Tuesday, November 22, 2011 2:24:50 PM
Hitler fugiu para Argentina em vez de se suicidar, retoma livro
Se um turista pedir, em Córdoba, recomendações sobre Mar Chiquita, uma lagoa de sal localizada ao norte dessa província argentina, é provável que ouça a desconcertante dica: "Conheça o Hotel Viena, que Hitler e Eva Braun visitavam depois da Segunda Guerra".
Mas Hitler e a mulher não se suicidaram num "bunker" em Berlim no dia 30 de abril de 1945? É o que dizem os livros de história.
Em alguns lugares da Argentina, é comum encontrar moradores que contam histórias do casal nazista levando uma tranquila vida no então remoto sul do hemisfério.
Em "The Grey Wolf - The Escape of Adolf Hitler" (o lobo cinza - a fuga de Adolf Hitler), livro que acaba de ser lançado no Reino Unido, os britânicos Gerrard Williams e Simon Dunstan sustentam que Hitler escapou do "bunker" três dias antes de seu suposto suicídio.
Então, voou para a Dinamarca e para a Espanha, e foi embarcado, com ajuda do general Franco, num submarino com destino à Argentina.
"O piloto que os tirou de Berlim, Peter Baumgart, foi internado numa clínica psiquiátrica depois de contar a história", disse Williams à Folha, por telefone.
Hitler teria se instalado em mais de uma residência na Patagônia, com Eva e duas filhas. Viveria mais 17 anos, e teria morrido no dia 13 de fevereiro de 1962, aos 72.
"É horrível pensar que o homem mais cruel que já existiu não pagou por seus crimes e viveu até avançada idade. Mas já passou muito tempo, existem muitos indícios e precisamos encarar essa possibilidade como real", disse o autor.
Williams trabalhou para a agência Reuters e para a BBC. Agora, dirige o filme "Grey Wolf", que estreia no Reino Unido no ano que vem.
A fuga teria sido articulada por Martin Bormann, da cúpula do poder nazista, que também teria escapado para a América do Sul.
A negociação, sustentam os pesquisadores, contou com a anuência dos EUA, que deixaram os nazistas fugirem em troca de informações sobre tecnologia de guerra.
Bormann teria manejado também a fortuna que foi entregue a governos latino-americanos para que abrigassem os nazistas.
A dupla parte do princípio de que não há provas conclusivas de que Hitler morreu no "bunker".
Associated Press
Hitler teria se refugiado na Patagônia argentina ao invés de se suicidar no "bunker" de Berlim
Em 2009, descobriu-se, por meio de um exame de DNA, que o famoso pedaço de crânio com uma marca de bala em poder dos russos, na verdade, pertenceu a uma mulher, e não a Hitler.
Williams e Dunstan reuniram ainda depoimentos de pessoas que dizem ter visto o Führer ou trabalhado para ele na Patagônia.
Foi comum a acolhida da Argentina, assim como a do Brasil e do Paraguai, a nazistas que deixaram a Alemanha depois da derrota na Segunda Guerra.
Josef Mengele, Adolf Eichmann, Klaus Barbie e Erich Priebke são alguns dos que se refugiaram na América do Sul. Em "A Verdadeira Odessa" (Record), o historiador Uki Goñi conta como Juan Domingo Perón facilitou a vinda dos criminosos.
Goñi, porém, não crê na fuga de Hitler. "Há evidências de que morreu no 'bunker'. Os depoimentos sobre sua presença na Argentina são parte de uma lenda local, mas faltam provas", disse.
Williams e Dunstan têm a seu favor o testemunho do líder soviético Josef Stálin (1878-1953), que dizia após a guerra não acreditar na morte de Hitler. Também o então presidente norte-americano Eisenhower (1890-1969) apontou a falta de provas de seu suicídio.
EXÍLIO
A teoria da fuga do Führer não é nova. Os autores britânicos mesmo apoiaram parte de sua pesquisa no trabalho do historiador argentino Abel Basti, o maior defensor da hipótese do exílio de Hitler e autor de livros sobre o assunto, como "El Exílio de Hitler" (ed. Sudamericana).
