Blog do Estevez

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PÉÉÉÉÉÉROLAS DOS ALUNOS DO ESTEVEZ III (2010)

Para a alegria dos abutres da pedagorreia politicamente correta do pós-modernismo multiculturalista, elas estão de volta!

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PÉÉÉÉÉÉROLAS DOS ALUNOS DO ESTEVEZ II (2010)

Continuemos com as pérolas...

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PÉÉÉÉÉÉROLAS DOS ALUNOS DO ESTEVEZ I (2010)

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A pedidos, seguem as pérolas recolhidas em provas e redações dos meus alunos no ano de 2010:
1)... o deputado foi denunciado por realizar vendas de propinas. (que interessante, o deputado, provavelmente em uma feira, vendia propinas!)
2) ... próximo a baia de guanabara... (uau! alguém cria cavalos na Baía de Guanabara!)
3) ... de cidadões fluentes na sociedade... (significa que os cidadãos fluem como rios, talvez das enchentes da região serrana)
4)... vive a vida sem nenhuma interferição... (como professor, fui obrigado a fazer uma interferência: ZERO)
5) Pássaros e micos cantando... (caraca! provavelmente os nomes dos micos eram Roberto Carlos, Caetano Veloso etc.)
6)... facilidade de encontrar supermercados, escolas, restaurantes e até um presídio. (Esse mora bem e já sabe o seu futuro!)
7) As pessoas que vivem aqui são pessoas nascidas aqui ou filhos de pessoas que foram criadas aqui. (Pelo visto, neste bairro vivem muitas pessoas que moram aqui!)
8)... e sentam nos quiosques pra se deliciar com a mais gelada água de cocô. (gostaria de saber quanto o cidadão pagou por beber diarreia gelada!)
9)... as plantas necessitam de água, os animais e até mesmo os peixes. (nossa! essa eu não sabia... os peixes e os seres vivos necessitam de água? Vivendo e aprendendo...)
10)... a água é o elemento mais importante para os seres vivos, e os seres humanos. (Como os seres humanos não são vivos, ainda assim bebemos água...)
11) ... todo ser humano tem que fazer a sua parte como por exemplo tomar banho, escovar dente, lavar louça e etc. Tudo isso contribui para o bem do nosso planeta. (resolvi fazer o contrário: não vou mais tomar banho, escovar o dente e lavar louça e etc. assim vou gastar água e cheirar bem!)
12) A cantina possui muitas variedades de salgado com várias variedades de bebidas também. (Isso que é variação!)
13) ... um garoto engraçado, ou melhor "metido" (no sentido de metidez)... (espero não haver conotação sexual nisso...)

Contos do Estevez V - Daqui ninguém sai vivo

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VERMELHO E PRETO

A princípio foi vermelho, a cor que escorria do seu corpo, depois o negro, que começou a tomar conta dos olhos. Contudo, logo ficou satisfeito ali. Formigas e moscas chegaram primeiro comprovando a peculiar eficiência dos insetos. Vide o caso das baratas. Logo depois, um pássaro, que, por motivo óbvio não pôde identificar, começou a bicar-lhe os olhos. Melhor do que ser enterrado como indigente, sem não antes um passeio em rabecão lotado e estada forçada no IML. Melhor que uma rádio patrulha - um PM remexendo os bolsos, buscando alguma identificação; melhor que um repórter fotográfico tirando fotos para O Povo de um amanhã do qual não fará parte; melhor que apodrecer numa cova sem nome.
A princípio foi vermelho, depois, negro. De qualquer forma, ele quase não percebeu ou sentiu nada. Também não tinha do que reclamar. Havia morrido com a camisa do Flamengo, Campeão do Mundo, Penta-campeão Brasileiro, mais de trinta vezes Campeão Carioca, e, principalmente, não se chamava Zacarias, nem tinha conhecimentos de pirotecnia. Só aqueles furos na camisa é que incomodaram, mesmo assim, só um pouquinho, logo pararam de doer no fundo daquele barranco, para onde seu cadáver havia sido projetado pela quadrilha rival.
A princípio foi vermelho, depois, negro. Naquele túmulo a céu aberto, entre pedras e ervas, outros urubus começaram a pousar na sua sorte de modo que a fábula tramada se vinculou ao fantástico arquétipo do real, e a poesia misturou-se às cores da putrefação, para a exclusiva ternura dos meus olhos.

OUTRO POEMA DO ESTEVEZ

SOLIDÃO A DOIS

quando a solidão é compartilhada
e o mistério se dissolve no silêncio
dos sinos badalando em tuas reticências
o oceano se levanta na tempestade eterna
que engolfa os navios da razão.

então, neste náufrágio louco dos sentidos,
iço a bandeira pirata, crânio e ossos partidos,
no fundo negro da minha solidão
para assaltar o teu amor
e roubar teu coração.

pirate

CONTOS DO ESTEVEZ IV (DAQUI NINGUÉM SAI VIVO)

