ALGUMAS COISAS SOBRE JOSÉ APARECIDO DE OLIVEIRA
Tuesday, 23. October 2007, 12:14:40
ALGUMAS COISAS SOBRE JOSÉ APARECIDO
Robinson Damasceno dos Reis
Esta história, como todas, tem um começo, meio e, infelizmente, um final. Mas vou tentar contar aos pouquinhos, mesmo porquê o Zé não cabe em um artigo.
Março de 2002. Zé me chama ao Rio para um final de semana. Entre visitas e mais visitas, além de uma entrevista, da qual acabei participando, fui ficando intrigado: afinal, o que queria meu primo e amigo? Do nada e de repente, ele me veio com a pergunta fatal: se Itamar não se candidatar à reeleição, quem você acha que seria o melhor candidato ao governo de Minas?
Não pestanejei e respondi que Aécio Neves tinha tudo para ganhar em primeiro turno. E o Zé, concordando, perguntou-me o porquê de minha convicção, o que fiz com muito prazer. Ele se levantou, foi ao telefone e da sala eu o ouvi conversando com o governador Itamar: o nome é o de Aécio.
De volta, ele ainda me perguntou quem seria o próximo presidente e, também sem pestanejar, respondi que não seria do PSDB e muito provavelmente, Lula seria o eleito.
Almoçamos e depois fomos nos encontrar com uma grande turma, na qual pontificava o Millor. Uma tarde divertida, ainda que chuvosa. E eu já sabia o que deveria fazer. Publiquei um artigo longo, intitulado “Itamar e Aécio” e várias cartas aos jornais. O resto é História.
Zé era meu primo em segundo grau. Seu pai, Tio Coronel, era irmão de minha avó, ambos de Itambé do Matto Dentro e ao longo de minha vida sempre foi visto como uma espécie de herói, já que ainda muito cedo, despontou para a política. Mas só vim mesmo a conhecê-lo a bordo de um avião, daqui para o Rio.
Mas depois, já em 1982, na última eleição que ele disputou, participei ativamente, juntamente com a de Tancredo, a bordo de um caquético fusquinha.
Eleitos ambos, fui nomeado para a Imprensa Oficial e quando o Zé criou a Secretaria de Cultura, levou-me para lá, como diretor de promoção cultural.
Éramos amigos telefônicos, mas nos últimos meses, tomado pela depressão causada pela doença que o afligia, ele não queria mais conversar. Ajudei, na medida do possível, na eleição do Zé Fernando como deputado federal.
E paro por aqui, ainda emocionado com a morte de um homem a quem a História fará justiça, pelo bem que dedicou aos outros, a seu país e a Minas. E se já faltavam homens de caráter e ética, não há dúvidas: ficamos ainda mais pobres.
Robinson Damasceno dos Reis
Esta história, como todas, tem um começo, meio e, infelizmente, um final. Mas vou tentar contar aos pouquinhos, mesmo porquê o Zé não cabe em um artigo.
Março de 2002. Zé me chama ao Rio para um final de semana. Entre visitas e mais visitas, além de uma entrevista, da qual acabei participando, fui ficando intrigado: afinal, o que queria meu primo e amigo? Do nada e de repente, ele me veio com a pergunta fatal: se Itamar não se candidatar à reeleição, quem você acha que seria o melhor candidato ao governo de Minas?
Não pestanejei e respondi que Aécio Neves tinha tudo para ganhar em primeiro turno. E o Zé, concordando, perguntou-me o porquê de minha convicção, o que fiz com muito prazer. Ele se levantou, foi ao telefone e da sala eu o ouvi conversando com o governador Itamar: o nome é o de Aécio.
De volta, ele ainda me perguntou quem seria o próximo presidente e, também sem pestanejar, respondi que não seria do PSDB e muito provavelmente, Lula seria o eleito.
Almoçamos e depois fomos nos encontrar com uma grande turma, na qual pontificava o Millor. Uma tarde divertida, ainda que chuvosa. E eu já sabia o que deveria fazer. Publiquei um artigo longo, intitulado “Itamar e Aécio” e várias cartas aos jornais. O resto é História.
Zé era meu primo em segundo grau. Seu pai, Tio Coronel, era irmão de minha avó, ambos de Itambé do Matto Dentro e ao longo de minha vida sempre foi visto como uma espécie de herói, já que ainda muito cedo, despontou para a política. Mas só vim mesmo a conhecê-lo a bordo de um avião, daqui para o Rio.
Mas depois, já em 1982, na última eleição que ele disputou, participei ativamente, juntamente com a de Tancredo, a bordo de um caquético fusquinha.
Eleitos ambos, fui nomeado para a Imprensa Oficial e quando o Zé criou a Secretaria de Cultura, levou-me para lá, como diretor de promoção cultural.
Éramos amigos telefônicos, mas nos últimos meses, tomado pela depressão causada pela doença que o afligia, ele não queria mais conversar. Ajudei, na medida do possível, na eleição do Zé Fernando como deputado federal.
E paro por aqui, ainda emocionado com a morte de um homem a quem a História fará justiça, pelo bem que dedicou aos outros, a seu país e a Minas. E se já faltavam homens de caráter e ética, não há dúvidas: ficamos ainda mais pobres.














Ricardo Ferreira # 23. October 2007, 18:14
As minhas sinceras condolências.
Annandagalvao # 4. November 2009, 14:12
Estou pesquisando a vida do Sr. José Aparecido de Oliveira, para a fundação casa de Rui Barbosa.
Faltam-se alguns dados.
O sr. sabe o nome dos pais do Sr. José Aparecido?
Meu email é: galvao.annanda@gmail.com
Desde já grata,
Annanda Galvão.