Basti e Williams trabalharam juntos, mas se desentenderam. "Eles usaram material meu", diz Basti, que ameaça processar os britânicos. Williams defende-se dizendo que nem toda informação de Basti era confiável, e por isso rompeu com ele. Manteve, porém, o nome do argentino nos créditos.
Agora, Basti investiga as viagens de Hitler por aqui. "Havia conexão entre os nazistas que estavam na Argentina com os que estavam no Paraguai e no Brasil."
Mas Hitler teria estado no Brasil? Basti faz cara de mistério e responde, sorrindo: "Você já ouviu falar na praia do Cassino, no Rio Grande do Sul? Então, espere eu avançar um pouco mais."
"GREY WOLF - THE ESCAPE OF ADOLF HITLER"
AUTORES Simon Dunstan e Gerrard Williams
LANÇAMENTO Sterling (importado)
QUANTO R$ 23 (352 págs), mais taxas, na Amazon.com
Thursday, December 30, 2010 11:11:09 AM
Hipócrita, sacripanta e mentiroso é quem me disser que nunca pensou no assunto. Pois eu já pensei e fiz, inúmeras vezes, com e sem a minha mulher partipando da coisa toda. E posso garantir que é muito bom e faz um bem danado para a saúde.
Tivemos uma surubinha doméstica com uma moça chamada Tereza, por exemplo, que foi boa demais.Fiz uma fotos, mas infelizmente sumiram dentro deste moloch que é o computador. Se um dia eu achá-las novamente, mando para vocês.
Tive a Ellen, a Jum1, a Jum2, a Irene e suas risadas, uma quantidade de gente. Gastei uma grana, mas valeu cada centavo.
E gosto da coisa toda. Portanto, fica a questão em aberto: quem quiser uma surubinha, estamos às ordens.
Mas penso que isto é genético e gosto desde garoto. Já fiz umas coisas nos Estados Unidos, no Iraque, na França, na Itália...Sempre gostei. Aqui em BH já tive um caso complicado, mas este quase me levou à loucura, com a Regininha, a Cíntia e suas irmãs. E amigas de trabalho, como a Zélia, linda morena. A Cíntia era muito ciumenta e isto atrapalha em uma suruba.
Acho que vou escrever o Manual da Orgia para que os iniciantes não se percam nas ondas da coisa.
Wednesday, December 29, 2010 6:32:31 PM
A INTERMINÁVEL SAGA DOS ROMANOFF
Assisti na National Geographic a mais um capítulo da aparentemente interminável saga da família Romanoff da Rússia, Ouvi o príncipe Michel Romanoff afirmar que seu tio avô Alexei e sua tua avó Anastasia não estão mesmo enterrados junto aos demais e que bem pode que eles não tenham morrido naquela noite em Ekaterinburg.
E fico pensando naqueles dois garotos, perdidos na selva da Sibéria, Que horror!
Isto depois de verem os país e irmãs assassinados a sangue frio e ainda são abrigados a vagarem pelo mato. É realmente ua história de horror.
Lembro-me que na fazenda do Bicudo, do meu bisavô, Conde Raoul de Caux, havia um capinador cheio de sonhos chamado Alexandre, que a gente conhecia por “seu” Alexandre e que dizia que era russo. Vivia se tratando com os médicos e meu bisavô pagou-lhe um tratamento pois seu Alexandre era hemofílico. Isto era o que corria.
“Sêu” Alexandre vivia contando a história da sua família para nós, mas éramos instruídos a ouvi-lo com atenção mas sem acreditar.Hoje penso que é bem possível que aquele homem solitário e muito digno, com profundos olhos azuis era mesmo o Czarovitch Alexandre Romanoff.
