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Blog do Robinson Damasceno

Idéias, Crônicas e Pensamentos para um País Eternamente em Crise

2005, Balanço de um Ano Horroroso


Faz tempo não escrevo sobre política, no bom sentido, ou seja, naquele das proposições e das esperanças cívicas.E como poderia fazê-lo, se nos últimos meses o que já foi crônica política adejou mais para a área policial e de ( maus) costumes?
O governo Lula, a dias de entrar em seu quarto e último ano, destroçou com as esperanças de boa parte dos brasileiros, com a sua infinita capacidade de confundir público e privado, com o seu caixa dois feito às escâncaras, com o perene deboche das instituições. Estas, por sua vez, não ficaram atrás: legislativo e judiciário andaram protagonizando cenas chocantes, aviltantes mesmo.
Lembram-se de um ano em que tudo deu errado para a família real inglesa e em que a rainha, exasperada com as besteiras dos filhos e do marido, além de um incêndio em um dos palácios reais proclamou que aquele tinha sido um “ annus horribilis”? Pois este 2005 tem tudo para entrar em nossa História como um ano horroroso, ano em que nossas crianças e jovens ouviram e viram aqueles que seriam seus líderes mentirem descaradamente, agirem como canalhas, julgarem-se acima do bem e do mal.
Ano em que o presidente da República tratou o cargo e suas responsabilidades como mesa de pôquer de periferia -com todo o respeito pela periferia em si- e não com aquela famosa liturgia do cargo a que se referia Sarney que, visto pelo prisma da História, passa até a ser um presidente menos oneroso para o país. Afinal, o que são algumas centenas de concessões de emissoras de rádio e tevê, dadas para lhe assegurar o famoso quinto ano de mandato, em vista do que fizeram os petistas na ambição enlouquecida de se manterem no Poder por trinta ou quarenta anos?
Lula conseguiu, nestes quase quatro anos, elevar outros personagens menores à condição de estadistas e até Collor sentiu-se no direito de admoestá-lo quanto a seus métodos desonrosos e desonestos. Até Collor!
Pos isto, ficou complicada esta tarefa de comentar sobre política. E, entretanto, temos aí, à vista de todos, personagens que são infinitamente melhores que Lula e os seus companheiros. Aqui mesmo, temos o governador Aécio Neves que, ao que tudo indica,será novamente governador e, acima de tudo, um grande eleitor. Seu partido, talvez por julgá-lo ainda novo para o cargo, vai provavelmente investir em Serra que, aos 64 anos, tem a última chance de tentar a presidência que lhe escapuliu em 2002 por razões sobejamente conhecidas, por seus defeitos e, principalmente, porquê o Brasil, farto da eterna candidatura de Lula, queria lhe dar o cargo para ver que raios ele faria na presidência.
Pois bem. Já sabemos. Se for mesmo derrotado, a vitória será do Brasil honesto, trabalhador e correto, que não gosta de conviver com trambiques e mentiras.
Se ganhar novamente a eleição - afinal, é possível- que seja um novo Lula, um presidente trabalhador,de hábitos mais saudáveis, que precise de menos glicose para enfrentar as segundas-feiras, que não se meta com a política dos vizinhos. Que seja o Lula que milhões de brasileiros pobres admiravam. Mas, aqui entre nós, bom mesmo seria ter um presidente como Aécio Neves, correto, trabalhador, inteligente. E que sabe e gosta de ler...

Terceirizando os Vigilantes do Peso- pode?!?Um Trem Danado de Bom, Sô!

Comments

clayric 12. December 2005, 19:00

De qual Aécio Neves o senhor está falando? Daquele governador de Minas, netinho de Tancredo? Não pode ser. Talvez tanto elogio seja por causa da condecoração recebida acima. Aí, o leitor começa a duvidar da isenção do texto do jornal O Tempo do Medioli que já foi deputado tucano... Aí fica fácil de entender.

Sou funcionário público estadual (professor) e tenho uma impressão diferente do tal governador que anda (pó)sando de estadista.

Aécio botou de joelhos o poder Legislativo, não aceita críticas, patrulha a imprensa mineira, gasta absurdos com propaganda oficial mascarando a realidade, tentando passar para o público desavisado uma imagem mentirosa de grande realizador. Tenho saudades até do Itamar. Ele pelo menos não censurava a imprensa. A imprensa tinha liberdade e isenção para exercer o contraditório.

Não mando essa resposta para O tempo por motivos obvios. Ele não vai ser publicado pois tudo é filtrado. Quem acompanha as principais publicações que tratem da mídia do Brasil verá que a maior queixa que se tem sobre Minas Gerais é o patrulhamento contra textos que critiquem a imagem de Aécio. Tem muita gente da imprensa reclamando da intervenção da Andréa Neves nas redações de jornais, tvs e rádios pautando, proibindo coberturas de manisfestações do funcionalismo. Fora os programas de rádio ou textos pseudojornalísticos puxando o saco escancaradamente do aecinho.

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