Afinal, o "mensalão mineiro"
Sunday, 30. September 2007, 17:29:06
É o assunto da hora, sem excluir outros, como o caso Renan, o zumbi de Brasília; especialmente em Minas, não se pode simplesmente ignorá-lo.
Os lulistas da Internet estão salivando sobre os teclados, enxergando nas vicissitudes do senador Azeredo uma tardia vingança contra o caso do mensalão, este sim, sem aspas, protagonizado por José Dirceu e seus 40... companheiros.
Acontece que, ao contrário dos paulistas, em Minas as coisas ocorrem de forma diferente. Há coincidências e pontos em comum, como por exemplo as nefandas presenças de Marcos Valério e do chantagista profissional Nilton Monteiro.
Só que, em Brasília, o esquema serviu para azeitar um governo em andamento, comprando votos e bancadas inteiras para votar com Lula, e aqui, sem maiores desculpas, houve o famoso caixa dois, aquele que Lula disse em Paris que "todo mundo faz".
Na verdade, quem está em pior situação, ao que parece, é o ministro Walfrido. Este, um matemático brilhante, sempre foi o homem dos números e das projeções estatísticas; tudo leva a crer que foi ele o cérebro por trás do esquema. Afinal, o senador Azeredo é conhecido, mesmo dentro do PSDB, como um homem com certa ingenuidade e naquela malfadada campanha, destinada ao fracasso mesmo antes de seu início, deixou tudo nas mãos de pessoas não muito confiáveis. Seu tesoureiro, por exemplo, já carregava a fama de certo relaxamento moral com relação às regras contábeis.
Porém, as diferenças são notáveis. O PT, por exemplo, saiu de forma histérica na defesa de seus acusados, com danças no plenário, manifestos de desagravo e até festas.
Que não se espere esse comportamento absurdo por parte dos tucanos, que vão defender os seus, mas com mais pudor e decência cívica.
O PT mineiro quer porque quer colocar Aécio entre os beneficiados. Não o conseguirá, evidentemente. Aliás, um partido que ousou fazer uma aliança com Newton Cardoso tem mais é que ficar na muda por um bom tempo.
No mais, fica difícil para quem escreve sobre política acompanhar o ritmo frenético da esculhambação em que se tornou o Brasil nos últimos anos. Aliás, nunca na história deste país... ah, deixa pra lá!
Jornalista