Wednesday, December 29, 2010 10:18:10 AM
UM DESASTRE QUASE COMPLETO
Para o camarada Yuri Dmitchsenko Andreiev, o fim da União Soviética foi um desastre completo,
Afinal, membro do Partido dede 1950, cabia a ele a honrosa tarefa e cuidar da múmia de Lenin, exposta ao público em faustoso ataúde e da múmia de Stalin, o genial condutor dos povos, mas cuja múmia, encerrada nas paredes do Kremlin não possuía a mesma fama.
Mas estes assuntos não preocupavam o camarada Yuri, número 123456 na carteinha do partido. Cumpridor de seus deveres, uma vez por mês fazia o que lhe cabia: banhar o camarada Lênin, trocar seu terno, fazer sua barba e aparar as unhas, pois a barba e as unhas de um mito crescem mesmo depois da morte. Coube também ao camarada Yuri alertar seus superiores de que a múmia estava doente em 1988, com sintomas preocupantes de degradação. Vários médicos foram chamados e salvou-se o ícone. O camarada Yuri ganhou até uma medalha.
Mas logo agora que ele pensava em se aposentar e passar o trabalho para seu filho, que nada havia feito na vida senão acompanhar seus passos, eis que Gorbatchev e aquele borracho do Ieltsin acabaram com a velha mãe Russa e ele, da noite para o dia, viu-se sem emprego e na rua da amargura.
Suas esperanças foram por água abaixo quando o Kremlin anunciou que a múmia seria cuidada por um funcionário concursado. O camarada Yuri, número 123456 declarou em altos brados, depois de bem calibrado por umas vodkas a mais que o tal funcionário não saberia cuidar de Lênin como ele, que conhecia bem as artimanhas da múmia, Quem lhe faria a barba com melhor atenção?
Sim, e quem lhe cortaria as unhas com mais desvelo?
O fato é que tais queixumes chegaram aos ouvidos de Putin, que, também ele saudoso dos velhos tempos mandou readmitir o velho herói, com aumento de salário e tudo e hoje, aos 87 anos, o camarada Yuri voltou a cuidar de Lênin.
E já está avisado: quem o sucederá será seu filho Ivan, que nada sabe da vida senão cortar as unhas de Lênin, o herói da família.
Quanto à múmia de Stalin, o ritual será o mesmo desde 1953: troca mensal de roupa. Apararamento dos bigodes, cortagem das unhas e tudo isto com um xingamento de doer os ouvidos.
Aliás, havia o plano de exporem também o Genial Condutor dos Povos Yassevili Stalin, mas o camarada Krushev acabou com esta idéia em 1956 contando ao mundo os crimes de Stalin no XX Congresso do Partido em Moscou.
Por isto, a múmia que já estava pronta foi guarda nas paredes internas do Kremlin e nunca ninguém mais falou nesta história de mumificarem fulano e beltrano,
Daí que hoje, todos os dias, dirigindo seu Lada, o camarada Yuri vai até a Praça Vermelha, mostra sua carteirinha aos guardas que sorriem para ele e vai cuidar de seu paciente ilustre. Ele leva sue estojinho com tesoura de fazer as unhas, seu aparelho Gilette Mach três, creme para a pele nívea e uma gravata nova.
Mas antes, ele reza uma Ave Maria para o Camarada Putin, outra para a alma de Lênin e vai muito compenetrado ao trabalho. Mas em sua bolsa leva também sua Stochkaia Vodka, que ninguém é de ferro, nem o camarada Yuri 123456.
Tuesday, December 28, 2010 8:16:16 PM
DEPOIS, FALAM QUE NÃO HÁ ORGAMOS. aQUI ESTÃO ALGUNS ENVIADOS POR UMA AMIGA. AO QUE PERECE ELA JÁ ESPERIMTOU TODOS. COMIGO AO TELEFONE FORAM INÚMEROS...
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Tuesday, December 28, 2010 6:46:52 PM
Ridícula Campanha esta da Fiat
Meu Amigo Aécio:
Ridículo Minas deixar a FIAT ir para Pernambuco. Mais ridículo ainda a campanha publicitária feita nas coxas, Quer saber?Vou escrever sobre o assunto e acho que você tem culpa no cartório, mais ainda que o mosca morta do Anastasia.
