Friday, 21. March 2008, 02:40:00
cristianismo, Globo, evangélicos, novela
A respeito da polêmica criada devido a cenas de novela da Globo (quem não souber do que se trata ver o vídeo aqui).
Sou da seguinte opinião.
Eu não assisto novela (e nem falo isso pra me gabar, não tenho mesmo o costume e não tenho nada contra quem assiste), mas vi a cena porque minha mãe e irmã assistem e no momento eu estava na sala.
Na hora eu fiquei chateado, claro, mas daí eu comecei a pensar...
Já vi cenas parecidas em igrejas por aí. Não convém aqui ficar dando exemplos.
E já conheci gente que confessa a religião evangélica que é desequilibrada e que, se tivesse a chance, faria sim a mesma coisa que a garota da novela fez (ela incitou o povo a espancar dois homossexuais).
A cena foi bizarra e nos faz mesmo duvidar das intenções dos produtores da novela. Nem tenho tanta raiva da Globo, mas é de se pensar que não é por acaso que aquilo foi veículado por ela, não me entendam mal, não estou aqui defendendo esta emissora de TV de jeito nenhum... mas pera lá... será que é mesmo motivo pra gente se sentir ofendido? Era o tipo de coisa pra entrar por um ouvido e sair por outro. Sabemos que quem ama a Cristo nunca vai fazer aquilo.
Acho que mais do que reclamar de preconceito a gente devia é mostrar com as nossas atitudes que não é assim. Se honrarmos nossa fé diariamente poderiam fazer o que fizessem, não teriam como nos "sujar". O que acontece é que atitude de não poucos crentes diante da nossa sociedade envergonham a Cristo e faz com que as pessoas pensem mesmo que aquilo pode ser verdade.
Ouvi esses dias a história de um cristão que tentou comprar um aparelho de som num crediário em uma loja de eletrodomésticos. Teve o pedido negado quando declarou que sua renda vinha da igreja, ele era pastor. Ele até disse que aquilo era preconceito e ouviu da atendente que não, a recusa era por motivo técnico, é inacreditável mas tem pastor demais devendo na praça.
Quem já ouviu notícias do que acontece em partes do mundo como no Oriente Médio ou na Coréia do Norte não ousa dizer que aqui no Brasil os evangélicos são perseguidos, por lá cristãos estão sendo presos e muitas vezes até torturados e mortos.
Aqui pelo contrário, a lei até nos protege dessas coisas, temos muita liberdade aqui. Podemos falar de Jesus nas ruas, nas rádios e até na TV, não precisamos nos esconder e de fato temos aparecido.
Ocorre que precisamos encarar as coisas como são: este mundo é do maligno que é nosso adversário, pouca coisa então devemos esperar deste mundo que não sejam pedras. E antes de reclamar dessas pedras, antes de reclamar de que somos perseguidos a gente tem que primeiro fazer a nossa parte, se andarmos na luz eles poderão tentar nos atacar, mas vão ter que reconhecer no nosso exemplo que o amor de Deus se manifesta através de nós.
A questão toda é essa, será que cada evangélico deste país tem sido exemplo de amor de Deus nessa Terra? Óbvio, me incluo na pergunta.
"Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens." (Mateus 5:13)
Tuesday, 24. April 2007, 16:08:59
mtv, caldeirão do huck, luciano huck, Globo
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Sábado a tarde estou em casa assistindo a TV.
No programa do Luciano Huck há um quadro chamado "Lata velha". Uma cópia descarada do programa "Pimp my ride" da MTV.
Consiste em pegar um carro caindo aos pedaços e reformá-lo completamente, para alegria de seus donos. O programa da MTV (originalmente americano, mas também passa uma versão inglesa e há a promessa de uma edição nacional) um sujeito bem-humorado leva o carro velho até uma oficina onde divertidos mecânicos literalmente transformam o carro, mostrando passo-a-passo, desde o projeto até a remontagem. É divertido.