O BUROCRATA

Era um homem que tinha hábitos reclusos e calados. Na repartição era metido consigo e somente quando requisitado falava - geralmente sobre assuntos específicos da sua função. Naquela noite chegara em casa bastante agitado. Contrariando ordens médicas, serviu-se de whisky e acendeu um belo charuto. Entre a bruma formada pela fumaça, tentou recordar a última vez em que tinha se divertido para valer, talvez chorado de tanto rir. Não se lembrou que havia sido num cinema do Méier - hoje templo da Igreja Mundial Apocalíptica do Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo - assistindo Tempos Modernos.
O pescoço estava rijo e doía. Definitivamente a melancolia que o assaltara nos últimos meses havia se transformado em depressão profunda. Não aguentava mais a rotina dos seus dias e decidiu dar-lhes um basta. Com algumas toalhas na mão dirigiu-se à garagem da casa em que vivia. Depois de se trancar, vedou cada passagem possível de ar. Entrou no carro, enfiou a chave na ignição e nada do carro pegar. O carro morreu, pensou. Então, pela primeira vez em muitos anos, esboçou-se no seu rosto enrugado um leve sorriso que logo se converteu em riso convulsivo.
Após alguns minutos, já com cãibra nos músculos do maxilar, uma forte contração involuntária deixou os seus dentes de vez à mostra. Sofrendo dores agudas no peito, olhou pelo retrovisor do carro e viu mais de vinte anos de risos contidos explodirem num único trismo sardônico. E foi ali, dentro de uma máquina enguiçada, que sofreu o segundo e derradeiro infarto da sua burocrática vida.
No transcorrer do velório, a família achou por bem fechar a tampa do esquife. É que ao verem homem tão sério rindo-se do nada, várias pessoas saíram correndo da capela, rindo de nervoso pelas aléias do cemitério.

CONTOS DO ESTEVEZ III (DAQUI NINGUÉM SAI VIVO)

IMEMORÁVEL

Quando jovem, preferia a companhia dos velhos - principalmente a do avô, que lhe contava histórias sobre a participação da família em guerras civis de outrora. Quando velho, preferia a companhia dos jovens - principalmente a do neto, que o ouvia recontar histórias sobre guerras civis da família de outrora.
Ao morrer, enterrado no jazigo perpétuo da família, não se surpreendeu nem um pouco quando os vermes começaram a devorá-lo pela língua. Pois havia morrido com a certeza de que tudo havia sido dito, desde que seu neto ficara cansado de ouvi-lo.
Era o que o silêncio da família ancestral, emudecida, gritava naquele momento sem eternidade.

CONTOS DO ESTEVEZ II (DAQUI NINGUÉM SAI VIVO)

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CADEIA



A primeira pessoa a deixar de visitá-lo foi a mulher. Logo em seguida, o melhor amigo - e ele se esforçou para não associar uma coisa à outra. Depois, a irmã, que, para se casar com um rapaz de família, disse que ele havia morrido num acidente de carro. O pai, esse nunca o visitou - até porque morreu de desgosto, pouco tempo após a sua condenação.
Apenas a mãe, todo santo domingo, durante 12 anos, 3 meses e quatro dias, dava-lhe beijos babados nas bochechas e um pacote de cigarros, que, de tão previsível, invariavelmente terminava no domingo seguinte.
Ele morreu de enfizema pulmonar antes de cumprir a pena de trinta anos. No dia do enterro, apesar dos chumaços de algodão nos ouvidos, ele quase a ouviu pensar: O que farei agora nas manhãs de domingo?

CONTOS DO ESTEVEZ I

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ERA UMA VEZ NA BAIXADA
(UM CONTO MEIO FONSECA, MEIO LEONE)




Somos quatro: Eu, Rubem, Sérgio e Jurandir. Chegamos a Santa Cruz da Serra por volta das cinco e meia da manhã. É inverno e faz um frio do cacete. A casa que devemos visitar fica a uns quatro quilômetros da estrada. Saindo da Washington Luiz rumo ao nosso destino final, começa o tal do Jura: “Armando”. Não respondo. Acho que não há nada a ser dito, só a ser feito. “Ô Armandão!” Não agüento e explodo em voz contida: “Escuta aqui, seu babaca, quando entramos no carro não disse pra ninguém chamar mais ninguém pelo nome, hein?” “Qualé, sangue-bom, só tem nós aqui.” “Foda-se! Você já devia estar com a cabeça lá, se concentrando no que a gente tem pra fazer. E vê se pára de me chamar de sangue-bom, eu detesto isso.” O filho da puta se calou. Melhor assim. Eu sabia o que ele iria dizer: pedir pra gente parar na lanchonete do posto de gasolina e tomar um café. Toda vez que vem trabalhar, o cretino fica de boca seca e com um hálito podre. Na primeira vez que trabalhamos juntos foi o que pediu. Achei uma idéia nada profissional, mas, mesmo assim, expliquei calmamente a impossibilidade de pararmos pelo fato de que alguém poderia marcar a nossa cara. Quando pediu pela segunda vez, ameacei dar-lhe um tiro na cara, aí ele sossegou. Já falei pro chefe que não vou com os cornos dele. Além de burro, esse cretino é doente. Quando ele começa a atirar, não pára. O presunto vira queijo-suíço na mão dele. Mesmo após o fim da munição, a gente ouve três ou quatro cliques do gatilho, então ele sai do transe com um sorriso idiota nos lábios cobertos por uma crosta branca. Detesto quem desperdiça balas, um dia elas podem fazer falta.
Dessa vez o serviço é passar o cerol num malandro que anda assaltando uns comércios pela Baixada. O meliante pisou na bola. No seu último assalto barbarizou quando o filho do dono resistiu. Matou o pai, o filho e só não matou o espírito santo porque ele não estava por perto. E isso a Associação não tolera, chama logo o chefe, que, por sua vez, me chama. É como uma cadeia alimentar: há ordem e morte. Eles mandam e a gente mata sem essa palhaçada de julgamento. O problema é que não existe mais lei. Ela pode até existir no papel, mas, fora dele, ninguém a respeita, a começar pelos próprios doutores. Justiça humana é o caralho. A única lei que respeito é a divina - sou um mero servo de Nosso Senhor, cumprindo a justiça de Deus nessa terra do cão, mandando esses cabras todos para o inferno.
Paramos cerca de cinqüenta metros da casa, descemos do carro e nos posicionamos estrategicamente. É uma pequena casa de alvenaria. O banheiro fica do lado de fora numa pequena construção rudimentar de madeira. Sabíamos que o puto ia levantar cedo. O X-9 que o dedou também passou a informação de que ele agiria hoje. Parecia coisa grande, feita em quadrilha, um carro-forte. Às seis o silêncio é tão grande que escutamos o despertador tocar dentro da casa. Uma luz acende. Meio minuto depois, a porta dos fundos abre. Quando ele dá o terceiro passo na direção do banheiro, disparo a minha escopeta. Mirei na têmpora e foi lá que acertei. O crânio se levantou como se tivesse tampa. fiquei contente, com esse não preciso gastar mais balas. Mal o corpo caiu e apareceu uma mulher na porta. Rubem acerta um balaço no peito dela. Ela tomba na beira da porta ainda se estrebuchando. Saio detrás da moita em que estávamos. Tiro o meu Llama Supercomanche de estimação do coldre e termino o serviço, dessa vez bem no meio dos olhos. Sérgio e Jura que vigiavam a porta da frente vêm ao nosso encontro. Faço sinal com a mão para irmos embora. Mas eis que surge um garoto de uns quatro anos de idade na porta. Ficamos imóveis. O garoto olhando pra gente e a gente olhando pro garoto. Ele vê os cadáveres na sua frente mas não esboça reação alguma. Seus olhinhos estão secos e remelados. Deve tá achando que tá tendo um pesadelo - coisa normal nessa idade. Ele só enxerga a nossa silhueta. A luz da aurora no meio daquele nevoeiro é pouca. Chego à conclusão que ele não representa perigo. “Ô Armando, o que que a gente faz com o de menor?” Puta que o pariu, eu não acredito... O babaca disse o meu nome!! Agora terei que gastar mais uma bala. Atiro no garoto, o pequeno corpo voa com o impacto e já cai sem respirar. O filho da puta ainda protesta: “Pô, chefia, cê num deixou nada pra mim!” Tenho vontade de atirar nele também, mas, pensando bem, esse zé mané não vale nem a água que bebe, quanto mais bala minha. Abaixo a escopeta, faço o sinal da cruz e acendo um cigarro. Definitivamente é a última vez que trabalho com esse otário. O chefe vai ter que dar um jeito, se não der, dou eu. Eu dou jeito em tudo, e só não dei no Brasil, porque ainda não economizei balas suficientes.

