Skip navigation.

Blog do Rogério

Um blog útil... ou quase isso!

Posts tagged with "cristianismo"

INFANTICÍDIO no BRASIL - E você com isso?

, , , ...

Onde? Em aldeias indígenas.

Os pais concordam? Na maioria das vezes não e não ter a quem recorrer porque a tribo os pressiona para que continuem.

Alguns se suicidam para não terem que matar seus filhos que poderiam receber tratamento na maioria dos casos e serem curados ou passarem por reabilitação, no caso das deficiências.

Mas ainda há uma luz. Uma ONG CRISTÃ, chamada ATINI ( http://vozpelavida.blogspot.com/ ) tem trabalhado contra isso e a favor da vida.

Porém, muitos brasileiros tratam os índios como "seres-não-humanos", para os quais os direitos humanos não se aplicam e mais, que o infanticídio deve ser preservado enquanto prática cultural.

Mas onde ficam os direitos das crianças? Onde ficam os direitos dos pais? Onde fica o direito de uma cultura se transformar?

E você com isso?

Nós podemos fazer algo mesmo que seja pequeno.... escrever!!

Há uma lei para ser votada... porém, a relatora Deputada Janete Pietá não quer se manifestar.
Mas nós podemos fazer algo e que não vai custar nada, além de 2 minutos. A lei é o Projeto de Lei 1057 - lei Muwaji (em homenagem à mãe de Ignani, uma linda indiazinha portadora de paralisia cerebral).

1) Escrever para a deputada colocando nossa aprovação ao projeto e solicitando que o mesmo seja colocado para votação no plenário. dep.janeterochapieta@camara.gov.br


2) Escrever para câmara dos deputados. http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/ouvidoria

Que vocês não durmam sem pensar no choro de crianças sendo enterradas vivas.... e que façam algo, porque são inocentes morrendo em nosso país!!! Isso não é diversidade cultural, é assassinato!!!


Texto postado no Orkut pela Thaty, aqui.

Visite também: www.hakani.org e saiba sobre o documentário relatando a questão do infanticídio.

Abaixo, veja entrevista com Márcia Suzuki:



"Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus." (Marcos 10:14)

A "bronca" que eu tenho da música gospel

, , , ...

Tenho uma "bronca" em relação a música gospel, é que ela pouco fala da nossa vida real.

A nossa vida de cristão na maior parte do tempo é dura. E cadê a música gospel pra retratar a nossa vida como ela realmente é?

Temos problemas que nem sempre se resolvem como gostaríamos. Temos decepções, doenças, traições, dificuldades de todo o tipo. Além de louvar a Deus, a música cristã devia retratar também a vida da gente, os cristãos normais. A vida de ninguém é só prosperidade, conquista, ou toda sorte de bênçãos pra direita, pra esquerda, pra frente e pra trás
. Nem sempre a gente vê as comportas do céu se abrindo e caindo toda aquela chuva de bênçãos que escorrem de tantos hinos.

A vida de nenhum herói da fé na Bíblia foi um eterno mar de rosas, que é que tem adimitir que a vida do cristão também não é só bênçãos e vitórias?

De vez em quando a gente se sente bem que quando sabe quenão está só na nossa dor, a gente se conforta em ouvir que tem gente sentindo igual a gente. É uma pena que poucos artistas cristãos hoje em dia se dispõem a mostrar que viver de vez em quando também implica em dor.

Às vezes é bom ouvir que "everybody hurts" ... ("todos se machucam", música do R.E.M., banda "secular"). A música secular retrata estes aspectos da vida muito bem, já a música gospel raras vezes toca no assunto, poucos artistas, a maioria destes estrangeiros.

Um dia conversava com um colega cristão sobre a música "Boulevard of broken dreams" (alameda dos sonhos despedaçados) do Green Day, sobre a incapacidade de uma letra como aquela surgir no meio cristão. Nós não queremos adimitir em música que até os nossos sonhos podem ser despedaçados.

Talvez alguém diga que isso que escrevi é bobagem, que música cristã tem que falar é só de Deus mesmo, que dar esperança é justamente só cantar vitória. Mas, na minha opinião, isso é meio que negar a realidade.

E veja bem, não estou desprezando o que chamamos de "louvor" aquela música específica em louvar a Deus, também não estou dizendo que todas as canções devem conter lamúrias, até porque nossa vida também não é só tristeza, temos vitórias e bênçãos TAMBÉM.

Só acho que os artistas cristãos precisavam cantar coisas mais próximas da nossa realidade, e não só apregoar uma vida irreal onde só há bênçãos sem fim.

“Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” (Romanos 10:9,10)

Locations of visitors to this page


Technorati Profile

Sobre a "polêmica" evangélicos vs. Globo

, , ,

A respeito da polêmica criada devido a cenas de novela da Globo (quem não souber do que se trata ver o vídeo aqui).

Sou da seguinte opinião.

Eu não assisto novela (e nem falo isso pra me gabar, não tenho mesmo o costume e não tenho nada contra quem assiste), mas vi a cena porque minha mãe e irmã assistem e no momento eu estava na sala.

Na hora eu fiquei chateado, claro, mas daí eu comecei a pensar...