Seu amigo,
Robinson Damasceno
Pensei em escrever algo sobre o tema, já que ando até sonhando com o assunto. Fizeram uma campanha com o Milton Gonçalves, Milton Nascimento ( o que o Milton Nascimento tem a ver com o assunto?) , só para dizer que Minas achou ótimo que FIAT fosse na calada da noite para Pernambuco. E, como se não bastasse, ainda fizeram outra falando que Minas é o coração da FIAT!!!!!!!!! Não há uma discrepância aí não, Hein??
Papo furado. Minas foi traída, isto sim, foi uma facada nas costas do Estado, para agradar o Lula nos últimos dias do mandato do cara,
E aqui o Aécio e o Anastasia nada conseguiram fazer para impedir a coisa. Do Anastasia, uma mosca morta, era de se esperar, mas de você, Aécio???
E quem fez a campanha, uma merda de campanha? Quem assina esta desgrama? Milton Gonçalves com voz de múmia, Milton Nascimento cantando os sonhos não morrem com voz de quem já morreu, uma porcaria de A a Z?
Eu, como amigo, me sinto na obrigação de dizer que está tudo errado. A FIAT, como empresa, pode ir até para as ilhas Cayman. Mas o que se deu foi que não avisaram ao governo mineiro, que ficou chupando o papel de bala no escuro do cinema. Foi mais ou menos como aconteceu com a história da Mercedes Bens em Juiz de Fora, que veio produzir uma porqueira de carrinho aqui, um tal de Modelo Classe A, deu-se mal e para não ir embora passou a produzir veículos para exportação, chamados Tipo C, um carrão.
Os funcionários ficavam ali, fazendo os carros e nem podiam dirigir, pois iam todos para os Estados Unidos e para a Europa. Para não passar carão, faziam ainda uns carrinhos, algumas centenas, também para exportação.
Como prêmio de consolação, o governo mineiro passou a fabricar bombons Ferrero Rocher. E Eduardo Azeredo achando ótimo.
Está tudo errado. Os sonhos envelhecem, a FIAT traiu você, Aécio e lá se vão empregos e sei lá mais o que para Pernambuco. O compromisso da FIAT era com Minas. Ou não era?
Olha, quer saber: a FIAT devia levar era a turma que fez a campanha nas coxas para as praias pernambucanas. Um abraço e até mais. Os sonhos envelhecem, sim, e ficam com gosto de rato morto. O ridículo tem preço, você verá, Aécio, você também, Anastasia. Vocês pagarão caro por esta besteira.
Quanto ao Milton Nascimento, já deu para cansar ouvir sua voz cada vez mais cansada defendendo Minas, isto lá de Copacabana. E Milton Gonçalves, coitado, deixa ele defender o troco dele, O que não dá mais é enganar os mineiros, Levamos no rabo. Esta é a coisa toda, E sem vaselina. Até mais.
Friday, January 8, 2010 12:59:58 PM
A RIDÍCULA POLÊMICA DOS CAÇAS DA FAB
Robinson Damasceno dos Reis
robinsondamasceno@yahoo.com.br
Em 1997, o governo FHC deu início a um modesto programa de reequipamento da FAB, com uma concorrência internacional para a compra de 12 caças, no valor de U$ 700 milhões. Ao assumir o governo, Lula, em um acesso de odoriquismo cancelou tudo e disse que aquele dinheiro iria para o Programa Fome Zero.
Resultado: o tal Fome Zero nunca saiu do papel, a FAB continuou desarmada e o governo teve que voltar atrás, desta vez com o Programa FX-2, que prevê a compra de 36 aviões a um custo de U$60 milhões cada, aproximadamente.
Só que, em vez de ficar nas mãos da aeronáutica, o FX-2 caiu no colo dos políticos, que inoram solenemente o parecer técnico da FAB.
É uma tragicomédia e faz lembrar a Guerra em Liliputh,narrada por Gulliver. No livro, conta-se que os minúsculos habitantes estavam em luta para descobrir por onde abrir os avos, se na parte mais pontuda, se na mais rombuda.