MEU ÚLTIMO POEMA

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NECRÓPOLIS

Silêncio absoluto
sem vozes nem discursos
enfim a democracia
aqui somos todos iguais...

Anjos, cruzes, estrelas
de davi, luas e minaretes
o Sol se põe na colina
não faz diferença
pois aqui jaz a solidão...

No portal da cidade
lê-se que os que aqui estão
por vós esperam...

Não somos mais os homens
que tristes morrem todos os dias
estamos um passo Além...

Sem rimas nem canções
vozes embargadas & porres
apenas cruzes, estrelas
de davi e minaretes...

Todos inúteis como o Sol
que se alevanta radiante
no horizonte desta cidade...

Aqui não nos incomodamos mais
com a efêmera aparência
pois aFINAL & enFIM aqui
estamos todos magros...

ROCK AND ROLL

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Semana gloriosa. 13 de julho, dia do rock and roll. Por que 13 de julho? Porque o Messias, o Redentor, não da alma e do espírito, mas do corpo e da sexualidade, se revelou para nós, pobres mortais em 13 de julho de 1954. O Rei dos reis, Elvis lançou o seu primeiro compacto pela Sun Records: Jailhouse rock. O rock da penitenciária. E a mensagem libertadora se espalhou pelo mundo inteiro. Depois disso, todo mundo sabe o que aconteceu... Beatles, Stones, Who, Zeppelin, Sex Pistols, Nirvana etc. Longa vida vida ao rock, pois a minha será curta e já estou com a minha vaga reservada no inferno. Afinal, o diabo precisa de concorrência! devil

Fúria & paixão

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Este post é para El Cid, Cervantes, El Greco, Goya, Picasso, Dali, Miró, Velasquez, entre outros defuntos memoráveis. Mas, principalmente, para o espanhol que mais amei nesta vida: meu pai. Meu velho, onde quer que estejas, somos campeões do mundo!

Vergonha do Brasil

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Primeiro, o Gordo se enfiou numa briga com três travecos num motel da Barra. Todo mundo foi parar na delegacia. Depois, o Império do Tráfico também foi parar na delegacia, o Imperador (só se for da vagabundagem!) comprou uma moto no nome da mãe do traficante da favela do alemão, o Love (amor a quem?) foi escoltado num baile funk da Rocinha por um traficante carregando um AK 47, todo mundo na delegacia de novo prestando depoimento. Agora, é o carniceiro da Gávea, Bruno, jurando inocência, quando todas as provas indicam o contrário. Só estão esperando os cachorros vomitarem para achar os restos mortais da moça! Eis os exemplos edificantes que o clube mais "popular" do Brasil dá a juventude... Lamentável... Jack, o Estripador está se achando um amador, ladrão de pirulitos de crianças na praça do bairro...
TU ÉS TIME DE TRAVECÃO, PUTA, VIADO E LADRÃO, ADEUS MENGÔÔÔ.

É a minha cara!