Já vi cenas parecidas em igrejas por aí. Não convém aqui ficar dando exemplos.

E já conheci gente que confessa a religião evangélica que é desequilibrada e que, se tivesse a chance, faria sim a mesma coisa que a garota da novela fez (ela incitou o povo a espancar dois homossexuais).

A cena foi bizarra e nos faz mesmo duvidar das intenções dos produtores da novela. Nem tenho tanta raiva da Globo, mas é de se pensar que não é por acaso que aquilo foi veículado por ela, não me entendam mal, não estou aqui defendendo esta emissora de TV de jeito nenhum... mas pera lá... será que é mesmo motivo pra gente se sentir ofendido? Era o tipo de coisa pra entrar por um ouvido e sair por outro. Sabemos que quem ama a Cristo nunca vai fazer aquilo.

Acho que mais do que reclamar de preconceito a gente devia é mostrar com as nossas atitudes que não é assim. Se honrarmos nossa fé diariamente poderiam fazer o que fizessem, não teriam como nos "sujar". O que acontece é que atitude de não poucos crentes diante da nossa sociedade envergonham a Cristo e faz com que as pessoas pensem mesmo que aquilo pode ser verdade.

Ouvi esses dias a história de um cristão que tentou comprar um aparelho de som num crediário em uma loja de eletrodomésticos. Teve o pedido negado quando declarou que sua renda vinha da igreja, ele era pastor. Ele até disse que aquilo era preconceito e ouviu da atendente que não, a recusa era por motivo técnico, é inacreditável mas tem pastor demais devendo na praça.

Quem já ouviu notícias do que acontece em partes do mundo como no Oriente Médio ou na Coréia do Norte não ousa dizer que aqui no Brasil os evangélicos são perseguidos, por lá cristãos estão sendo presos e muitas vezes até torturados e mortos.

Aqui pelo contrário, a lei até nos protege dessas coisas, temos muita liberdade aqui. Podemos falar de Jesus nas ruas, nas rádios e até na TV, não precisamos nos esconder e de fato temos aparecido.

Ocorre que precisamos encarar as coisas como são: este mundo é do maligno que é nosso adversário, pouca coisa então devemos esperar deste mundo que não sejam pedras. E antes de reclamar dessas pedras, antes de reclamar de que somos perseguidos a gente tem que primeiro fazer a nossa parte, se andarmos na luz eles poderão tentar nos atacar, mas vão ter que reconhecer no nosso exemplo que o amor de Deus se manifesta através de nós.

A questão toda é essa, será que cada evangélico deste país tem sido exemplo de amor de Deus nessa Terra? Óbvio, me incluo na pergunta.

"Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens." (Mateus 5:13)


A Verdade

, , , ...

Tema recorrente em comunidade evangélica no Orkut: "Se Deus é justo porque ele não aceita as pessoas de todas as religiões? Por que só a religião de vocês é certa? Aqui a resposta que dei a um tópico destes no Orkut.

"Bom, eu creio que sigo o Deus verdadeiro.

O Deus verdadeiro é verdadeiramente Deus, por isso mesmo Ele é o que Ele é, e não o que eu quero, acho, gostaria...

Isso de "todo mundo está certo" é uma enorme mentira! Por exemplo, se os budistas estão certos os cristãos estão errados. Não é possível todos estarem certos. Essa é a verdade. Com a verdade não dá pra negociar, "refletir", etc. A verdade é uma só. Não há margem pra especulação. A verdade não serve para agradar a todos - na verdade ela sempre desagrada alguém.

Deus não castiga as pessoas que não crêem, Deus deu o Seu próprio filho unigênito em sacrifício para salvar a todos. Para salvar-se é só preciso crer. A salvação é pela graça e de graça. Vai pro inferno quem não aceita o sacrifício que Deus fez por todos nós. Daí a própria pessoa paga pelos próprios pecados, cada um escolhe, pode-se reconhecer a pequenes, se entregar a Cristo e se salvar, ou pode viver pra si mesmo, rejeitar Jesus e pagar pelos próprios pecados. Sim, isso é muito justo, injusto seria as pessoas errarem e ficarem impunes.

As igrejas evangélicas são meras organizações necessárias neste mundo (podemos dizer que são necessárias numa espécie de "burocracia"), elas não podem salvar ninguém. Mas quando falamos da verdade, as igrejas evangélicas são as únicas que ensinam a verdade que liberta: que há um só Deus, que Jesus morreu pra nos salvar, que Ele nos deu sua Palavra para que possamos ter salvação. Há muitos ensinamentos de sabedoria nas religiões, mas a salvação de nossas almas se dá pelo crer que Cristo nos salvou, e não por ter ou não sabedoria.

Quanto a casos específicos do tipo "ah, mas quem nunca ouviu de Jesus?", "e quem viveu numa tribo isolada?" ou "quem não teve chance?", saiba que só Deus é verdadeiramente justo e vai julgar cada um com justiça.

O juízo pertence a Ele, e ninguém vai sofrer sem ter merecido. Mas saiba que todos nõs merecemos o inferno, todos pecamos, todos merecemos a morte, não fosse Cristo morrer para os que cressem, ninguém poderia ser salvo.