No quadro do Caldeirão do Huck (que apostaria não pagou um centavo dos direitos que a MTV teria por ter inventado a atração) não há mecânicos engraçados e a remontagem do carro pouco é mostrada. A grande bizarrice é fazer o proprietário do veículo pagar algum mico em público.
Já houve quem imitasse James Brown, quem regesse orquestra e até quem dançasse Village People. Mas no último sábado eles foram com sede demais e exageraram.
O mico que o proprietário tinha que pagar era imitar Roberto Carlos e cantando a canção "Eu sou terrível". Mais, não bastava cantar, era necessário ainda tocar gaita e dançar.
O proprietário e de início até que aceitou numa boa. Mas nas primeiras tentativas ficou claro que existia um problema, o sujeito não tinha o menor jeito pra música. Os instrutores ao invés de apoiá-lo passaram sim a esculachá-lo duramente um deles chegando a dizer "só Jesus descendo aqui na Terra pra esse cara conseguir cantar um verso que seja".
Foi daí que, com toda a razão do mundo, o sujeito surtou. Berrou com produtores, instrutores, tava se lixando pro quadro e ia embora. Foi falta de respeito com aquele rapaz, ele não estava no "Ídolos", ele sabia que não tinha o menor talento pra cantar, quanto mais tocar gaita e além de tudo dançar, ele só queria ter seu carrinho velho reformado, e não ser esculachado.
No fim das contas depois de alguma conversa e a ameaça que o carro depois de reformado iria a leilão (Sim, segundo Luciano Huck quem não cumpre a prova não recebe o próprio carro de volta, ele é leiloado. Sendo que o carro já é do proprietário isso me parece roubo, mas deixa pra lá) o sujeito cantou "Eu sou terrível", não precisou dançar e fingiu que tocou gaita para receber o carro reformado. Nem precisou Jesus descer do céu.
É muito chato ver pessoas se humilhando na TV para ganhar prêmios. As produções dos programas deveriam pensar nisso quando copiam fórmulas dos outros.
No programa da MTV o sujeito não precisa fazer nada pra receber o carro de volta, mostra a pessoa entrando na garagem, vendo o carro, pulando e gritando de alegria.
“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo,” (1 Pedro 1:18,19)
Wednesday, 28. June 2006, 03:15:28
youtube, video game, globo reporter, Globo
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Esse Youtube é um barato mesmo. É incrível a quantidade de coisas que tem sido "desenterradas" e estão de volta na Net.
Tá aqui um exemplo. É um Globo Repórter mostrando a febre do video-game em 1991. Alguém lembra do Sonic? Do Super Mario? Do Príncipe da Pérsia? Hahaha...
E pensar de como eram as coisas naquela época, boa parte da molecada que aparece no vídeo já deve ser até pai hoje em dia.
Clica no link:
[url]http://www.youtube.com/watch?v=a0-_KSw73yM&mode=related&search=
São quatro partes, as outras 3 podem ser encontradas na própria página.
Pros mais antigos matar a saudade e pra galera mais nova morrer de rir com os video-games de "última geração". Se alguém naquela época mostrasse pra gente um Playstation 3 acho que a gente surtava.
Rogerio
"Pois, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á." (Mateus 16:25)
Wednesday, 28. September 2005, 12:40:52
Globo, Fantástico, índios, indians
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"A máquina de fazer doido continua ótima!
Ontem, dia 25/09, assisti a reportagem do Fantástico sobre a ação dos missionários da Jocum trazerem índios zuruahá para tratamento médico em SP: uma mistureba de sensacionalismo e passionalidade. Nada muito diferente do que eles fazem sempre. É sina de jornalismo televisivo: imagens, imagens, falas editadas e conteúdo pífio. Toda notícia na tv tem a profundidade de uma montanha. Não havia assistido no domingo, mas segundo me disseram, a reportagem fora bem positiva ao trabalho realizado pelos missionários, mas ontem voltou ao “normal”.
l. Como já disse, jornalismo televisivo prima pelo simplismo, ainda mais quando se trata de jornalismo fantástico! Noticia uma tragédia onde morrem dezenas e, em seguida, mostra a nova moda brega. No mesmo pacote, ambas têm uma só objetivação: entretenimento.