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Só alegria! As novas versões do Ubuntu e do Opera. Livre do Bill Gates, vírus, pirataria etc. E tem gente que acha que o mundo da informatica se resume ao windows e ao Internet Explorer. Coitados... Vai aí a minha área de trabalho. É ou não aminha cara?

Oi 3G - uma farsa em 13 atos

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Cansado da incompetência da Oi, transcrevo abaixo o e-mail que mandei para a ouvidoria da empresa. Que sirva de exemplo para os incautos que queiram utilizar o serviço desta famigerada empresa! bomb

Prezado Sr. Ombudsman da Oi:

Esta é a terceira vez, e última, prometo-lhe, que entro em contato com o Sr. Como nas outras não obtive resultado nenhum, resolvi valer-me da minha criatividade como professor de Literatura para compor uma pequena farsa (gênero teatral que critica os costumes da sociedade) para, quem sabe assim, ser entendido. O nome da peça é: “Oi 3G – uma farsa em 13 atos”. Sua estrutura é simples, apresentando apenas dois personagens: um professor de Literatura honesto, que cumpre e honra os seus compromissos e tem as suas contas em dia, inclusive a da internet, e funcionários da Oi, representados por um único ator que ora está fantasiado de Moe, noutra ora de Lary e noutra de Curly, dos Três Patetas.
ATO I: 31 de outubro de 2009, o professor não consegue navegar na internet, liga pro 1057 da operadora, é informado que em até 5 dias úteis alguém ligaria pra resolver o problema (protocolo 200900106546229);
ATO 2: passado o prazo dado pela operadora, professor está ainda sem internet. Liga novamente pro 1057, dão-lhe novo protocolo e afirmam que em 5 dias úteis um técnico entraria em contato etc. Vendo que estava sendo enrolado pela operadora, ele entra com uma queixa na Anatel contra a operadora no dia 9 de novembro (código 1368804.2009);
ATO 3: uns colecionam selos, outros, borboletas pregadas com alfinetes em quadros; professor descobre-se colecionador de protocolos da Oi, já passara dos 15.
ATO 4: professor liga pra Anatel e é informado que a Oi respondeu que o problema havia sido resolvido. Ele reabre a queixa;
ATO 5: professor envia um e-mail para a Defesa do Consumidor do jornal O Globo em 24 de novembro;
ATO 6: apesar de estar sem internet há mais de 20 dias, a Oi debita na conta do professor R$41,93 (valor integral), quando o mesmo havia utilizado menos de ¼ do que tinha direito utilizar;
ATO 7: em 30 de novembro recebe telefonema de um técnico da Oi que repara parcialmente o problema fazendo a conexão funcionar em 2G, lentíssima, apesar do professor pagar pelo serviço 3G;
ATO 8: em 8 de dezembro o jornal O Globo envia a seguinte resposta da Oi para a reclamação do professor: “Referência: 183678. RESPOSTA DA Oi: A Oi informa que realizou visita técnica no endereço do cliente e constatou que o serviço citado está funcionando normalmente. A empresa acrescenta que orientou o cliente sobre a utilização do serviço e do seu aparelho mini modem.” Ou seja, chamando o professor de retardado por não saber usar o equipamento, que usou sem problemas de janeiro a outubro, e mentindo, ao afirmar uma pseudo-visita técnica que não ocorreu;
ATO 9: o mesmo do ato 6, mudando apenas o mês, de novembro para dezembro;
ATO 10: em 28 de dezembro, professor entra no site da Oi e envia um e-mail para a ouvidoria da empresa. No mesmo dia recebe um e-mail da mesma afirmando que não conseguia se comunicar com o professor pelos telefones dados pelo mesmo. Professor responde enviando os mesmos telefones que havia colocado no site da Oi;
ATO 11: em 8 de janeiro a ouvidoria liga para o professor informando-lhe que somente um técnico responsável pela área onde ele reside poderia resolver o problema e que o mesmo entraria, em breve, em contato com ele;
ATO 12: ás 11:16 do dia 13 de janeiro, o técnico liga pro professor perguntando se o mesmo estava em frente ao computador. Professor responde que não, pois estava trabalhando e que só estaria em casa a partir das 15h. O técnico afirma, então, que neste horário ligaria novamente. Até hoje não ligou.
ATO 13: (futuro próximo) enfim, chega o dia 26 de janeiro de 2010! professor está livre das obrigações contratuais com a Oi. No dia seguinte, já alforriado, e utilizando outra operadora, dirige-se ao juizado de pequenas causas e entra com uma ação contra a Oi.
FECHA-SE A CORTINA
Peça em 13 atos de autoria de Carlos Estevez, futuro ex-cliente da Oi n° 2899161099

Eu sou Caronte

Desde que me conheço por gente, tenho enterrado meus entes queridos. Carrego seus corpos ao destino final e fico lá firme e forte. Acho que cheguei ao meu limite...rip

Pena que não vou poder me queimar em uma pira funérea com uma moeda em cada olho fehado para sempre.

É rock and roll!