Deixe que aqueles que não conheceram a Deus ser julgado pelo próprio Deus, se eles não tiveram a chance, vc tem!

A Paz."

Quem lê isso até pensa que eu sou fundamentalista, e sou mesmo... rs. Pior coisa é gente dizer que tem fé em tudo, "todos os caminhos levam a Deus". Quem crê assim está frito! Melhor até não crer do que tentar recriar um Deus a sua própria imagem e semelhança, reconheçamos Deus é supremo, nós somos humildes criaturas, devemos ficar alegres todos os dias com a oportunidade que Ele nos deu de considerar filhos Dele. Pense que o ser que criou o Universo é o seu próprio Pai, te ama mesmo quando não merece, viveu, morreu e ressuscitou por você. Isso não te toca?! Se não, este post deve ter te chateado um bocado, mas eu continuo com a verdade.

“Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terreno plano.”- Salmos 143:10

O que venho lendo - Parte 1

, , , ...

Resolvi compartilhar por aqui os livros que eu venho lendo de uns anos pra cá. Aqui vai alguns, mas continua.

Espero que gostem e me passem dicas de livros legais que vocês andam lendo também.

A volta ao mundo em 80 dias (Julio Verne) ****
Bom, considerado um clássico das histórias de aventura.

Fileas Fogg, milionário inglês excêntrico se mete em uma aposta em que o objetivo é dar a volta ao mundo em 80 dias, junto com seu companheiro Fura-vidas(na verdade o mordomo que vai na marra). Como na época não existia avião, Fileas se vira como pode, viaja de trem, carruagem, navio, e até de elefante.

O final é bacana, pode até surpreender.

Gostei do livro, muito bom. :wink:



Vinte mil léguas submarinas (Julio Verne) ***
No século XIX um navio é enviado para caçar uma estranha criatura que tem deixado o mundo inteiro perplexo. Após um embate e o naufrágio do navio, três membros da tripulação acabam conhecendo a "criatura" intimamente, o Náutilo, submarino do misterioso Capitão Nemo.

Professor Aronnax, seu mordomo Conselho e o caçador de baleias Ned Land passam então a viver como prisioneiros de luxo do capitão e têm a oportunidade de viver aventuras submarinas que jamais poderiam imaginar.

Este é o maior clássico de Julio Verne, a história é ótima, mas... não gostei tanto. Pra mim faltou um pouco mais de ação, e como só há marmanjos no submarino, romance nem pensar. Recomendo, mas com essas ressalvas.


Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley) *****
O que mais impressiona neste livro é que ele foi escrito em 1931, mas permanece surpreendentemente atual mesmo depois de tantas décadas.

No futuro, em nome do total equilíbrio social, a humanidade resolve abolir a família, a liberdade, a individualidade, o medo da morte e até mesmo Deus e o amor.

Todas as pessoas nascem de provetas, sem pais nem mães(que aliás viraram termos perjorativos), surgem verdadeiras linhas de montagem onde pessoas são criadas e condicionadas desde a fecundação a pertencerem a castas.

Muitos nascem para trabalhar duro a vida inteira, poucos nascem para ser líderes. As pessoas são condicionadas desde bebês a serem submissos às castas as quais pertencem, crianças são estimuladas sexualmente desde muito cedo, o sexo livre e o uso de drogas não só são liberados como vistos como o bom costume a ser seguido. Não há quem seja de verdade feliz, mas "quase" ninguém é triste.

E é de exemplos de "quase" que o livro trata. Desde Bernard Marx um alfa (a mais alta casta do mundo) que sofre preconceito e não consegue se enquadrar e termina com o amor impossível de John (um "selvagem", com costumes completamente diferentes) por Lenina, uma bela enfermeira que nem imagina o que sente John, mas só fazer sexo com todos os homens que ela puder (como aliás, toda boa moça da sua época faz).

O livro é excelente. O "Admirável Mundo Novo" é perturbador, ainda mais quando percebemos que desde a época em que foi escrito até os dias de hoje realmente caminhamos para que este futuro se torne real.

No último Usina 21 (um evento evangélico onde é debatido assuntos referentes a sociedade) um rapaz na oficina que participei definiu este livro como "profético". Fui obrigado a concordar com ele. Estamos abolindo a família e Deus de nossa sociedade, colocando a ciência acima de tudo e a maioria tem achado isso simplesmente ótimo. Perdemos a liberdade, a individualidade e estamos nos sentindo cada vez menos amados. E tudo isso já tinha sido previsto por Huxley.

Comprei este livro numa promoção junto com 1984 de George Orwell, outro incrível livro sobre o futuro que também é surpreendente. Os dois livros guardam semelhanças e diferenças, mas falo disso em outra oportunidade.

Recomendadissimo!

Cristianismo Puro e Simples (C. S. Lewis) *****
Durante a Segunda Guerra Mundial a BBC convidou C. S. Lewis para uma série de programas em que o assunto era o cristianismo. Anos depois, os textos escritos foram compilados e se transformaram neste livro.

Nele Lewis explica de forma surpreendentemente clara o que é de fato, o cristianismo. É interessante ver que Lewis evita se meter em polêmicas dentro das denominações cristãs, se mantém no máximo possível dentro das crenças comuns e mostra que apesar de muitas diferenças, afinal, os cristãos têm mais em comum do que imaginam.