Voltando na História, em 1953 o Brasil, que voava aviões da Segunda Guerra, precisava de jatos. Getúlio Vargas propôs à Inglaterra, que os tinha mas estava faminta, a troca de 66 aviões Gloster Meteor por sacas excedentes de café, o que permitiu à FAB formação de centenas de pilotos e mecânicos. Um desses pilotos foi nosso saudoso Osvaldo França Júnior, expulso da FAB por fazer parte do grupo que se recusou a bombardear o Palácio Piratini, onde Brizola ainda tentava resistir ao Golpe de 64.
Agora, é claro, a história é outra. A FAB quer e precisa dos aviões, já que voa hoje em jurássicos F-5, Mirages 2000, AMX subsônicos e Super Tucanos que, por mais funcionais e modernos que sejam, são turbo-hélices.
Enquanto isto, a Venezuela se entope de caças russos e nós continuamos com nossos calhambeques.
E o povo mais pensante já começa a murmurar que por trás desta moita tem o coelho de sempre, ou seja, o velho “por fora”.
A coisa está neste ponto: Lula quer os Rafale franceses, pois Sarkozy prometeu-lhe uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Os suecos têm um avião que jamais voou, mas que os técnicos da FAB querem de qualquer maneira. Os americanos apresentam um avião muito bom, o Super Hornet, mas que já atingiu o máximo de desenvolvimento e breve irão para os enormes estoques da USAF.
Enquanto isto, os pobres pilotos da FAB continuam a fazer sacrifícios supremos colocando no ar aviões velhos e canibalizados.
É hora de ter este assunto tratado com a seriedade e o profissionalismo que merece. É mito que De Gaulle tenha dito que o Brasil não é um país sério, mas, cá entre nós, acho que ele, do alto de seu narigão deveria tê-lo feito.
Um país maduro não pode tomar decisões como se fossem coisas de crianças. E crianças de Liliputh, ainda por cima.
Saturday, December 19, 2009 11:15:21 PM
ASSIM TE ESPERO
Assim te espero
como quem fica em vão
ou pensa no adeus assustado:
te espero, mesmo assim
sem angústia, medo ou langor:
mas espera, por tanto tempo e quedo
Assim te espero
como a chama à vela aguarda
como o vento as velas guardam:
sim, assim te espero
pois preciso
e porque quero
saber-te viva em mim,
mesmo inclusa, reticente
és bela e minha
quando me fala a emoção
EM TI SOMENTE
Penso em ti,
teu corpo amado
nessa noite companheira:
mas a noite
passa inteira
e nem ao mesmo te vejo.
Mas, penso em ti
de ti preciso
em meus sonhos,
fantasias,
em meu imenso desejo:
Estou só, porém.
São só meus
esses momentos
meus os silêncios
que passo inteiros
a pensar em ti,
Em ti somente eu penso.
Penso em ti, chego
a ouvir teus passos
E de chegada os quero
sempre e ainda,
um pouco mais te espero...
Mas não vens:
e, adivinho agora
enfim
Que não virás mais...
E, bêbadamente,
ainda assim
eu penso em ti,
em ti somente...
LUCA’S
Ah, essas faces cansadas...
de sapatos vermelhos
que sem rumo batem
nas vias, desvios, esquinas
Ah, esses rostos sem nome
nos gestos, morcegos,
cavernas da vida.
São hermanas, humanas
joannas sem falta,
três horas em ponto
e viannas, que tempo!
Aqui, lá, não te importa
o que vale é o portanto
quando tens já que ir.
O que marca é o embora
e aquela fome de beijo
ou o cigarro, quem sabe,
p’ra’placar o desejo.
ESSA SAUDADE
E o que dizer desta saudade,
desta dor mais repentina,
tanto tempo depois descobrir
que a emoção é um encanto
que só se vive uma vez na vida
e outra vez no nunca mais...