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Recebi hoje do Fernando Magalhães uma foto da nossa participação no I Festival Punk do Rio de Janeiro, realizado no Dance Méier, em 1981. O nome da banda, 402, era uma referência ao nosso local de ensaio, o apartamento em que ensaiávamos, dos pais de Fernando na General Artigas, rua do Leblon onde eu e ele morávamos. Formação:
Leonardo Croba- guitarra,
Fernando Magalhães - guitarra,
Carlos Esttevez - baixo
Ignácio "Italiano" - bateria

Goodbye, Mr. Window$

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Nesta casa não há mais pirataria. Não há mais vírus. Não há mais Internet Explorer(ing myself). Não há mais Vista, XP, outlook. Aqui tem Ubuntu 9.04, a interface mais amigável do sistema linux. Aqui tem Opera, o melhor browser de Internet. Aqui tem LIBERDADE! Não tentem achá-la em camelôs, sabem por quê? Porque ela é grátis, como o ar que respiramos (pelo menos por enquanto, me refiro ao ar, of course)p
No início é difícil, assim como uma mudança de casa, temos que nos acostumar com os novos cômodos, desempacotar as caixas e encontrar novos lugares para as nossas coisas. A princípio, quando vemos toda aquela bagunça no dia da mudança, nos desanimamos: livros, cds, roupas, fotos, objetos pessoais, aquela mixórdia... e arrumar tudo de novo.
Mas, depois, na casa nova, limpa, pintada, arejada, e todas as suas coisas nos seus devidos lugares, que satisfação! que alegria! Aí você dá uma festa e chama os amigos.party
Por isso estou aqui, os convidando para esta festa virtual, quem quiser informações ou o meu modesto auxílio na instalação e manutenção destes programas estou às ordens. Só não pode ser no final da festa, senão, já sabem o meu estado:drunk
Abs.

Era uma vez uma costela...

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Ainda adolescente, li a bíblia de cabo a rabo, do novo ao velho testamento, do gênesis ao apocalipse. Nunca fui religioso, mas sempre adorei narrativas - por isso hoje sou professor de Literatura. E o livro sagrado é uma fonte inesgotável de boas histórias. Algo que sempre me deixou intrigado foi o fato de Eva ter surgido de uma costela de Adão. Ora, o fato de ele ter surgido do barro, nada mais natural - ao pó retornarás, mas ela, de uma costela? Por que não outro osso ou órgão? Por que a maldita costela? Hoje eu sei: porque dói pra cacete! No final do mês passado fraturei uma e ações banais como sentar, levantar, dormir, peidar, tossir, enfim, respirar, tornaram-se um verdadeiro martírio, uma epopeia trágica e dolorosa.cry Agora eu sei o porquê da costela: é que deve ter doído tanto, que o coitado do Adão não teve nem como sentir desejo por Eva.
Definitivamente, esse Cara é sacana mesmo.furious

UM URUBU POUSOU NA MINHA SORTE


Iníco da madrugada de 3 de julho de 2008, escuto fogos e gritos de "mengo". Finalmente, após 27 anos, o "Framengo" ganhava outra Libertadores! Só que eles estavam travestidos (de traveco "framenguistas" entendem, não é mesmo?) de LDU. Primeiro, me lembrei da eliminação vergonhosa, em pleno maraca, para o América do México e me arrependi de não ter ido à janela e gritar "nense", mas não foi o meu time que vencera, como eu poderia fazer isso?; depois, pensei em chamá-los de filhos das putas de Marcinho, mas também desisti, pois não sou movido a ódio, rancor e inveja, sentimentos típicos de pessoas medíocres e inferiores. Eu sou movido pelo amor ao meu tricolor. Só espero que todo o mal que desejaram a mim, não retorne pra eles... E se um dia essa choldra for jogar contra o Boca em uma Libertadores, eles vão ter que ouvir que só dois times brasileiros o eliminaram: o Santos de Pelé e o FLUZÃO de Carlos Estevez!

E 4 MESES DEPOIS...

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Aí, gente. Quem tem mão boa com planta não deixa morrer não. Vejam que espetáculo ficou o meu pingo de ouro:

MAIS UM BONSAI PARA A COLEÇÃO!

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Desculpem a longa ausência, mas final de ano de professor é o cão chupando manga. Só agora estou com tempo para mim e para as coisas que gosto de fazer. Entre elas, é claro, observar o mundo em minha volta com mais atenção e cuidado, principalmente tratando-se de plantas. Retornava eu da casa da minha mãe ontem quando em um canteiro mal-cuidado e abandonado encontrei uma muda de pingo-de-ouro (Duranta repens aurea) cercada de mato e ervas-daninhas. Como há muito eu queria um espécime dessa planta para minha coleção, achei que faria uma boa ação ao retirá-la de lá e cuidar dela até que seu tronco ficasse "gordinho" e pudesse torná-la bonsai. Mas, eis que para o meu espanto, ao retirar o mato em sua volta percebi que se tratava de uma planta antiga e o estrago era bem maior do que eu imaginava.
Como ela estava na beirada do canteiro e o mesmo ficava em frente a um bar, pensei: algum bebum descuidado passou por cima dela, resultando na rachadura do tronco! Retirei-a cuidadosamente da terra, levei-a para casa, coloquei-a em um vaso de bonsai com um bom substrato e coloquei hormônio enraizador, pois mesmo que tenhamos todo o cuidado, sempre há perda de raízes quando retiramos uma planta do seu local de origem.
Vejam o resultado final:

Ficha técnica:
PINGO-DE-OURO
Nome científico: Duranta repens aurea
Origem: México
Obtenção: yamadori (retirada da natureza)
Estilo: sabamaki (tronco rachado)
Altura: 26cm
Largura do tronco: 6cm

EU ODEIO O HORÁRIO DE VERÃO!



