Não é o meu objetivo.

Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas.

Eu sou mesmo teimoso."

Silvino Geremia

Diretor Presidente.


Fonte: http://o-mascate.blogspot.com

A FACE OCULTA DO MST




O QUE FALTA PARA QUE O MST SEJA RECONHECIDO COMO UMA ORGANIZAÇÃO PARAMILITAR?
por Klauber Pires
Reza a nossa Constituição, em seu art. 5º, inciso XVII: “- é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”. Pois, a pergunta que não quer calar é clara e eloqüente, e não deixa margem a interpretações metafóricas: O que falta para que o Poder Judiciário dissolva o MST por se revestir como uma associação de caráter paramilitar?

Será a falta de armamento? Sempre quando instados a responder pelos milhares de facões (terçados) e foices e vá lá, uma ou outra enxada, os líderes do MST vêm com esta: “- são os nossos instrumentos de trabalho”. Eu, pelo menos, não tenho nenhuma dúvida de que eles dizem a mais absoluta verdade: afinal, são os instrumentos com os quais eles decapitam seus inimigos, derrubam cercas, carneiam gado alheio, juntam galhos secos para incendiar as benfeitorias e controlam a entrada e saída dos seus territórios conquistados com mais rigor do que qualquer posto alfandegário.

Será a falta de uniformes? Quem não conhece o uniforme do MST? Calça e camisa vermelha e boné padronizado com o símbolo do movimento. Eles possuem também tendas padronizadas, e todo o aparato logístico de um exército em campanha.

Será a atitude dispersa dos seus membros, a falta de disciplina e hierarquia? Quem não viu esta gente marchar em organizadíssima fila indiana? Quem ainda não os viu em rigorosa formação, a ponto de corar os Dragões da República? Quem ainda não soube o que acontece aos integrantes que ousam desobedecer às ordens de seus líderes?

Será a ausência de uma ideologia, de símbolos e de ritos? Então não pregam abertamente o socialismo como meta de tomada de poder? Então não cultivam seus heróis, Che Guevara, Fidel, Mao e até a Dorothy Stang? Então não entoam seus hinos nas suas marchas e nas academias militares, tais como a escola Florestan Fernandes? Então não possuem sua própria bandeira?

Será a falta de ações típicas de combate? Quem ainda não conhece as suas táticas de guerra de guerrilha, quando resistem às polícias militares que vêm dar cumprimento às reintegrações de posse? Neste caso, ouçamos o que diz o Deputado Federal Raul Jungmann ao Estado de São Paulo: “-Sim, durante o governo de Fernando Henrique, o Amorim depredou em mais de uma ocasião a sede do Incra no Estado. Também esteve à frente de uma ação que terminou com um carro do Incra incendiado. Ele chegou a invadir e atacar um navio com coquetéis molotov, para protestar contra o embarque de grãos transgênicos. Para mim são sinais claro de quem cultiva o estilo militarista, brigadista. Quem for à fazenda que ele transformou em sede de operações, na região de Caruaru, verá que se parece com um bunker, com suas paredes decoradas com fotos do guerrilheiro Che Guevara. Ele (Jaime Amorim, líder do MST em Pernambuco) trabalha protegido por vários postos de controle de entrada e saída de pessoas, rodeado por gente armada.”(Extraído do blog do jornalista Reinaldo Azevedo, em 05 de março de 2009).

O que falta para entender que o MST já demonstrou que pode ocupar, a uma só ordem, todas as principais rodovias, ferrovias, usinas hidrelétricas e qualquer outra instalação que julguem estratégicas para uma pronta dominação territorial militar?

Falta um sistema de informações? Pois o MST possui seu próprio serviço de Inteligência, a Inteligência do Movimento (INTEMO), que tem por objetivo obter dados sobre quaisquer pessoas ou organizações que afetem os interesses do MST. (MAIER, Félix. Annus Gramscii. 17/03/2002. Acesso em 05/03/2009. Disponível em http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0135.htm).

Falta uma logística? Pois o MST, além de viver com grossos repasses por parte do governo federal, também conta com o patrocínio dos governos estaduais e municipais por onde chega com as suas caravanas, isto sem contar com a Igreja Católica e com inúmeras organizações estrangeiras.

Numa etapa que podemos chamar de plano superior, em que o MST já abertamente assassina pessoas e os chama de “aquilo”, e é defendido descaradamente pelo ministro da Justiça Tarso Genro, que defende ser isto apenas a realização de uma ação mais arrojada, somente a cumplicidade ou a covardia de quem tem por dever pôr um ponto final a isto podem explicar tal notório silêncio.

Aos doutos senhores e doutas senhoras dos Ministérios Públicos e do Poder Judiciário, que devem zelar pela justiça, pela ordem e pela democracia, creio que não tenho como ser mais óbvio. Se a fala do Excelentíssimo Sr. Presidente do STF e do CNA, Gilmar Mendes, não for compreendida como um especial momento histórico, a nossa civilização estará irremediavelmente perdida.

A todo homem e mulher de bem, que deseja trabalhar em paz e segurança e deixar para os seus filhos um país digno de se viver, furtar-se neste momento a expressar a sua indignação é amaziar-se com o crime, a violência e a revolução socialista. Por favor, imprimam este artigo e o leiam para seus amigos e amigas. Escrevam notas conjuntas nos jornais, mesmo nos classificados - é baratinho. Aos empresários, tanto do setor rural como do industrial e lojista, é hora de arregaçar as mangas. Parem, por favor, com tanta inércia! Arranjem fundos e organizem campanhas com esta idéia. Vocês são tão criativos na hora de defender seus produtos! Pois sejam um pouquinho nesta hora de defender as suas propriedades e até as suas vidas! A cada blogueiro solicito gentilmente divulgar esta nota como forma de nos unirmos em pensamento. Vale, claro, também, que todos usem de suas próprias palavras, mas que o façam como uma pauta permanente, para que a idéia ganhe força. Somente o claro repúdio da sociedade a este movimento terrorista será capaz de mobilizar as autoridades, colocar os bandidos na cadeia e dar alguma orientação a milhares de pessoas humildes que, por falta de opções ou fraqueza de caráter aceitam participar de tão horrível causa.

Fonte desse artigo: http://libertatum.blogspot.com
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