Também é interessante como Lewis lida com assuntos polêmicos como a abstinência sexual dos cristãos, a questão do divórcio, a Trindade e o problema do inferno e do mal.

O livro é altamente recomendável para todos saberem quem foi realmente Jesus, o que Ele realmente veio fazer aqui na Terra, e como, porque e do quê Ele veio nos salvar. Enfim, explicar o que é cristianismo, pra quem não é cristão... e, claro, também para quem é, afinal de contas o que mais tem por aí é cristão que nem sabe direito no que crê.

“Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (1 Coríntios 1:18)

O Juiz

, ,

"Um jovem é levado diante de um juiz por dirigir embriagado. Quando seu nome é anunciado pelo meirinho, percebe-se um suspiro no tribunal - o réu é o filho do juiz! O juiz espera que seu filho seja inocente, mas a evidência é irrefutável. Ele é culpado.

O que o juiz pode fazer? Ele é pego num dilema entre a justiça e o amor. Uma vez que seu filho é culpado, merece punição. Mas o juiz não deseja punir seu filho por causa do grande amor que tem por ele.

Relutantemente anuncia:

- Filho, você pode escolher entre pagar uma multa de R$5.000,00 ou ir para a cadeia - o filho olha para o juiz e diz:

- Mas, pai, eu prometi que vou ser bom de agora em diante! Serei voluntário no programa de distribuição de sopa aos necessitados. Vou visitar uma pessoa de idade. Vou abrir uma casa para cuidar de crianças que sofreram abuso. Nunca mais vou fazer outra coisa errada de novo! Por favor, deixe-me ir! - implora o filho. Neste momento, o juiz pergunta:

- Você ainda está bêbado? Você não consegue fazer tudo isso. Mas mesmo que pudesse, os seus atos bondosos futuros não podem mudar o fato que você já é culpado por ter dirigido embriagado.

De fato, o juiz percebe que boas obras não podem cancelar más obras! A justiça perfeita exige que seu filho seja punido por aquilo que fez. Sendo assim, o juiz repete:

- Sinto muito, meu filho. Assim como eu gostaria de permitir que você fosse embora, estou atado pela lei. A punição para esse crime é pagar R$5.000,00 ou ir para a cadeia!

- Mas pai, você sabe que eu não tenho R$5.000,00. Deve existir outra maneira de evitar a cadeia!

O juiz levanta e tira sua toga Desce do seu lugar elevado e chega ao mesmo nível em que está seu filho. Olhando bem direto em seus olhos, põe a mão no bolso, tira R$5.000,00 e estende ao filho. O filho está surpreso, mas ele entende que existe apenas uma coisa que pode fazer para ser livre: aceitar o dinheiro. Não há nada mais que possa fazer. Boas obras ou promessas de boas obras não podem libertá-lo. Somente a aceitação do presente gratuito de seu pai pode salvá-lo da punição certa.

Deus está numa situação similar à daquele juiz - ele está preso num dilema entre sua justiça e seu amor. Uma vez que todos nós pecamos em algum momento de nossa vida, a infinita justiça de Deus exige que ele puna aquele pecado. Mas por causa do seu amor infinito, Deus deseja encontrar uma maneira para evitar nos punir.

Qual era a única maneira de Deus permanecer justo mas não nos punir por nossos pecados? Ele deve punir um subistituto sem pecado que voluntariamente aceita a punição que nos é devida (sem pecado significa que o substituto deve pagar por nossos pecados, e não pelos seus próprios; voluntári porque seria injusto punir um substituto contra sua vontade). Onde Deus pode encontrar um substituto sem pecado? Não na humanidade pecaminosa, mas apenas em si mesmo. Na realidade, o próprio Deus é o substituto. Assim como o juiz desceu de seu lugar para salvar seu filho, Deus desceu dos céus para salvar você e eu da punição. Todos nós merecemos a punição. Eu mereço. Você merece.

"Mas eu sou uma boa pessoa!", você diz. Talvez você seja "bom" comparado a Hitler ou até mesmo ao seu vizinho. Mas o padrão de Deus não é Hitler nem o homem que mora na casa ao lado da sua. Seu padrão é a perfeição moral, porque sua natureza imutável é a perfeição moral.

De fato, o maior mito no qual se acredita hoje em dia quando se trata de reiligião é que "ser bom" vai fazer você chegar ao céu. De acordo com essa visão não importa aquilo que você crê, contanto que seja uma "boa pessoa" e que haja uma maior quantidade de boas obras do que de más. Mas isso é falso, porque um Deus perfeitamente justo deve punir as más obras independentemente de quantas boas obras alguém tenha realizado. Uma vez que pecamos contra um Ser eterno - e todos nós pecamos -, merecemos uma punição eterna, e nenhuma obra pode mudar esse fato.