Ah, a ausência, o inverno, a noitada,
e o calor nos corpos, dos corpos
aquela procura atormentada?...
E os longos, longos beijos
que já não vivem senão em mim,
que já não são
senão fantasia, circo desarmado
à luz feia e fria
do findar d’um dia.
De que?
A CDA, amigo antigo
De que me valem duas mãos
E o sentimento do mundo
se o que me sobra é a pedra
sem caminho ou solução?
E, em se falando do mundo,
Mundo, mundo, és tu vasto
Ou és apenas Raimundo,
às vezes rima e nunca, nunca
a saída? És o que és?
A derrota incomparável
Não morreu, nem acabou
e nem virou – doce ironia –
Moça fantasma em sonhos meus
Pois anda mãos dadas comigo
e com a vida. É tempo presente,
e mundo caduco. Anda de passo
com a gente. Anda de passo
e ausente. De que me valem
duas mãos?
Só o sentimento do mundo.
Resta-me
E só me resta a espera.
Há quanto tempo eu não sei
pois só me sobra a poesia,
Desequilíbrio e Magia
do que um dia eu fui.
E as filosofias
perdidas ao por do sol,
tão sagradas e inúteis
largadas e tão fúteis
Como um sapato sem sola.
Quero uma chance: dizer Adeus,
Limpar gavetas,
como que as fora usar.
Por ordem no porão,
soprar o pó das tormentas
E por um ponto bem final
nesta história vulgar
e no entanto bela.
Depravada prostituta astral.
Saturday, December 19, 2009 7:29:23 PM
Wherever you are, Steph, bw good, no matter the rain or the tears.Just be and you and the woarld will say I Love You to each other.
Saturday, December 19, 2009 7:20:17 PM
AMARÍLIO REIS, O ÚLTIMO DOS ROMÂNTICOS
Quando Amarílio veio ao mundo, o Planeta e mesmo este país tão atrasado começava a dar os primeiros vagidos de um recém-nascido.
A república estava deposta a apenas oito anos. Ainda em 1888, nove anos antes do advento de Amarílio, o Império Brazileiro, imenso em território, vasto em deslumbrante solidão, finalmente, entre resmungos e grunhidos a queda da infâmia da Escravidão. E o Brazl viu naquele ano de 1897 as forças da República, com seus camhões esmagar as forças rebeldes de Antônio Conselheiro, lá em Belmonte, episódio afamado como a Guerra dos Canudos.
O pai de Amarílio era telegrafista e ele também o foi, como Thomas Alva Edison, o grande inventor americano. E aqui, morando na mesma pensão na Floresta, o futuro Poeta encontrou-se e se deixou fascinar por um moço, alguns anos mais jovem apenas, chamado Juscelino Kubitscheck de Oliveira.Uma parceria fadada ao insucesso. Nonô, como JK era chamado, gostava da noite, das serestas, das moças de Bello Horizonte que se abriam sorridentes para aquele sonhador, bom de dança e outras alquimias do amor.
Vida que segue e Amarílio foi em busca de seu destino, indo morar por 64 anos em Itabira do Matto Dentro, cidadezinha de seis mil habitantes que, segundo suas palavras, serpenteavam morro acima e morro abaixo.
Ali, sim, fez um amigo para sempre:Carlos Drummond de Andrade, o Carlito como ele sempre o chamava.
Amarílio. Um nome que já em si um jardim, um muro erguido com heras, estátuas a repartir suas flores silvestres e a cobrir seus poemas.
Seu perfeccionismo é visto aqui, em livro escrito um ano antes que fosse se juntar à paixão de sua vida, Luísa de Caux, que ele, tomado pelo alumbramnto já se tomara de amores na noite em que se viram em récita no Theatro Municipal da pequena, mas culta Itabira.
Esta edição, única, é feita e tecida pela imensa saudade que seus netos,sobrinha-neta devotam a ele e àqueles que tiveram o privilégio de sua companhia e às suas memórias todos os dias.
Robinson Damasceno dos Reis, amigo pela Eternidade
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