Só quem não tem o que fazer ou tem insônia pode gostar desse troço! Quem trabalha cedo ou mora longe do trabalho (certamente a maioria do povo brasileiro), esse maldito horário de verão só traz problemas!
Como se já não bastassem as intempéries naturais dessa malfadada estação: o calor insuportável, com roupas e lençois empapados de suor, a pele exposta ao sol inclemente, vermelha e ardida, ainda sou obrigado a acordar no escuro, junto com morcegos, em vez de passarinhos!
Por obrigação profissional, acordo de segunda a sexta às 5.50h da manhã; pois bem, graças a essa medida ridícula, a partir de amanhã acordarei às 4.50h e ainda terei que ligar as luzes da casa para tomar banho, escovar os dentes e tomar o café da manhã! Ou seja, uma medida que se diz pretensamente econômica, aumenta a minha conta de luz, além de me transformar em um zumbi mal-dormido!
Amanhã já sei até o panorama que encontrarei na escola: sala vazia e com as crianças dormindo em cima dos livros no primeiro tempo! No segundo, entrarão outros sonâmbulos e assim será por uma semana... bomb

QUER JOGAR XADREZ COMIGO?

Como sou um cara agitado, gosto de esportes que exijam uma certa paciência como a pescaria e o xadrez. Como ainda não inventaram pescarias virtuais, tem um site em que você se inscreve e pode jogar com pessoas de qualquer parte do mundo, inclusive eu! Basta ir nos links deste blog e clicar no chesshere e pronto! Você poderá ser massacrado pelo Estevez!devil

o link é http://www.chesshere.com/

e meu nick é o de sempre: rockarlos64

CAMPEÃO NA TERRA E NO MAR

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Queridos amigos, tive um feriadão de corpus christi glorioso, fantástico, exuberante, estupendo! Tudo começou na noite de quarta-feira, quando o meu amado FLUZÃO tornou-se campeão da Copa do Brasil para suprema inveja do canil de General Severiano e da pocilga de São Januário, que não têm essa gloriosa conquista na sua história de merda! Invejosos, vejam a foto dela aí, que tirei nas Laranjeiras ontem:

Depois de eFLUsivas comemorações, tombei na cama completamente alcoolizado às 3 da manhã. Duas horas depois tocou o despertador e fui para Jurujuba participar de uma pescaria embarcada a convite do meu querido amigo Tonico, que apesar de ser professor de química, é meu líder!

Debaixo de forte nevoeiro e de um frio do cacete nos dirigimos às ilhas Cagarras, vejam o visual quando passamos pelo Pão de Açúcar:

Depois fomos para a Ilha Rasa, aquela que tem o farol:
E foi lá que, para minha alegria e espanto de todos, peguei um olhete de 45cm e pesando 1kg e 380g, nem queria! uuuuuuuuuiiiiiiiiii... Está na foto que abre este post. Além dele, peguei pargos graúdos de quase meio quilo, um pampo, xereletes, peixe-porco e cocoroca. Foram 4.5kg de peixe (se tá vivo eu mato, se tá morto eu como - meu lema de pescador!) Para coroar, quando voltávamos no final da tarde, olha o por-do-sol no Pão de Açúcar:

Quem quiser ver mais fotos vá na sessão de fotos deste blog!
Cheguei em casa, limpei a peixarada, paguei aquele banho e fui dormir o sono dos justos.
Na sexta-feira Líliam esteve aqui e fiz pargo assado com funcho ao molho de vinho branco, um espetáculo! acompanhado com vinho branco alemão (como todo tricolor, sou um homem de bom gosto):

Já no sábado, fui ao Rio, na sede do meu FLUZÃO CAMPEÃO, ver a taça que me pertencia e comprar a camisa comemorativa da efeméride:

Aproveitei também para tirar uma foto ao lado do busto de Castilho. Para quem não sabe, meu nome completo é Carlos José Gomez Estevez em homenagem a esse grande goleiro da história tricolor, que se chamava Carlos José de Castilho, de quem meu pai era fãzaço. Quando eu nasci em 27/11/64 e meu pai viu no jornal que era aniversário do Castilho, ele não teve dúvidas e me batizou como Carlos José.

Bem, hoje é domingão, agora vou para o boteco estrear a camisa nova e a faixa de campeão que comprei nas Laranjeiras. Tomar umas cervejinhas e zoar os invejosos!

LONG LIVE ROCK!

Neste ano faz 30 anos que comprei meu primeiro disco de rock: "Dressed to kill", do Kiss. Para comemorar tal efeméride, estou disponibilizando para os amigos a minha dissertação de mestrado: "A lira da ira e a estética da transgressão: a relação rock e drogas no Brasil". Mal eu sabia, com apenas 13 anos, que ao entrar na Bilboard de Ipanema e sair de lá com o disco debaixo do braço, que eu estava mudando a minha vida para sempre. Para ler, basta ir no link http://files.myopera.com/rockarlos64/files/A%20lira%20da%20ira.pdf

DOMINGÃO DO CARLÃO (XÔ, FAUSTÃO!!)

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Tem gente que não gosta de domingos. Eu adoro! O que não suporto são as segundas! Neste 13 de maio, dia das mães, por exemplo, tive um dia glorioso! Comecei o dia trabalhando meus bonsai e ouvindo radinho de pilha am. Comecei com a minha serissa alfa (veja foto abaixo dela em dezembro, antes de eu aramá-la)
Observe que ela apresenta um tronco bipartido, que primeiro inclinei com anzóis e linha de nylon até a borda do vaso, e depois aramei-o envergando-o para baixo, fazendo o que os bonsaistas chamam de estilo cascata. Depois de 4 meses da longa espera da aramagem, finalmente tirei os arames e transplantei-a para um vaso adequado de bonsai. Eis o resultado: Que felicidade! Que orgulho do trabalho bem feito!
Depois de limpar a sujeirada, paguei aquele banho e fui pra casa da D. Almerinda, minha mãe. Comprei uma boa garrafa de vinho português no supermercado para dar-lhe de presente e atravessei a grande poça de barca, é claro: só curtindo o visual. uuuuuiiiiii... nem queria!