Jesus veio para nos apresentar uma maneira de nos livrarmos dessa punição, oferecendo-nos vida eterna. O paraíso perdido no Gênesis torna-se o paraíso encontrado no Apocalipse. Desse modo, quando Jesus disse "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim" (João 14:6), ele não estava fazendo uma afirmação arbitrária, mas uma declaração que refletia a realidade do Universo. Jesus é o único caminho porque não existe outra maneira pela qual Deus possa conciliar sua justiça infinita e seu amor infinito (Romanos 3:26). Se houvesse alguma outra maneira, então Deus permitiu que Cristo morresse por nada (Galátas 2:21).

Tal como o pai fez por seu filho embriagado, Deus satisfaz sua justiça ao punir a si mesmo por nossos pecados e estender esse pagamento a cada um de nós. Tudo o que precisamos fazer como objetivo de sermos libertos é aceitar o presente. Existe apenas um problemaÇ assim como o pai não pode forçar seu filho a aceitar o presente, Deus não pode nos forçar a aceitar seu presente. Deus nos ama tanto que ele até mesmo respeita nossa decisão de rejeitá-lo."


Trecho do livro "Não tenho fé suficiente para ser ateu" de Norman Geisler e Frank Turek

"Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim" (João 14:6)

Arquivo secreto

, ,

"No estado em que me achava, meio acordado, meio dormindo, me vi dentro de uma sala. Não existia nada de interessante nela, exceto uma parede cheia de gavetas para cartões. Aqueles cartões que existem em bibliotecas públicas, de arquivo de livros, etc. Mas estes arquivos, além de irem do chão ao teto, pareciam não ter fim e tinham também títulos bem diferentes.

Quando me aproximei destes arquivos, o primeiro título a me chamar atenção foi "Garotas de quem eu gostei". Abri-o e comecei a ver os cartões um por um, para logo fechar a gaveta, surpreso em reconhecer os nomes ali escritos.

De repente, sem ninguém precisar me dizer, descobri onde estava. Esta sala sem vida, era, na realidade, o catálogo da minha vida. Aqui estava tudo organizado por ações, todos os meus momentos, grandes e pequenos, em detalhes que minha mente não podia acompanhar. Um senso de curiosidade e espanto, misturado com horror surgia dentro de mim ao abrir cada gaveta para descobrir seu conteúdo. Algumas me traziam belas alegrias e contentamento, saudade e memórias. Outras me traziam uma vergonha tão grande que olhei por detrás de mim para ver se havia alguém me espiando.

O arquivo intitulado "Amigos" estava ao lado do arquivo "Amigos que traí". Os títulos iam do mero mundano à extrema loucura: "Livros que li", "Mentiras que contei", "Conselhos que dei", "Piadas das quais ri". Alguns eram hilariantes devido à sua exatidão: "Coisas que gritei aos meus irmãos". Em outros não havia a menor graça: "Coisas que fiz quando estava com raiva", "Palavras que proferi contra meus pais por trás deles". Eu não parava de me surpreender com cada conteúdo que se apresentava. Alguns arquivos tinham normalmente mais cartões do que eu esperava. E outras vezes, menos do que eu sonhava. Eu estava estupefato com o volume de coisas que fiz durante minha curta vida. Como eu pude ter tido o tempo necessário para escrever esses milhões e milhões de cartões, cada um em sua exatidão?!? Mas cada cartão confirmava uma verdade. Cada um deles eu havia escrito com meu próprio punho e constava a minha assinatura em todos.

Quando puxei o arquivo "Erros que cometi", vi que o arquivo crescia para conter todo o seu conteúdo. Depois de puxar uns 4 ou 5 metros resolvi fechá-lo mais envergonhado do que nunca. Não somente pela qualidade depravada do seu conteúdo, pelas pessoas que magoei e também pelo vasto tempo perdido em minha vida que todo aquele arquivo representava.

Cheguei então num arquivo intitulado "Atitudes imorais". Senti um calafrio percorrer todo o meu corpo. Abri a gaveta somente um pouquinho, pois não estava a fim de testar o tamanho, e tirei um dos cartões. Fiquei todo arrepiado com o conteúdo. Senti-me muito mal em saber que estes momentos haviam sido gravados. Uma raiva animal tomou posse de mim. Um pensamento então me disse: "Ninguém deve saber da existência desses cartões! Ninguém deve entrar nesta sala! Tenho que destruir tudo!". Em frenéticos e loucos movimentos puxei uma das gavetas, estendendo metros e metros de conteúdo infinito. O tamanho do arquivo não importava. Nem o tempo que eu levaria para destruí-lo.

Quando a gaveta saiu, joguei-a no chão, de cabeça para baixo, e descobri que todos os cartões estavam grudados! Fiquei desesperado e peguei um bolo de cartões para rasgá-los. Não consegui. Peguei um só então. Era duro como aço quando tentei rasgá-lo. Derrotado e cansado, retornei a gaveta de volta ao seu lugar e encostando minha cabeça contra a parede, deixei um triste suspiro sair de mim.

Foi então que eu vi: um arquivo novo, como se nunca tivesse sido usado. A argolinha para puxar brilhando de limpa debaixo do título "Pessoas com quem falei de Cristo." Puxei o arquivo - 5 centímetros de comprimento. Eu podia conter os cartõezinhos em minha mão. Aí, então, as lágrimas vieram. Comecei a chorar. Soluços tão profundos que machucavam meu estômago e me faziam tremer todo. Caí de joelhos e chorei mais e mais. Chorei de vergonha, de pura vergonha. A infinita parede de arquivos, já embaçada pelas minhas lágrimas olhava de volta para mim, imóvel, insensível. Pensei: "Ninguém pode entrar aqui. Tenho que trancar esta sala e destruir ou esconder a chave."