2. Sobre a “noticia” em específico da ação dos missionários da Jocum, vejamos: l. uma frase isolada da Braulia; 2. uma frase isolada de um texto do site; 3. uma frase isolada da Suzuki. E a conclusão fantástica: os missionários têm objetivação religiosa! Meu Deus, eu estou abismado com a genialidade deste jornalismo: os missionários têm motivação religiosa? Descobriram a roda! Então eu posso dizer que os jornalistas da Globo têm motivação jornalística? Não dava para fazer uma coisinha menos pior? Isso é uma mistura de burrice com preguiça de investigar.
3. Nenhum aprofundamento da questão antropológica e da saúde púbica. Por que a Funasa não tem atendido? Falta remédio? Falta dinheiro? Falta pessoal? Nenhuma critica a (falta de) ação governamental. Qual a solução da Funai e do procurador? Retirar os missionários do campo. Ótimo! Os índios matam os recém nascidos com deficiência e depois se suicidam – e a Funai continua desempenhando seu papel. Qual?
4. A fala do antropólogo é uma pérola. Como a Funai não dá a devida atenção os missionários fazem barganha religiosa com a saúde. 1. admite que a Funai não cumpre sua função; 2. admite que os missionários cuidam da saúde. Ao ensejo, qual é o papel do antropólogo nesta história, além de fazer “análise” para a tv? Se os antropólogos são os únicos que têm total acesso a estes povos, inclusive usando dinheiro público, porque eles não minoraram estas condições? A ação antropológica, pelo visto, se restringe, a ajudar preservar o isolamento do grupo para o benefício da integridade étnica cultural, conquanto, os zuruahá continuem cometendo suicídios e infanticídios rituais. Não é sem motivos que, no meio acadêmico, antropólogo é conhecido como “legalizador de taras”. Pois, na medida em que estas práticas rituais sejam “destruídas” pelos missionários, coitados dos antropólogos, perderão um amplo campo de pesquisa. Por amor à ciência, eles bem que poderiam realizar uma pesquisa participativa. Para a tv seria uma reportagem fantástica!
5. Qual é, enfim, o grande “mal” da ação missionária? Ter tirado os índios da aldeia para trazê-los para tratamento médico na cidade. De fato estes missionários merecem uma ação justa da procuradoria federal, uma reprimenda da Funasa, uma expulsão da Funai e toda uma condenação científica. Salvar vida de índios é um crime. Selvagens isolados em seus costumes primitivos, ao serem trazidos para nosso meio, vão usufruir do nosso sistema de saúde; vão conhecer os benefícios de nossa civilização e não vão querer mais voltar ao seu primitivismo! Índio bom é índio morto, suicida, primitivo, selvagem em seu estado natural o mais longe possível. Afinal eles estão assim há quinhentos anos, e mesmo com ajuda do Governo e da ciência não conseguimos matá-los em definitivo. Mas se os deixarmos assim só mais um pouquinho de tempo não será necessário lembrarmos deles. Para manter isso como estar, já temos a Funai executando seu papel tutelador. Portanto, a Procuradoria precisa agir rápido, senão os missionários salvam os índios das doenças, dos suicídios e dos infanticídios, e os antropólogos não poderão salivar diante das taras e fazer suas teses acadêmicas. E o Fantástico ficará cada vez menos fantástico!"
Gedeon Freire de Alencar, diretor pedagógico do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos.
Site da Fantástica JOCUM: [url]http://www.jocum.org.br
Rogério
"Disse-lhes, então, Jesus: Eu vos pergunto: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou tirá-la?" (Lucas 6:9)