Cheguei na minha terra natal e parti pra copa. Lá chegando tinha um presente pra mim também: a velha tinha feito um maravilhoso cozido à moda portuguesa: Eu sei, a foto está uma porcaria (câmera de celular e sem flash não dá) mas está aí o registro.
Não preciso dizer que me atraquei com o dito cujo e comi feito um animal. Nem consegui lanchar mais tarde!
Cheguei às 10h em casa mais feliz do que pinto no lixo! Então, como não gostar dos domingos? Só não gosta quem não tem o que fazer e passa o dia vendo televisão! Eu adoro!

RECICLE JÁ!



Faça como o Estevez, recicle! Aqui em Niterói, basta entrar no site da Clin e se cadastrar. Uma vez por semana o caminhão passa e leva o lixo, deixando um saco novo (ver fotos). Caso na sua cidade não haja coleta seletiva, pressione as autoridades! Chega de emporcalharmos e destruirmos nossa natureza. Estou de SACO CHEIO (como na foto abaixo) de gente que não se toca que se todos fizéssemos isso estaríamos em um mundo pelo menos um pouco melhor, ou menos pior.

DEPOIS DE GOLEADA NO URUGUAI A URUBUZADA APELA PARA EXU!

Nesta agradável manhã de outono, caminhávamos eu e um amigo rumo a uma cerâmica em Vital Brasil quando, numa esquina da Ari Parreiras, encontrei o despacho retratado abaixo:



É isso aí mesmo que vocês estão vendo: a bandeira do "framengo" servindo de toalha de despacho para Exu na encruzilhada. Com esse timeco, só apelando para os orixás mesmo! Te cuida Bostafogo!

A LUA E OS BONSAI



Há muitos anos atrás, quando meu pai tinha um sítio em Petrópolis, trabalhava lá um jardineiro chamado Geraldo. Eu nem sabia o que era bonsai, mas adorava plantas. Curioso, sempre acompanhava o seu trabalho. Certo dia, o questionei por que não podara certa planta, se não me engano uma roseira, cujos galhos começavam a se emaranhar aos de outra planta. Ele, muito solícito, me explicou que a lua estava cheia e que se a podasse naquele momento ela perderia muita seiva. Perguntei a relação entre uma coisa e outra e ele me explicou que quando a lua está cheia a seiva da planta vai quase toda para a copa, enquanto que na nova e miguante ela se concentrava na raiz. Para exemplificar, cortou um pequeno galho e a seiva transbordou abundantemente. Fiquei com aquilo na cabeça. Certo dia, na lua nova, fui à mesma roseira e cortei um galho, e para o meu espanto, o corte foi quase seco, com pouca seiva. Pois bem, passaram-se mais de 20 anos após esse incidente e tornei-me um bonsaista amador. Não é que repeti a mesma operação em um ficus e o resultado foi o mesmo?
Contudo, nunca achei qualquer referência a essa questão nos muitos sites de bonsai que sempre consulto na internet, porém, venho seguindo a regra do Geraldo e só tenho obtido sucesso. Quando a poda é aérea, isto é, das folhas, só a faço durante a minguante, e quando a poda é de raízes, só faço na cheia. Isso não é crendice e tem uma lógica: ora, se o campo magnético da lua quando cheia é capaz de elevar o nível dos oceanos, por que não elevaria a seiva de uma pequena planta?

SHOW DE BOLA DO ESTEVEZ

Em evento esportivo acompanhado pela mídia nacional e internacional, o Colégio Grafite promoveu neste sábado um torneio interno de futebol de salão. Após várias partidas, consagrou-se campeão o time de funcionários do supracitado estabelecimento formado pelos seguintes atletas de final de semana:



da esquerda para a direita, em pé: Estevez, Gagau e Rafael Samambaia; agachados: Pingo e Garrincha.

Após vencer nos pênaltis a valorosa equipe da 8ª série na semifinal, os intrépidos funcionários do Grafite foram para a grande final com o time do 3° ano, considerado o favorito nas casas de apostas londrinas, pelo seu vigor, juventude e técnica apurados. Porém, a experiência prevaleceu, e o time dos funcionários, mesmo com a torcida contra, após uma grande exibição de gala, venceu pelo surpreendente placar de 10 X 9. Ao sair de campo, Estevez, considerado o craque do campeonato pela mídia presente, modestamente afirmou:
- Graças a Deus conseguimos um excelente resultado, mas sem a união do grupo, o auxílio dos meus companheiros de equipe e a arbitragem imparcial de Hubner Margarida, que não se deixou levar pela pressão da torcida, meu futebol não se destacaria.
Ainda sobre a sua possível convocação para jogar os Jogos Panamericanos pela seleção brasileira de futsal, o craque disse:
- Tô fora, chegou a hora do Falcão mostrar o seu valor, já o deixei muito tempo no banco, e, sabe como é, a idade tá chegando e minhas atividades no magistério acabam tomando muito tempo, o que não me permite treinar adequadamente para evento de tal relevância. O futsal brasileiro tem que se renovar.
Veja mais fotos do evento na seção de fotos deste blog.

POEMEUS NA ÁREA



Após longo ostracismo decidi tornar meu livro de poesias "Do eu" público. Seja o que deus quiser e o diabo permitir. Basta entrar no "links" do meu blog.Caso queiram entrar diretamente, o endereço é o seguinte: http://files.myopera.com/rockarlos64/poemeus/DO%20EU.pdf
abs.