Quando tentava enchugar as lágrimas eu O vi. Não! Ele não! Não aqui! Todo mundo, menos Jesus! Olhei-O, sem poder fazer nada, enquanto ele aproximou-se das gavetas e começou a abrí-las, uma por uma, lendo os seus conteúdos. Eu não podia ver a qual era a Sua reação. Nos momentos em que tomava coragem suficiente para olhar em Seu rosto, eu via uma tristeza bem mais profunda do que a minha. E parece que Ele ia exatamente nos piores títulos. E Ele tinha que ler cartão por cartão? Finalmente, Ele virou-se e ficou me olhando, desde o outro lado da sala onde estava. Olhou-me com dó em Seus olhos. Não havia nenhuma raiva. Abaixei a cabeça e comecei a chorar, cobrindo minha face com as mãos. Ele andou até mim, abraçou-me, mas não me disse nada. Ah! Ele poderia ter dito tantas coisas! Mas não abriu a boca. Simplesmente chorou comigo.

Depois, levantou-se e dirigiu-se para a primeira fila de arquivos. Abriu a primeira gaveta, numa altura que eu não alcançava, tirou o primeiro cartão e assinou o Seu nome. E assim começou a fazer com todos os cartões. Quando percebi o que Ele estava fazendo gritei "Não!" bem alto, correndo em Sua direção. Tudo o que eu podia dizer era: "Não!" "Não!". Seu nome não deveria estar nestes cartões. Mas ali estava, escrito num vermelho tão rico, tão escuro e tão vívido. O nome de Jesus cobriu o meu. Estava escrevendo com Seu próprio sangue. Ele olhou para mim um tanto triste e continuou a assinar. Nunca entenderei como Ele assinou todos os cartões tão depressa, pois quando me dei conta, Ele já estava ao meu lado. Colocou a mão no meu ombro e disse-me: "Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões, e dos teus pecados não me lembro", "Está consumado." Levantei-me e Ele levou-me para fora daquela sala. Não existia fechadura na porta, e ainda existem muitos cartões a serem escritos...
Se você se sente da mesma maneira, ainda há tempo de você mudar, e deixar Jesus usá-lo como instrumento para que o Seu amor possa tocar em outras vidas.
Meu arquivo "Pessoas com quem falei de Cristo" está um pouquinho maior agora."


(Autor Desconhecido)

"Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados." (Isaías 53:5)

Deus

, ,

Que outra prova você quer de Deus?
Assinaturas com firmas registradas de Lucas, João, Marcos e Mateus?
Mais nada???
Não quer um xerox do testamento de Abraão?
Uma foto da despedaçada Arca de Noé?
As folhas secas das parreiras de Eva ou Adão?
Não quer o video-tape das Leis dadas a Moises?
(...)
Quer um "slide" colorido da Torre de Babel?
Quer o sermão da montanha gravado em fita?
Quer a luneta de quem viu abrir o céu?
Quer a mesa da Santa Ceia arrumada e bonita?
Quem sabe o galo que cantou duas vezes?
Ou quer a coroa que rasgou a fronte de Cristo?
(...)
Você quer prova, eu darei, não desisto!
Quer o original do reposter das Oliveiras?
Quer o filme da caminhada do Calvário?
Quer a corda que, talvez, Judas fez a besteira?
Já ví, você quer tirar Deus do seu dicionário!
Pois então, materialista de meia pataca,
Entre com seus sábios num laboratório, de uma vez
E com toda sua ciência imbecil e fraca,
Faça um homem como só Deus fez:
Com raciocínio, personalidade,
Com liberdade unida a responsabilidade,
Coloque fé e graça
E dê-lhe talentos para sair pelo mundo
Assim Deus morrerá na história que passa.
Mas se não conseguir nas tentativas,
Humilhe-se, reconhecendo o erro
E colocando sua genialidade em desterro.
Saiba que somos nada sem Ele,
Viemos e iremos para Ele.
(...)
Eu quero morrer pedindo Sua mão.
Vou caminhando,
Tropicando,
Errando,
Levantando,
Mas reconhecendo que Deus é bom,
E gritando a todo segundo:
Santificai esse mundo!
Shalom! Shalom! Shalom!

(Poema de Neimar de Barros)

“Ah! Senhor Deus! És tu que fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido! Nada há que te seja demasiado difícil!” (Jeremias 32:17)

O tal do mundo que a Bíblia fala...

, , , ...

Um bom texto que eu encontrei postado no Orkut. Colocando pra compartilhar com todo mundo e pra ficar mais fácil pra eu mesmo encontrar depois. Esses textos costumam se perder rápido no meio dos tópicos.

