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Blog do Rogério

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oPTar ou Malufar?

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Texto do Sergio Dávilla da Revista da Folha, de novo. Fazer o quê? Segundo domingo seguido que o cara literalmente "matou a pau".

Lula lá, Maluf lá, e a sensação de vazio
por Sérgio Dávila, Revista da Folha 18/09/2005

"Peço licença ao eventual leitor para voltar ao tema "Década Perdida", os anos 80.

Há dez anos, no dia 9 de outubro, data da morte do ex-presidente brasileiro Emílio Garrastazu Médici (1902-1985), o CACS, o Centro Acadêmico das Ciências Sociais da PUC de São Paulo, deu uma festa. Eles eram explicitamente de esquerda, não anarconiilistas como nós, do Benevides Paixão, e a morte do mais linha-dura dos generais-presidentes da ditadura brasileira merecia comemoração. Mau gosto? Provavelmente.

Mas, como dizem os repórteres televisivos que cobrem o Carnaval, a festa foi animada e não tinha hora para acabar. Ou melhor, tinha, na manhã seguinte, quando os vizinhos dos prédios ao lado ameaçaram chamar a polícia -PM e PUC eram siglas que não cabiam na mesma frase, já que a faculdade fora invadida em 1977 pelos soldados do coronel Erasmo Dias, então secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Em 1985, ao entrar no campus principal da PUC ou na "Ferradura", como era e é conhecido o campus secundário da universidade, onde fica o curso de jornalismo, você tinha a impressão de que "todo o mundo" era petista -no mínimo, petista. Era, se a memória ajuda, a época dos adesivos "oPTei" e da militância voluntária, sem ônibus pagos ou dinheiro vindos dos partidos de esquerda.

Um amigo chegou ao cúmulo de comprar seu Fiat 147 na cor vermelho-revolução e colocar uma máscara no "breaklight" do vidro traseiro, que, a cada vez que o pedal era pressionado, destacava as palavras "Lula Lá", recortadas numa cartolina preta.

Nessa época, ainda, ganhou as ruas o verbo "malufar", no sentido de "roubar", ou, no mínimo, versar mal o dinheiro público. Quem entrasse na Ferradura nessa época, também, pensaria que todos os alunos queriam o ex-prefeito paulistano na cadeia. O best-seller das classes era o livro "A Má Lufada que Abalou São Paulo", do então deputado estadual José Yunes, que elencava os supostos desmandos do ex-governador paulista, especialmente nascimento e morte da estatal Paulipetro.

(Sobre a última, aliás, brincávamos que, depois de mudar o nome da Light para Eletropaulo e criar a Paulipetro, o governador rebatizaria a Vasp de "Malufthansa"...)

"Lula lá", ou seja, o ex-metalúrgico eleito presidente da República, e "Maluf na cadeia" poderiam ser o lema da geração da "Década Perdida", se é que a minha geração tinha algum lema.

Corta para setembro de 2005.

Lula está lá -é presidente há mais de dois anos, ou pelo menos é o que informa o site oficial do governo brasileiro, já que ele continua em pleno comício e ignorando o mar de lama que lhe chega aos joelhos. Seu ex-primeiro-ministro, José Dirceu, foi brilhantemente batizado por Clóvis Rossi aqui nesta Folha de "Paulo Maluf da esquerda".

Já o verdadeiro Maluf também está lá -foi preso no final de semana passado com o filho Flávio, acusados de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Até o jornal conservador francês "Le Monde" explicou aos seus leitores na edição de terça-feira o significado do verbo "malufar" -"roubar os cofres do Estado", segundo o diário.

A pergunta que eu faço aos meus contemporâneos é: "E aí, realizados?"

Eu não."


Rogério

“ Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem. ” (Efésios 4:29)

Brincando com o Google Earth

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Contando as publicações e sites de informática, não se falou em outra coisa neste mês. Todos são unânimes, o Google Earth é mesmo um serviço revolucionário.

Pra quem ainda não conhece, este programa do Google permite que se veja fotos aéreas e de satélite do mundo inteiro. Você focaliza um ponto e, aos poucos, as fotos vão surgindo na tela. O programa permite que você literalmente de um ponto a outro do globo terrestre com apenas um clique. Ah, e o programa é grátis.

Nem tudo porém é assim perfeito. Vamos combinar que o mundo é bem grandinho, por isso a maior parte do planeta ainda não pode ser vista em fotos de alta resolução.

É nos Estados Unidos porém que o programa pode mesmo ser chamado de revolucionário, lá o Google tratou de unir os mapas e guias com as fotos de satélite, e é possível ver inclusive modelos 3D de prédios, ver as rotas para ir de um ponto a outro e a distância.

É preciso ter conexão rápida (senão as imagens demoram MUITO pra carregar). Pra quem não quer ou não pode instalar o programa pode ver as mesmas fotos no Google Maps, mas não dá pra voar de um ponto pra outro.

No site do Google Earth o programa também podem ser encontradas as versões pagas Plus e Pro, que permitem entre outras coisas integração com GPS. Apesar de ter gente pelas bandas de cá doida pra ter um serial destas versões, estas funções extras pouco vão ajudar aqui no Brasil, pelo menos por enquanto.

Por aqui o interessante mesmo é usar o programa pra encontrar lugares interessantes e curiosos ao redor do mundo, se divertir com algumas falhas nas fotos e reencontrar os lugares conhecidos e sair por aí mostrando pra todo mundo. É muito divertido quando você vê a foto da sua própria casa, eu que o diga.


Veja só alguns exemplos de lugares interessantes que eu achei, veja no Álbum de Fotos do Google Earth.

Rogério

“ Até a vossa velhice eu sou o mesmo, e ainda até as cãs eu vos carregarei; eu vos criei, e vos levarei; sim, eu vos carregarei e vos livrarei. ” (Isaías 46:4)
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