O HOMEM QUE ME ENSINOU A NÃO ACREDITAR NO QUE VEJO

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Morreu no dia 6 de março o filósofo Jean Baudrillard. Numa explicação bem tosca, longe de abarcar a complexidade do seu pensamento, ele acreditava que vivemos em um mundo aparente e virtual. O essesso de informação acaba apagando a realidade e em seu lugar surge o que ele chama de hiper-realidade do mundo midiático. Crítico impiedoso da sociedade contemporânea e do seu consumismo desenfreado (ler "A sociedade de consumo") influenciou profundamente a minha visão de mundo e Hollywood também (ver Matrix: Neo esconde seus programas em um livro dele). Ele não gostou do filme. Deixo abaixo um poemeu em sua homenagem:

AUTOCOMBUSTÃO PLATÔNICA




O Sol ardente teima
em abrasar o corpo
destroço de esforço
chamuscado de olhar
incendiadas violências.

Então, maníaco, viro
piromaníaco de isqueiro
empunho o lumeeiro
no mundo de aparências
onde inflamável vivo.

ESTÁ CHOVENDO!

Nada como sentir o cheiro da terra molhada! Agora, às 22.28h desta sexta-feira,16 de março chove em Niterói após 33 dias secos... Alegria! Alegria! Meus gatos estão felizes, meus bonsai estão felizes e eu também! como é bom ser feliz! Ouvi dizer que são bactérias do solo que produzem esse odor tão característico de chuva... longa vida às bactérias que fecundam o solo e meus intestinos sonhos... Elas são mais importantes do que eu e você, meros seres humanos que só produzem fedor e destruição. Em mais de 40 anos de vida, nunca vi um verão tão seco, principalmente em março. Se Tom jobim estivesse vivo, não escreveria "águas de março". É o fim.

MILAGRES ACONTECEM: TORCI PRO "FRAMENGO" NO FINAL DA TAÇA GUANABARA!

é isso mesmo: carlos estevez torceu para o "framengo"! mas, por quê?
1° não sou vascaíno, que primeiro torce contra a mulambada para depois torcer para o próprio time!
2° quero a urubuzada na final, pois o fluzão será campeão da taça rio. ora, que graça teria ser campeão em cima do madureira? quem eu zoaria no dia seguinte? você conhece alguém que torce pro madureira? eu não! é muito melhor ter 30 milhões de otários para sacanear no dia seguinte, não é mesmo?
3° recordar é viver: assis e renato gaúcho acabaram com eles!
4° não sou bostafoguense que quer time pequeno na decisão para só assim ser campeão. Em cima do Madureira qualquer um é campeão, até o bostafogo e o flamerda!

HUMANISTAS BABACAS X REACIONÁRIOS IMBECIS

É impressionante como o tempo passa e o ser humano não muda. Tenho acompanhado pela mídia a repercussão do caso do menino João, barbaramente assassinado no Rio de Janeiro, e o blá blá blá é sempre o mesmo.
De um lado, uns humanistas babacas, geralmente "intelectuais" oriundos da área das humanas, que ainda estão presos a paradigmas rosseaunianos (o homem nasce bom, a sociedade que o corrompe); de outro, os reacionários imbecis, das mais variadas matizes sociais.
Para os primeiros, os culpados para fatos como esses são a sociedade, a desigualdade social e nossas elites perversas (como se eles não fizessem parte dessa elite); já para os segundos, os SERES HUMANOS que mataram João são "monstros", "desumanos", "animais" etc., e postulam o endurecimento das leis (até a pena de morte) e a diminuição da responsabilidade penal para 16 anos.
Na verdade, ambos os grupos partem do princípio antropocêntrico equivocado de que o homo sapiens seria superior às outras formas de vida que habitam este planeta. Por isso o choque quando há um comportamento desviante, de natureza cruel, que não apresenta uma explicação "racional".
Perto dos hitlers, stalins, idi amins e pol pots da história da humanidade esses rapazes que arrastaram João pelas ruas são principiantes, amadores. Quantos eles mataram além do João? 3? 4? E os que citei acima? Ah, mas eles eram “bestas-feras”, “monstros”, “desumanos” etc., etc. Por essa lógica perversa nós nunca temos nada a ver com isso, mas sim a “sociedade desigual”, os “homens ruins”, as “aberrações sócio-patológicas” etc. E assim dormimos tranqüilos, como seres pacatos e “bonzinhos”... Não, senhores, eles eram e são seres humanos como eu e vocês! Portanto, fomos nós, homo sapiens, que provocamos a II Guerra Mundial, fomos nós que arrasamos o Camboja, e, por fim, fomos nós que arrastamos João pelos subúrbios do Rio! Sartre errou. O inferno não são os outros, mas nós mesmos!
Do que se trata uma nuvem de gafanhotos senão a reunião de vários espécimes de acridídeos que por onde passam esgotam os recursos naturais que necessitam e vão para outro repetir a mesma operação? “Penso logo existo”. Ora, gafanhotos não pensam mas existem! E nós, “animais racionais”? No que somos melhores do que gafanhotos tendo em vista a destruição ambiental que provocamos? Eles pelo menos são programados para isso, e nós? Talvez sejamos também e não saibamos. Nem melhores, nem piores, apenas iguais a eles... Chegou a hora de descartarmos Descartes.
De acordo com a teoria do químico e médico inglês James Lovelock, o planeta Terra seria um organismo vivo. Não tenho dúvida que, se ela estiver correta, nós somos o câncer dela. Células em metástase, reproduzindo-se alucinadamente, sem controle algum. É por essas e por outras que tal qual Machado de Assis (meu líder!) e seu personagem Brás Cubas “não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”.
Fui!