Robinson Cavalcanti em 29/07/2003
Certa vez, em um congresso de juventude, em um estudo sobre afetividade, um rapaz encaminhou a seguinte pergunta: “O que o senhor acha de se namorar uma moça do mundo?” A minha resposta foi: “Parabéns por sua normalidade. Estaria preocupada se você estivesse namorando uma ET.” Em nossas igrejas, artistas dão testemunho, dizendo que deixaram de cantar ou tocar “no mundo”. Talvez já tenham contratos para atuar em Marte ou Vênus, ou para fazer uma exibição para as potestades angélicas...

O MUNDO

Um problema de tradução de vários termos do grego para um só vocábulo em português tem concorrido para distorções teológicas de trágicas implicações.

Pode parecer contraditório que Jesus Cristo tenha dito que o Seu reino não era deste mundo (Jo 18:36), enquanto afirma que Deus amou o mundo ao ponto de por ele sacrificar o Seu filho. E, ainda, nos ensina em sua oração: “Assim como Tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei as mundo” (Jo. 17:1. O apóstolo do amor, João, também parece contraditório: “Não ameis o mundo, nem as coisas do mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” ( I Jo. 2:15). Estaria João pedindo que fossemos contrários a Deus, não amando o mundo que Ele amou?

Deus criou o mundo, o universo (kosmos) e ama a sua criação. No universo da criação Ele incluiu o nosso mundo particular, a terra (geo) e também a ama. A terra, a natureza e as criaturas (oikumene) caíram, mas Deus, mas Deus não os desprezou, Deus havia planejado um estado de coisas perfeito, diferente do atual (aion), com o qual devemos nos inconformar, esperando um mundo novo (aiones), quando, por fim, viveremos em um mundo pleno (aionios).

Assim, a questão não é espacial: a rejeição do planeta, da vida, da história, da sociedade, das pessoas, do Estado, do corpo, mas ontológico e moral: as formas de pensar, de agir, de organizar, que são contrários ao projeto de Deus.

Escrevi em meu livro Cristianismo e Política: “Quando amamos os homens estamos rejeitando “O mundo” (que não ama, mas odeia); quando lutamos pela justiça, pela paz e pela liberdade no mundo (valores do Reino) estamos rejeitando “o mundo” (que é injusto, conflituoso e escravizador); quando penetramos no mundo rejeitamos “o mundo” (que é egoísta e alienante). O que assumimos é mais do que vida e ministério em um tempo dado (chronos), mas no tempo marcado pela Providência, designado por Deus para nossa missão (kairós). O que João está rejeitando? “... a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida...”, ou seja, o pecado. A isso ele chama, metaforicamente, de “Mundo”. “A isso rejeitamos; aos homens amamos”.

MUNDANIDADE

Deus entregou às criaturas humanas um mandato cultural, de gerenciar o mundo, dando continuação à obra da criação, segundo o seu projeto original. Deus exerce a sua Providência sobre o mundo, nele estabelece Alianças, a ele se revela e nele encarna. Jesus Cristo foi completamente humano em tudo, menos no pecado, e um ser cultural, completamente integrado à vida social do seu tempo e lugar, assumindo a sua cultura. Por fim, Ele nos enviou ao mundo.

Foi o evangelista Charles Finney quem afirmou que a tarefa do cristão era transformar o mundo. E não se transforma o mundo sem nele participar. É uma heresia dos desobedientes, dos medrosos, dos preconceituosos e dos acomodados a atitudes de isolamento dentro das quatro paredes da igreja, o separatismo, a alienação de um falso “triângulo da felicidade”: “trabalho – lar - igreja”, sem o exercício responsável de cidadania, como “sal” e “luz”.

É a falsa “teologia” do “crente não se mete nisso” ou “isso não é lugar para crente”. Ou essa gente não leu os evangelhos, ou não aprendeu nada com a vida de Jesus. Assim, a desobediência leva à não-influência na vida pública: cidadania, cultura. Assim, nos ausentamos dos esportes, das ciências, da literatura, das artes, das manifestações folclóricas.

Assim, não vivemos, mas somos apenas pré-cadáveres.

No Brasil, uma ênfase particular contra tal “mundo” se refere à nossa cultura, por suas raízes íbero-católicas, ameríndias ou africanas. Por esse raciocínio, des-mundanizar-se seria des-brasileirar-se.

MUNDANOS

Eis o âmago da questão:

1. Somos todos seres humanos, e não anjos, seres sociais e não eremitas, terráqueos e não marcianos, e vivemos culturalmente: língua, roupa, culinária, arte, direito, religião, costumes, valores, estilos, etc. o mundo é um mundo pluricultural, e todos os cristãos vivem em uma cultura, como Jesus viveu na dele;

2. Todos as culturas, por serem produzidas por comunidades de pessoas, são ambíguas, têm aspectos positivos e negativos, refletem tanto a imagem de Deus quanto o pecado. As culturas (para a Antropologia) não são piores ou melhores, são diferentes. Cada uma tem virtudes e fraquezas. As culturas não podem ser nem sacralizadas (tidas como absolutas, imutáveis, e acima de tudo), nem demonizadas (rejeitadas em sua totalidade, como perversos);

3. A cultura judaica não era sagrada, nem normativa, nem pode servir, automaticamente, e em um salto histórico, como paradigma para hoje. Ela foi, em sua ambigüidade, um espaço para a revelação, e tem, por isso, muito que nos ensinar. Mas, seria um absurdo, o cristão desbrasileirar-se para judaizar-se;

