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Blog do Robinson Damasceno

Idéias, Crônicas e Pensamentos para um País Eternamente em Crise

2007, O ANO DA ANTA

2007, UM ANO INÚTIL

Robinson Damasceno dos Reis

E assim caminhamos celeremente para o final deste ano. Em breve, teremos papais noéis, a tradicional correria rumo às férias, enfim, aquele parangolé habitual.
Entretanto, é forçoso reconhecer que, politicamente, este foi um ano, mais um, perdido. Repleto de escândalos, como já se tornou praxe, mas com o agravante Renan, que conseguiu com sua falta de pudor e imensa capacidade de mentir sem enrubescer paralisar por completo o Senado e, além disto, contaminar a Câmara. Quem de fato governo o Brasil foram os Supremos Tribunais, com um ainda tímido começo de reforma política na questão da fidelidade partidária.
Lula, este não tem jeito mesmo. Passou, até agora, 190 dias planando por aí, mascateando o biodiesel e entregando a presidência de fato à Ministra Dilma Roussef que, entrementes, foi picada, não pelo mosquito da dengue, mas pela mosca azul e já se imagina a próxima presidente.
O governo Lula, neste ano, desmentiu todos os seus propósitos e finalmente admitiu que as privatizações ( ou concessões, como preferem) não são nenhum monstro neoliberal debaixo da cama. Mas não conseguiu dar seguimento ao programa energético brasileiro, com este leilão das hidroelétricas do Madeira, que não saem nem a pau, com desculpas pelo trocadilho.
No que diz respeito às Forças Armadas, um fiasco. Temos hoje a 4ª Força Aérea do continente, encarregada de tomar conta do maior território do continente. A Marinha está nos portos, pois não tem combustível nem peças para navegar seus caquéticos navios. E o exército se ocupa em consertar estradas, já que não tem como treinar.
Falando em dengue, aquela que Lula atribuía a FHC, hoje é epidemia, com meio milhão de brasileiros infectados. Sem ter a quem culpar, o ministro Temporão joga a responsabilidade em quem? Ora, nos doentes e médicos, claro.
Claro está, também, que aqui só repetimos fatos. E é óbvio que os lulistas diriam que estou sendo regiamente pago para fazê-lo, já que no Google sou chamado, quando estão de bom humor, de “anta”.
Talvez seja mesmo. Já deveria ter ido embora para Itambé, mas aqui estou, masoquisticamente. Uma anta masoquista e em extinção.Só me resta pastar.

1808, O ANO QUE NÃO TERMINA NUNCAA MORTE DE UM GRANDE ANIGO, MEU MENTOR E PROFESSOR

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