4. A igreja primitiva também tem sido mitificada. Apesar de sua proximidade temporal com Jesus, também tinha os seus problemas. Não se pode reproduzi-la dois mil anos depois, o que seria negar a História e a atuação do Espírito Santo nesses vinte séculos;

5. A atitude sectária isolacionista de alguns cristãos contradiz a destinação dos seres humanos na ordem da criação (mandato cultural) e o “ide” para ser “sal” e “luz” no mundo, e não fora dele. Esses cristãos seguem o modelo dos essênios, e não o exemplo de Jesus;

6. É compreensível a valorização das culturas onde o cristianismo (e, particularmente, o cristianismo reformado) teve uma maior influência. Mas não devemos mitificá-las, esquecidos do seu lado pecaminoso, dos seus exageros e esquisitices, tantas vezes erroneamente identificados como Reino de Deus. Não estamos na Alemanha do século XVI, ou na Inglaterra do século XIX, nem devemos querer ser o sul dos Estados Unidos, a Irlanda do Norte, ou a África do Sul do século XX. Enveredar por esse caminho não torna ninguém mais cristão, apenas “americanalhado”...

Pela providência de Deus, somos brasileiros e temos a nossa nacionalidade. Pela graça de Deus, temos a nossa cultura e a nossa maneira de ser. Somente com o nosso amor à brasilidade poderemos questionar e propor mudanças, à luz da Palavra e não de preconceitos importados de outras culturas.

A mundanidade é um fato. O mundanismo (vs. Santidade) não é uma questão de exterioridade, mas o nosso interior (obra da carne vs. Fruto do Espírito). Testemunho não é dado em riste, hipocrisia, anacronismo ou estrangeirismo, mas vida de amor.

"E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)

Mahatma Gandhi

, , , ...

Todo mundo já ouviu falar de Mahatma Gandhi. Mas pouca gente tem real noção de quem foi este homem, e de sua importância na história. Até pouco tempo atrás pra mim ele tambémera assim, uma figura estranha que viveu numa terra ainda mais estranha e que de, alguma forma, se tornou conhecido.

Estou terminando de ler um livro chamado Alma Sobrevivente, um livro cristão escrito por Philip Yancey e publicado no Brasil pela editora Mundo Cristão. Nele o autor conta sua história de desilusões com a Igreja Cristã e de como superou-as através de pessoas que direta ou indiretamente ele teve contato. É um livro de pequenas biografias com comentários sobre estas personalidades. O livro contém doze biografias, entre elas a de Mahatma Gandhi, a que mais distoa no livro evangélico, uma vez que Gandhi nunca foi cristão.

Não quero aqui fazer a minha própria biografia dele, quem quiser saber mais pode procurar neste site que está em português. Vou resumir apenas o que me chamou a atenção em Gandhi.

Embora não fosse cristão Gandhi era conhecedor da Bíblia, era amigo e correspondia com muitos cristãos influentes em sua época. Não vem ao caso aqui os motivos que fizeram Gandhi não se converter ao cristianismo, o que sim vem ao caso é como sua compreensão das palavras de Jesus Cristo se tornaram uma arma tão poderosa que tornaram a Índia independente do até então invencível Império Britânico.

Ele foi o precursor da letal tática da não-violência. Depois dele muitos outros movimentos ao redor do mundo adotaram a mesma tática. Se deixar bater, ser preso, ou até se deixar matar requer com certeza muito mais coragem do que revidar com a mesma moeda. Muita gente até hoje considera a tática de Gandhi pouco eficaz, verdadeira sandice, apesar dos resultados indiscutíveis alcançados.

Que general gostaria de ser responsabilizado pela morte de pessoas desarmadas que simplesmente protestam pacificamente? Será que se consegue mudar o pensamento de alguém com o uso da força? Gandhi dizia que não, ele sabia que não podia contra os exércitos britânicos e violência e usou as nada convencionais: da moral, da disciplina interior, do jejum, do amor ao próximo.

Muitos cristãos hoje interpretam as palavras de Jesus sobre o "dar a outra face" como mera metáfora, e partem literalmente "pro pau" quando são atacados dizendo ser impossível seguir este ensinamento de Cristo. Talvez para nossa própria vergonha, este não-cristão convicto mostrou que tal ensino não é só possível como extremamente eficaz.

Outra coisa que eu aprendi nesta minha pequena leitura sobre Gandhi, se você quer realmente ser ouvido é melhor praticar o que você mesmo diz. De nada adianta ser hipócrita.

Certa vez uma mulher lhe trouxe um filho e pediu que com sua influência dissesse ao garoto para não comer mais açúcar, pois faria mal. Gandhi pediu para trazer o garoto de novo uma semana depois. Na semana seguinte ele tomou o garoto no colo e simplesmente falou "Não coma mais açúcar". A mãe, sem entender perguntou o porquê de esperar uma semana se era apenas pra dizer aquilo, e Gandhi respondeu: "É que na semana passada eu ainda comia açúcar".

"Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno." (Mateus 5:37)
November 2009
S M T W T F S
October 2009December 2009
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30